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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Opinião



Deve ser engano

Antes de mais nada, desejo um feliz ano novo a todos, que 2018 seja aquele que vai colocar o Brasil nos trilhos do progresso e do bem estar de seus cidadãos.

Chegando agora das comemorações de passagem de ano, eu me vi surpreendido com a  pretensa mudança de rumo na negociação da ida de Edílson para o Cruzeiro, vide Alisson e Edílson. Esta é apenas uma das muitas fontes que colocam a transação neste pé. São várias.

Ou é inverídica ou o Tricolor abriu as pernas, senão, observemos: O clube mineiro vem aqui, trata primeiro com o jogador, acerta tudo, o contrata definitiva e integralmente por um contrato de 3 anos, o Tricolor aceita pacificamente, cede o seu titular, não vê a cor de um pila sequer, recebe um reserva (Alisson) e ainda deixa um percentual para o Cruzeiro em futura negociação. É isto?

Se for, então depois de todo o barulho que o Tricolor fez, inclusive dizendo que ele sairia apenas com o valor da multa sendo paga, aceitar essa proposta, desta forma, nos permite supor que o Barcelona vindo aqui e pagando 20% da multa estipulada, levará Arthur.

Só pode ser engano ou então, o Tricolor realmente possui dirigentes sem força para preservar os seus interesses.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (181) - Ano - 2016


... E a Machado de Assis foi asfaltada

Fonte:https://3.bp.blogspot.com

Entre o final dos anos 70 e metade da década seguinte, a minha terra teve um prefeito muito dinâmico que modernizou a cidade. Rejuvenesceu-a, sabendo utilizar a verba que veio do projeto "Cura", que visava renovar as partes urbanas dos municípios. E assim, entre algumas melhorias, o asfaltamento de ruas importantes foi se sucedendo, inclusive a minha, a Bento Gonçalves, ligação importante entre o Centro e o bairro (N.Sra. das) Dores.

Pois bem, para ir da minha casa até a Becker Pinto, a do amigo alvirrubro, Alvirubro, isso em nossa infância, era obrigatório "pegar" a rua Machado de Assis, uma que qualquer governante deveria priorizar o asfaltamento.

Entrava ano, entrava gestão nova, os anos se sucedendo e nada dela ser asfaltada. Virou uma espécie de birra ou de maldição. 

Na segunda metade de 2016, pelo Gauchão,  Sasha já havia dançado a valsa dos 15 anos no Pinheiro Borda, quando eu encontrei um conhecido colorado que não via há anos e, naturalmente, a conversa acabou derivando para o futebol. Lembrei-lhe que o Tricolor já demonstrava avanços, ações diferentes de épocas anteriores, inclusive com goleadas, 4 a 1 e a quase irrepetível, os 5 a 0.

O papo esquentou, aí ele sentenciou: - O Grêmio só será campeão no dia que asfaltarem a Machado de Assis, disse apontando para os paralelepípedos já desgastados pelo tempo; abrindo um sorriso, misto de ironia e senha indicadora que a prosa não estragaria um velha amizade.

Na última semana de Outubro, o Grêmio passeou no Mineirão e meteu 2 a 0 no Cruzeiro, gols de Luan e Douglas. Um chocolate. Faltava apenas confirmar no jogo da volta.

Como ainda moro próximo a Machado de Assis, no começo de Novembro percebi servidores da prefeitura se movimentando, manuseando instrumentos que imaginei serem de engenharia.

O Tricolor foi avançando na Copa do Brasil até chegar às finais, a primeira vencida no Mineirão diante do Galo com a maior atuação do menino Pedro Rocha, dois gols, também um partidaço de Pedro Geromel, que, além de defender, fez jogada de ponta direita, cruzando para Éverton definir e desafogar a partida que caminhava para um perigoso final de jogo. 3 a 1. Com 10 contra 11. 

No encontro da volta, o Grêmio empatou, 1 a 1, gol Tricolor de Bolaños (vide foto acima); botava assim, a mão no caneco da Copa do Brasil pela quinta vez e quebrava um jejum de 15 anos sem títulos relevantes. Era o dia 7 de Dezembro.

