Páginas

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Opinião



Vitória que deixa o Grêmio colado nos líderes 

Três pontos essenciais para encostar nos ponteiros do Brasileirão. Foi 2 a 1 o resultado, mas poderia ser goleada. Não goleou por dois motivos: a grande atuação do goleiro Tadeu e a imperícia dos avantes gremistas. Sem forçar muito, Diego Souza enfeitou, Ferreira caprichou demais, Luiz Fernando botou na trave, Churín perdeu três chances incríveis.

No momento que escrevo, o treinador Renato cita as "bobagens" que falavam há dois meses. O que ele omite é a mudança que se obrigou a fazer (pelas evidências ou pelas lesões). É claro, cristalino, que aquela formação com Cortez, Maicon, Robinho e Alisson como titulares não deu a resposta satisfatória. Será que se o presidente não tivesse demitido Thiago Neves, esse não seria um dos mais frequentes entre os 11? Então, este Grêmio atual é bem superior, as causas estão nas trocas corretas na formação das últimas atuações.

Voltando ao jogo desta tarde/noite; não gostei de Maicon, nem de Diego Souza e, embora com a movimentação maior de Churín, o argentino perdeu gols incríveis.

Maicon apareceu bem, porém, troteou, quando a bola ficou com os goianos, Diego Souza voltou a sua condição "estática" de partidas de um mês atrás e Ferreira perdeu a chance de colocar dúvidas na cabeça do treinador, quanto à titularidade. Com um detalhe: jogou onde estava habituado no time de transição.

Já Luiz Fernando está em franca evolução. Para mim, o melhor em campo. Pode repetir a história de Jonas. Faltam os gols.

Jean Pyerre está atingindo aquele estágio em que tudo que faz é "genial" para a imprensa. Ótimo para o Clube, para o treinador, para a mídia, mas para mim, hoje, uma atuação comedida, alguns lampejos de craque, além de estar atento no vacilo do arqueiro esmeraldino no 1 a 0. 

Há tempos, eu manifesto a minha admiração pelo futebol do novo camisa 10, mas neste enfrentamento diante do Goiás, ele andou sumido na maioria do primeiro tempo e fez um segundo, de médio para bom.

Matheus Henrique também não repetiu as atuações anteriores, coincidência ou não, na partida em que Darlan esteve ausente.

Desconfio que a vitória está "linkada" com a fragilidade do Goiás.

 A campanha do Grêmio é ótima nestes 14 jogos de invencibilidade; no entanto, este "recorte" desta tarde, mostrou pontos ruins a serem evitados contra adversários mais consistentes e qualificados.

Finalizando: Uma lembrança pela marca que tenho certeza que dificilmente será quebrada: os 384 jogos como técnico do Grêmio que Renato alcançou.

 Parabéns, Renato.


Opinião



A Hora da Verdade

O momento em que as ideias e convicções do treinador Renato, recordista em direção do time em todos os tempos (supera Foguinho, esta noite) serão postas à prova, se aproxima.

Com as recuperações de Maicon, presente, mais Alisson, um pouco ali adiante, o técnico gremista revelará se as mudanças que rejuvenesceram o time; mais do que isso, acertaram o prumo da equipe, cessando críticas da massa e imprensa e viabilizando a tão propalada "decolagem", é consequência do que ele pensa ou foi fruto do acaso, isto é, das lesões.

É aguardar.

sábado, 28 de novembro de 2020

Opinião



Para Lapidar 

Li na Zero Hora de hoje, a coluna do repórter José Andrade, onde ele faz importante alerta; qual seja: o torcedor gremista há de ter paciência com Luiz Fernando. E ele menciona as qualidades do avante que veio do Botafogo; a força física, o arranque, a velocidade e eu acrescento mais uma: a ousadia. 

Andrade vê semelhanças de características com o Renato jogador. Verdade, guardando as devidas proporções. Também, o texto cita que a parada dele é com Ferreira na briga pelo lugar que é/era de Alisson. Um senhor desafio.

Se Luiz Fernando remete ao jogo de Renato de 35/37 anos passados, igualmente, dá para encontrar pontos comuns com o início de carreira de Pedro Rocha (2016/17) e até de Luiz Mário, do começo deste milênio; então, mesmo achando que Ferreira deva ser o titular, vejo em Luiz Fernando um potencial imenso, que se bem trabalhado poderá lhe dar condições para formar um ataque muito promissor com Pepê, Churín e até ao lado de Ferreira, numa variação, se o treinador quiser.

Luiz Fernando não encontrará melhor professor do que Renato para jogar ali, onde está.


sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Opinião



Vitória encaminha a classificação 

Essa vitória em terras paraguaias possui as mesmas características presentes nesta série de invencibilidade, isto é, coletivamente foi bem e as individualidades decidiram, quando se fizeram necessárias.

Andei olhando "pedaços" de outros jogos, independente da natureza (Série B, Brasileirão, Copa do Brasil ou Libertadores); a maioria, eu "larguei" pela metade; Atlético Mineiro e Botafogo foi na primeira etapa. Assisti-los todos, passou a ser programa indigesto. Já o Grêmio, desconsiderando o fator torcer que pode mascarar a análise, está bonito de se ver. Ele nunca se fecha lá atrás; é propositivo e, além da filosofia que Renato acredita, apareceram as mexidas tão clamadas por parte da torcida. Se o jeito de jogar era ideia imutável, não havia jogadores para se tornarem "herdeiros" do futebol de 2016 e 17.

Ao promover o ingresso de Darlan e Jean Pyerre mais a boa participação de Luiz Fernando pela direita, o time encaixou. A chegada de Churín mexeu com Diego Souza e a letalidade de Pepê se ampliou.

Faltava fechar o arco na hora do aperto. Vanderlei começa a se justificar. Não são defesas de "marketing"; são de grande grau de dificuldade em horas absolutamente cruciais das partidas. 

Fez duas excepcionais no segundo tempo. Na defesa, Geromel sobrou em relação aos seus três companheiros de setor que não comprometeram.

No meio de campo, a razão principal para os 13 jogos invictos: Darlan e Jean Pyerre estão jogando cada vez mais e isso auxiliou a estabilidade "por cima" das atuações de Matheus Henrique.

Luiz Fernando é acréscimo em relação a Alisson; hoje no primeiro tempo , se concluísse bem a jogada em que deu três meia-luas nos adversários, este lance iria ilustrar a maioria dos noticiários esportivos. Perdeu dois na etapa final, uma, mérito do goleiro. Porém, gostaria de ver Ferreira ter a mesma sequência que o menino que veio do Botafogo.

Na frente, Diego Souza não repetiu as jornadas anteriores e Churín teve o mérito de deixar Pepê na cara do gol para o 2 a 0 no placar.

Quanto a Renato, apenas um reparo: se não foi por cansaço, "Monsieur" Jean Pyerre não deveria ter sido sacado. Juntamente com Pepê e Vanderlei, formou o trio dos melhores em campo.

Pinares vai entrando aos poucos. Vai se ambientando naturalmente. Lucas Silva, Rodrigues e Éverton não apareceram muito. Churín, talvez por ter mais tempo em campo que os demais, foi o destaque entre os que saíram do banco.

A vaga está quase garantida. Quase.

Seguem lances da vitória:







quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Pequenas Histórias

Pequenas Histórias (243) - Ano - 1960-2020

A Morte de um Gênio

Fonte: tweetergremioportoalegrense

 Diego Maradona partiu nesta Quarta-feira. Havia completado 60 anos em Outubro. O coração não resistiu.

Tive a sorte de ver toda a sua carreira, sua genialidade e o admirava muito, não tanto quanto admiro Pelé, pois o Rei soube entender melhor a condição de Ídolo. Ficou naquele espaço entre Deuses e Humanos, já Maradona era cheio de “imperfeições”, por outro lado, isso o aproximou do estágio normal dos seres humanos “comuns”. Era mais real, mais “verossímil” aos olhos da gente. Seus escorregões frequentes não afetavam minha admiração por tudo que representava no futebol. Exemplificando: na recuperação da auto estima argentina, depois dos eventos Guerra das Malvinas e Copa do Mundo de 1986, aquela que era para ser na Colômbia e acabou sendo realizada no México. Aquela do Gol com a Mão, aquela do mais belo tento de todas as Copas do Mundo. Jogo que assisti na casa de meus primos, quando morava em Porto Alegre, logo depois do almoço que me proporcionaram.

É uma das muitas lembranças que tenho de Maradona, outra, a de sua passagem pelo Olímpico Monumental em 1980, atuando pelo Argentinos Juniors, vide El Pibe no Olímpico.

Há várias, mas a mais carinhosa e singela ocorreu em 1979, período que cursava a faculdade e a Universidade Federal possuía muitos alunos estrangeiros.