Uma semana antes, a rua Machado de Assis, importante ligação entre os bairros Dores e Menino Jesus, finalmente ganhava o seu asfaltamento "estalando de novinho". Assim como o Grêmio, ela entrou numa nova fase.

Infelizmente, ainda não encontrei o meu amigo profeta. Talvez, ele venha passar as festas de final de ano na cidade. 






sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Opinião



Se for o caso

Considerei as notícias do interesse de Renato pelo futebol de Adriano uma piada, hoje as coisas foram para o lugar e ninguém mais fala nisso. Mas, se for o caso, isto é, de consagrar este "lado recuperador" de Renato, eu indico dois jogadores, cujas biografias são permeadas por bons e maus momentos. São eles: Sassá e Walter.

O primeiro parece que vem mesmo. Trata-se de um grande jogador e essa minha impressão sobre ele, já foi tratada em texto de 2016. Se não cuidar da carreira, ele vai engrossar a longa fila dos que "podiam ser, mas não foram".

Walter é craque. Me lembra um dos melhores centro-avantes que vi jogar. Atacante cerebral que tropeçava apenas no português; Claudiomiro, que, infelizmente, antes dos 25 anos já era ex-atleta (03/04/1950). Nem figurou no time campeão de 1975 do Coirmão. Pois bem, Walter já é conhecido de Renato. 

Repetindo; se for o caso de arriscar, que o Grêmio arrisque em dois jogadores que não tem problema de intimidade com a bola e o gol.


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Opinião



Jael, Henrique Almeida e Adriano, o Imperador


Age bem a Direção gremista em distanciar, desfocar, desviar os alvos reais no assunto “Camisa 9”. A Imprensa fica perdidinha com os boatos e os concorrentes, também.

Jael parece que inflou o peito, o título da Libertadores embaça seus olhos, embaralha os seus pensamentos e de seu empresário; talvez (imagino) conte com a complacência da Direção, seu naufrágio diante dos caprichos do treinador Renato; porém, desta vez, desconfio que esgotou a paciência ou a “admiração” dele pelo futebol de Jael. Deve sair.

Henrique Almeida: O blefe à casa torna. O que fazer com ele? Eu, na ausência de boas propostas, o incluiria no grupo que vai encarar o Gauchão. “Noves fora” é mais jogador do que Jael.

E a piada do dia é o pretenso interesse do Portaluppi em recuperar Adriano para o futebol. Pode?

O Imperador está com 35 anos, não joga há 22 meses, antes ainda, soçobrou naquilo que parecia “a chance derradeira” nas versões nacional (Atlético Paranaense) e internacional (Miami United).

Fico pensando se o Tricolor estivesse interessado em Ricardo Oliveira, ativo com seus trinta e muitos, eu já ficaria sestroso com relação ao êxito da empreitada, imagina com essa história do Adriano? Renato, realmente sabe capitalizar o espaço da mídia. Um grande piadista, sem dúvida.

Como sou otimista (ou ingênuo), só posso considerar uma estratégia gremista para desviar o foco do verdadeiro objetivo.

Tomara que seja isso.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Opinião



O Torcedor e o Profissional

Revendo algumas postagens recentes, eu me deparei com um evento que há muito me provoca, merecendo ser posto em texto, isto é, a superstição ou mística no futebol.

Nós, os torcedores temos o direito de botar fé numa roupa do corpo, uma letra de música, uma posição diante da televisão, enfim, uma rotina que possa "atrair a conquista". 

Já o profissional, embora supersticioso, deve ser comandado pela razão, pelos treinos, pela reação do atleta durante a concentração para os jogos.

Desconfio que no caso do Jael, além de uma provável escassez de "mão-de-obra", poucas alternativas, fiquei com a sensação que a superstição determinou  escolhas do treinador  gremista que aguardou o tempo todo por aquele momento mágico, tipo "Deus estava guardando isto para mim". Não veio. Deu o óbvio, isto é, de onde não se espera nada ...

Morreram abraçados, jogador, técnico e a massa torcedora.

Para encerrar, recordo 1994, Copa do Mundo dos Estados Unidos, o tetra brasileiro; no grupo havia um jogador chamado Viola, um bom malandro, artilheiro, mas que eu não o convocaria nunca para um selecionado brasileiro, havia Evair que foi preterido. Pois bem: Véspera da decisão diante da Itália (aquela que foi para os tiros livres após a prorrogação), Viola declarou para quem quis ouvir, que sonhara que, indo o jogo para a prorrogação, ele entraria e faria o gol decisivo. Uma grande sacada do centro-avante.

Parreira, não sei se era/é supersticioso; na dúvida, quando a decisão foi para os 30 minutos adicionais, não teve dúvidas; olhou para o banco e mandou entrar o atleta que tivera a "premonição". 

Viola se esforçou bastante, mas, como sabemos, a Copa foi decidida pelos chutes da marca da cal.


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Opinião



Mau negócio para todos

Para começar serão necessários dois esclarecimentos: Opinião pessoal e o foco do comentário é o que se passa dentro das 4 linhas.

São as três pontas desse negócio: Edílson, Grêmio e Cruzeiro. 

Começando pelo jogador: O camisa 2 gremista nunca esteve tão bem. É a sua melhor fase, mas desconfio que parte do sucesso deve ser creditada aos ensinamentos de Renato Portaluppi, conhecido por recuperar atletas que estavam em baixa, antes de serem integrados ao plantel gremista. Cito 3 apenas: Vilson (primeira passagem, 2010), Bressan (2013) e Bruno Cortez, atualmente. Se não foram "tudo aquilo", pelo menos estiveram em suas melhores fases na carreira. Edílson entra nesta lista.

O lateral não foi bem no Atlético Paranaense, Botafogo e foi banco no Corinthians Paulista. Arrisco, dizendo que o Cruzeiro não está contratando o "Edílson do Grêmio", mais provável que seja aquele de clubes anteriores.

Se Edílson não será o "produto desejado", então estará avariada a sua recente biografia e frustrada a expectativa do clube mineiro.

A terceira parte afetada será o Grêmio, porque perde uma peça que funcionava razoavelmente na função ofensiva, um eventual bom cobrador de faltas, mas especialmente, o defensor. Há anos que o Tricolor sofria com a bola aérea às costas dos zagueiros, quando alçada pelo seu lado esquerdo defensivo, algo que Bruno Cortez faz com exímio desempenho no lado oposto. 

Com Edílson, este problema desapareceu. O Tricolor levou muitos gols pela dificuldade na bola alta (cobertura) de Pará e Matias Rodriguez.

Resumindo: Dentro das quatro linhas, o risco da insatisfação com os resultados da transação ser tríplice é grande.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Opinião


O Momento é do Grande Dirigente

Com pequena variação, eu retomo o tema do instante vivido pelo Imortal, onde quase todo o time titular saiu valorizado da campanha de 2017, especialmente o final de ano.

Luan, Arthur, Kannemann, Marcelo Grohe e Pedro Geromel adquiriram visibilidade internacional; outros como Bruno Cortez e Edílson, idem; até Fernandinho e Lucas Barrios despertam interesse de clubes de ponta. Este último é dado como certo no elenco do Colo-Colo.

De todos, Edílson parece ser o que tem a proposta mais concreta de negociação; trata-se do interesse do Cruzeiro.

O clube mineiro oferece três nomes que poderiam facilitar a operação, aí é que entram a presença e ação do grande dirigente: A primeira resposta gremista veio forte: Se estão levando um titular, queremos também titulares.

Também, o descarte gremista de Éverton do Flamengo pelo alto salário e idade, reforçam aos olhos do torcedor que o Grêmio sabe que neste momento, ele joga de "mão" no mercado da bola.