Naquele ano ocorreu a Revolução Sandinista na Nicarágua e eu tinha dois colegas de lá; Carlos Dennis e Simeon, este último, não voltou mais. Tornou-se cidadão brasileiro.

A situação estava dramática especialmente para Carlos que não conseguia nenhuma informação de seus familiares. Convém lembrar que não havia celular, nem internet naquela época.

O dinheiro que recebia de lá, sumiu. Ele estava vivendo da caridade de seus colegas. Escrevia e vendia livros de poesias (tenho até hoje um deles). Ele era só tristeza e nervosismo. Mesmo angustiado, teve que tocar a vida.

Uma tarde, os convidei para fazer o trabalho de aula lá em casa e após um café, meu pai ligou a televisão naquela peça que chamávamos de sala de tevê e, nós, da cozinha numa espécie de intervalo do trabalho de aula, vimos que estava começando um jogo da Argentina (acho que era Copa América) e meus colegas ao verem Maradona no time, simplesmente, esqueceram da tarefa acadêmica e foram assistir a partida, ou melhor, foram ver Maradona. Comprovei que El Pibe era mais próximo dos hermanos da América Central do que Pelé.

Vi Carlos recuperar o ânimo e recordo que naqueles “90 minutos”, conseguiu esquecer a tragédia pessoal que vivia.  Era visível o seu entusiasmo, torcendo para a Argentina. O encantamento que a figura de Maradona lhe produzia era indescritível. 

Naquela tarde, presenciei mais uma prova da magia do futebol; ele é capaz  de nos proporcionar lembranças magníficas, reservar momentos eternos em nossas vidas.

Maradona, pelo menos para mim, foi autor de vários deles.

Obrigado, Don Diego!

PS: Tive que fazer alterações no texto, depois de publicado, porque me emocionei ao recordar o sufoco daqueles tempos e ele saiu com  muitas falhas.

 

 

 

Opinião



  Libertadores com cara de normalidade

Os primeiros jogos das oitavas-de-final da Libertadores, embora sejam uma amostragem pequena, demonstram que os que ficaram em primeiro em seus grupos, estão confirmando a (em tese) superioridade. 

Com o privilégio de fazer a segunda partida em casa, os visitantes não perderam, o Santos até venceu e todos fizeram gol(s) fora de casa. É uma baita vantagem.

Flamengo, Santos e River Plate arrancam, confirmando as previsões de passagem paras as quartas-de-final.

Sobre o que nos interessa em especial: O Grêmio entra franco favorito para a partida de amanhã. Tem tudo para vencer e convencer. Tem elenco maior e melhor, vem num momento superior ao Guarani, tem o fator "decidir em casa" e outros mais subjetivos como camiseta e histórico recente nas edições anteriores.

Parece também, que Renato está gostando de ser menos criticado, de finalmente, se render às evidências e, se isso pode representar uma contrariedade para ele, para o seu ego; é na verdade, mérito seu corrigir o rumo do time e talvez, o destino do clube nesta temporada terrível.

Acho que passa bem pelo confronto no Defensores Del Chaco.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Opinião



  Razões Óbvias para a Melhora

Alguém pode "cornetear": Antes, queria a demissão do Renato e agora vem com esse papo de que a coisa mudou.

Esclarecendo: sempre deixei uma "brecha", uma possibilidade de ver o treinador reconsiderar em alguns pontos; usei até a expressão "repaginar-se", apenas, levou um bom tempo para isso ocorrer e fica sempre o perigo de uma recaída do técnico e a volta dos bruxos ser um fato nefasto, devastador para a "decolagem" gremista. Se se tem que deixar uma chance para a repaginada, também, há de se considerar a hipótese da retomada do bruxismo ou retrocesso. Perigo real e imediato.

Como a minha formação de torcedor vem dos áureos tempos de João Saldanha criando as sua feras a partir da singela conclusão que os melhores devem jogar (antes de 1970, houve 1969, as eliminatórias para o México); lá estavam Gérson, Jairzinho, Tostão e Pelé juntos, quando nem se pensava na troca do treinador da Seleção; então, uma das conclusões pela repentina melhora do Tricolor se baseia no aproveitamento dos melhores em cada posição; igualmente, porque os mais aptos são os jovens, a maioria vinda da base (mais algumas joias garimpadas como Rodrigues e Luiz Fernando), com isso, outra obviedade: a queda da média de idade do time. Resultado: desse somatório (melhores + melhores jovens), o time se tornou mais sólido defensivamente, mais ágil no meio de campo e mais veloz no ataque.

Ah! As lesões diminuíram e nem ouvimos mais frases que dão calafrios nos torcedores como "trocar o pneu do avião (sic) em movimento". Vencendo, essas bobagens passarão da condição de diatribes para chistes, como se dizia no tempo que se amarrava cachorro com linguiça. 

Conclusão: A soma de todos esses "mais" impulsionou o Tricolor para cima, para a busca do topo no Brasileiro e Copa do Brasil, isto deverá ser confirmado de forma idêntica na Libertadores.

Meu time está escalado: Vanderlei, Orijuela, Geromel, Kannemann e Guilherme Guedes; Darlan, Matheus Henrique e Jean Pyerre; Ferreira, Churín e Pepê. Fica a dúvida se Pinares terá espaço e bola para uma das vagas.

Pode não ser esse time de imediato, mas o meu sentimento é que mais dia, menos dia, se a sobriedade se sobrepor à soberba, será inevitável o torcedor memorizar os 11 titulares como se dizia antigamente: Do goleiro ao ponta esquerda.

Renato: Basta apenas rezar pela cartilha do bom senso. Nela estão escritas obviedades. O be a bá do futebol, desde a sua pré-história.

domingo, 22 de novembro de 2020

Opinião

 



O Grêmio deixou dois pontos na Arena Neo Química

Uma partida que, a partir da expulsões dos corinthianos, passou a expectativa de uma vitória gremista certa, terminar empatada, traz uma frustração grande. Só não foi maior, porque Vanderlei fez uma defesa fantástica, um milagre no final do jogo.

O Grêmio começou mal escalado. Se Kannemann não estava lesionado e com a sua suspensão na Libertadores, teria que ter jogado. Também Ferreira não pode ficar atrás de Luiz Fernando na fila pelo lado direito. Cortez, sua escalação, a justificativa de melhor marcador pode ser aceita, mas eu entraria com Diogo Barbosa, enquanto Guilherme Guedes não puder.

Por incrível que possa parecer, o Tricolor jogou melhor o primeiro tempo, quando a superioridade numérica era de 1 atleta. Na segunda etapa, o time pareceu enrolado, um emaranhado de lances sem sentido e muita indefinição na frente, na hora de concluir.

Onde esteve o diferencial destas etapas? Fácil. É Darlan. O menino era o melhor do time, distribuía o jogo com autoridade, porém, sua substituição se impôs a partir da (grande) chance de ser expulso no decorrer do jogo. Renato sensatamente, o substituiu, mas o time pagou um alto preço por isso.

Hoje, Diego Souza e Jean Pyerre ficaram devendo, Pepê repetiu as jornadas anteriores em termos de regularidade "mediana", mas sem os lampejos magníficos que proporcionaram os gols de Diego Souza na jornada diante do Cuiabá.

Orijuela esteve muito atrapalhado, Victor Ferraz entrou mal, Geromel e Rodrigues foram muito bem e Cortez teve uma grande contribuição num único lance que evitou o arremate que poderia ser fatal, mas foi isso apenas. Diogo Barbosa produziu mais do que Cortez, mas, aquém do que se exige de um lateral de clube do porte do Grêmio.

Darlan e Matheus Henrique foram os melhores, apenas abaixo de Vanderlei. Jean Pyerre, apesar do entusiasmo e boa vontade da torcida e boa parte da Imprensa, ficou devendo. Sua melhor participação foi numa cobrança de falta. É craque, mas há uma superestimada avaliação da importância de sua participação nos lances. 

Luiz Fernando alternou bons e maus momentos, num deles, exigiu a melhor intervenção de Cássio no primeiro tempo.

Um menção especial para Pinares que entrou, mostrou força e uma boa técnica, no entanto, não deveria ser a primeira opção para troca nas condições em que a partida se apresentou. Repito, sem Ferreira saindo jogando, deveria ter a preferência no intervalo.

Isaque, Churín nada acrescentaram.

Agora é o Guarany.

Como consolo, Vanderlei evitou a derrota certa.


Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (242) - Ano - 1998


O Adversário foi o Regulamento

Fonte:http://gremiodados.blogspot.com/
 

A história de Celso Roth no Grêmio tem o título da Copa Sul e dois "quase", o mais famoso; 2008, quando na segunda rodada do returno ficara 14 pontos á frente do vice e incrivelmente, a taça não foi para o museu do Tricolor. Mas há aquele momento de 1998.