Tomara que eu não esteja enganado. 

domingo, 24 de dezembro de 2017





 Aos meus amigos e companheiros de blog, aos seus familiares, um grande abraço fraterno; espero que esta data encontre todos com muita saúde, paz, harmonia e felicidade.
Feliz Natal! 

sábado, 23 de dezembro de 2017

Opinião



Hora de fazer valer o bom momento

Quantas vezes nosso clube foi rejeitado por jogadores pela imagem de mau pagador e estar permanentemente em crise? Até o Perdigão esnobou o Tricolor quando jogava no XV de Novembro de Campo Bom. E, orgulho ferido à parte, dá para dizer que ele fez um bom negócio naquele instante.

Hoje a gangorra virou: Não é o Tricolor que produz declarações ou ações que viraram chacota (lembrem das hilárias histórias produzidas pela Swat Colorada), nem é o nosso estádio que sofreu reformas (remendos), nem disputamos a Segundona; pelo contrário, há dois anos que botamos no armário canecos muito ambicionados. Isso deu um reforço no caixa e especialmente na imagem da instituição.

É legal ouvir o Odorico Roman dizer que" os atletas de ponta querem jogar no Grêmio"; então, diante dessa nova realidade, o Tricolor pode e deve substituir jogadores com salários altíssimos e rendimentos pífios ou oscilantes, casos de Bressan, Fernandinho, Cristian, Bruno Rodrigo, Marcelo Oliveira, Jael e até Cícero, que somados a saída de Lucas Barrios, possibilitam/possibilitarão um alívio aos cofres, além, de propiciar escolhas inteligentes e interessantes nos mercados interno e externo, inclusive europeu e asiático.

A expectativa de se obter um novo Luan ou Arthur nesta safra de ex-juniores permite aos dirigentes irem mais seguros ao mundo da bola, podendo dar apenas "os botes certos" nas posições carentes do time principal.

Hora de fazer valer o prestígio conquistado. 


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017



Álbum Tricolor (110)
ZÉ CARLOS
www.alamy.com
Nome: José Carlos de Almeida.
Apelido: Zé Carlos.
Posição: Lateral direito.
Data de nascimento: 14 de Novembro de 1967, Presidente Bernardes, SP.

JOGOS PELO TIME PRINCIPAL DO GRÊMIO
37 jogos (16 vitórias; 8 empates; 13 derrotas).

ESTREIA NO GRÊMIO
17.03.1999 - Grêmio 1x1 SC Internacional - Copa Sul
GFBPA: Danrlei; Zé Carlos, Ronaldo Alves, Scheidt e Róger; Capitão, Luís Carlos Goiano, Itaqui e Arílson (Ronaldinho Gaúcho); Macedo (Zé Alcino) e Agnaldo.
Técnico: Celso Juarez Roth.

ÚLTIMO JOGO PELO GRÊMIO
03.11.1999 - Grêmio 0x3 SC Corinthians P - Campeonato Brasileiro
GFBPA: Sílvio; Zé Carlos, Ronaldo Alves, Scheidt e Róger; Fabinho, Gavião (Luís Carlos Goiano), Cleison e Ronaldinho Gaúcho; Rodrigo Gral e Magrão (Macedo).
Técnico: Cláudio Roberto Pires Duarte.

CARREIRA
São José-SP (1990), Nacional-SP (1991 e 1992), São Caetano-SP (1993), Portuguesa-SP (1994), União São João-SP (1995), Juventude-RS (1996), Matonense-SP (1997), São Paulo-SP (1998), Grêmio-RS (1999), Ponte Preta-SP (2000), Joinville-SC (2001).

TÍTULOS PELO GRÊMIO
1999 - Campeonato Gaúcho.
1999 - Copa Sul.

SELEÇÃO BRASILEIRA
2 jogos (2 empates).

(*) Os dados aqui publicados não são oficiais. Dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

Por Alvirrubro.

FONTES:
- Jornal “Correio do Povo”.
- Jornal “Zero Hora”.
- Revista “Placar”.
- Arquivo Pessoal.