Naquele ano, o Grêmio deu uma arrancada espetacular no final do certame, onde a última rodada reservou a mais insólita combinação de resultados, onde todos os que convinham ao Imortal, aconteceram e ele seguiu para as fases seguintes, ocupando a derradeira oitava vaga, pegando o primeiro da competição nos cruzamentos. Lembro que estava dentro do carro, atento aos plantões esportivos das rádios. Eles foram os maiores protagonistas da comunicação naquela tarde.

Depois de perder por 1 a 0 no Olímpico, o Grêmio precisaria de uma tarefa hercúlea, isto é, vencer o poderoso Corinthians de Luxemburgo, Gamarra, Silvinho, Vampeta, Rincón, Marcelinho Carioca, Ricardinho, etc..., logo em São Paulo, estádio do Pacaembu, território historicamente hostil na sua biografia.

Roth escalou: Danrley, Walmir, Rodrigo Costa, Scheidt e Roger; Otacílio, Fabinho, Luis Carlos Goiano e Itaqui; Rodrigo Mendes e Zé Alcino. Entraram no decorrer da partida, Robert, Djair e Clóvis.

Luxemburgo usou: Nei; Vampeta, Batata, Gamarra e Silvinho; Gilmar, Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Dinei e Mirandinha. Ainda participaram Cris, Fernando Baiano e Didi.

O árbitro foi Wilson de Souza Mendonça e o público beirou os 40.000.

Naquele ano, pela primeira vez, as quartas-de-final seriam realizadas na forma de play-off. Azar do Imortal, pois conseguiu reverter a derrota e fez saldo, porque ganhou de 2 a 0. Na terceira partida, três dias depois, o Coringão venceu por 1 a 0 e seguiu em frente; neste caso, por ser "a negra", o Grêmio tinha a vantagem do saldo, se houvesse empate e o Corinthians, a do local por ter melhor campanha.

Logo aos 16 minutos, Goiano, centro criativo do time, saiu lesionado, entrou Robert. Muito melhor em campo, o gol foi questão de tempo para os visitantes. Aos 30 minutos, por não ter o seu principal batedor de faltas (Goiano), Rodrigo Mendes e Itaqui se prepararam para a cobrança. O segundo deu um petardo indefensável (foto acima) no ângulo superior esquerdo e igualou a disputa pela vaga. Golaço. 1 a 0.

Sempre superior, a consagração da jornada veio num tento espetacular do centro avante Clóvis, que aparou cruzamento de Rodrigo Mendes, isso, aos 42 minutos da etapa final.

Roth deu um nó tático em Vanderlei Luxemburgo, esse, que recebeu críticas públicas de Marcelinho Carioca pelas alterações táticas dele, de Vampeta e de Rincón. O meia atacante e treinador apenas se toleravam pelo profissionalismo.

Infelizmente, no meio de semana seguinte, a derrota veio junto com a desclassificação. O  detalhe do regulamento tirou as chances do time disputar as semifinais contra o Santos.

O consolo: ter perdido para o futuro campeão brasileiro daquele ano.

Fonte: arquivo pessoal do amigo Alvirubro

             gremiopedia.com

             timoneirosblog.wordpress

             gremiodados.blogspot.com

Seguem melhores momentos:






sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Opinião




O Fator 

2020 tomara que seja irrepetível na dificuldade imensa que a Humanidade passa com a Covid- 19. Tenho certeza que todos os que acompanham o blog tem conhecidos, parentes, colegas ou/e amigos que tiveram os sintomas do vírus ou pior. No Brasil, o número vai passar de seis milhões de pessoas.

O futebol também foi atingido, depois da sua volta. Era esperado, basta lembrar que jogos foram adiados ou quase isso, por conta do atingimento em massa nos elencos.

A última rodada reservou uma surpresa, a derrota do Atlético Mineiro diante do Paranaense no Mineirão. O Galo atuou muito desfalcado por conta da Covid 19, inclusive sem a Comissão Técnica. É apenas um exemplo.

Num campeonato onde ninguém consegue confirmar o favoritismo para o título, os cuidados com esse adversário extra podem ser o "craque" decisivo neste segundo turno de Brasileiro, bom como, na Libertadores e Copa do Brasil. 

Além de competência, os clubes terão que contar com a sorte, em especial, os que estão em competições internacionais.