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domingo, 19 de janeiro de 2020

Opinião



A 7 é dele: Ferreira

Outro dia, eu fiz uma postagem sobre os números emblemáticos de camisetas em alguns clubes; citei a 10 e a 7. A primeira, nenhuma dúvida, Jean Pyerre pode assumir tranquilamente, pelo seu futebol e por onde transita dentro dos gramados.

Mas a 7 que foi de Zequinha, Renato, Valdo, Paulo Nunes, Tarciso e Luan? Vendo mais uma vez Ferreira atuar, não tenho dúvidas. Ela é dele. Ferreira "furou a fila". É o mais cotado dos atacantes para assumir uma posição ao lado de Éverton. Falta rodagem. Aquilo que disse ano passado nessa mesma época sobre dar 5, 6 jogos para Jean Pyerre, serve para Ferreirinha.

Sobre a partida desta tarde: ficou evidente que um time todo jovem, não vai fazer frente aos experientes atletas do interior. É da natureza humana. Os meninos erraram pela imaturidade, chutaram quando deveriam passar e vice-versa. Mesmo com o gol irregular do Pelotas, a ingenuidade sobrou para os zagueiros tricolores, o atleta pelotense sequer tirou os pés do chão para cabecear. Ainda assim, a gurizada levou a decisão para os tiros livres. Acho que faltou "leitura" para o goleiro gremista, canhotos quase sempre batem em diagonal, ou seja, no próprio canto esquerdo do gol (visto pelo arqueiro).

Gostei apenas de três jogadores: Darlan, apesar de alguns vacilos, Guilherme Guedes que demonstrou qualidade defensiva, também quando vai ao ataque, por fim, o melhor: Ferreira.

Pena o Grêmio não ter segurado Tetê (não discuto as razões de sua saída); o ataque para 2020 poderia ser Ferreira e Tetê. Exagerando, afirmo que seria uma versão "pocket" de Messi com Cristiano Ronaldo.

2020 será, sem dúvidas, o ano de Ferreira.

Encerrando: E pensar que o Flamengo gastou uma grana para ter Michael, ex-Goiás e o Imortal tem em casa um muito melhor.

PS: O que escrevemos há 1 ano atrás sobre Jean Pyerre e a 10: https://bruxotricolor.blogspot.com/search?updated-max=2019-01-17T11:26:00-02:00&max-results=10&start=30&by-date=false


Opinião



A Produção plena da fábrica gremista

O Grêmio sub-19 encarando clubes com seus times sub-20 está nas semifinais da Copa São Paulo; é um feito raríssimo.

Neste Domingo, outra parcela desta fábrica Tricolor estará em campo e poderemos ver individualidades interessantes como Darlan, Ferreira, Patrick, Guilherme Guedes e até Tonhão Rodrigues, este último, tem evoluído bastante.

Da Copinha, um atleta com apenas 17 anos surge de uma forma fulgurante, trata-se de Diego Rosa. Afirmo que ele está pronto para compor o grupo principal. Joga muito. Lhe faltará a experiência do elenco principal.

Como escrevi anteriormente, se não fosse Pedro o atleta a ser buscado para a 9, acho que a Direção deve descansar; a sua busca só se justifica pela característica de um jogador mais de posição. Pode até encontrar num nome contestado no mercado, algo como Fred, mas eu tenho a convicção que, construída a estrutura defensiva: Vanderlei; Victor Ferraz ou Orejuela, Geromel, Kannemann e Caio Henrique mais Lucas Silva à frente da zaga, o restante do time já tem munição para enfrentar qualquer competição, basta lembrar que com todas as críticas ao time de Renato, ele foi o segundo melhor ataque do Brasileiro e do Brasil na temporada passada.

Com Pepê, Luciano e Éverton, o ataque respondeu bem no final de 2019.

Outro centro avante, só se for a cereja do bolo. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Opinião



Quinta-Feira Gorda

Que dia! Há tanto assunto, tantos fatos relacionados com o Imortal que será impossível não relacioná-los, nem que seja rapidamente, "an passant". Vamos a alguns deles:

a) Impressionante a evolução do time gremista sub-19 que disputa a Copa São Paulo. Esperava pouco dele, após a estreia. Agora, só goleia com autoridade; hoje, bateu o Atlético Mineiro por 4 a 1, de virada. Há vários destaques, cito 6: o lateral direito Vanderson, o médio Diego Rosa, o meia Pedro Lucas e os avantes Elias, Gonçalves e especialmente, Rildo

b) Constato que a Direção age exatamente como boa parcela da torcida sonhava, vide meu post de 21 de Novembro O Começo é Fácil. Observem que da minha lista de dispensas, o comando gremista já despachou 11 e ainda falta um goleiro e André. Só se pode elogiar a correção de rumo; nada de "chapa branca", apenas reconhecimento

c) A reação da mídia com relação a dispensa do assessor de imprensa gremista foi desproporcional, aliás, alguns jornalistas e repórteres que estranharam muito a saída dele, trabalham numa empresa jornalística que "despachou" vários profissionais, a maioria com 20, 30 anos de casa e não se ouviu vozes indignadas. Coincidência, ninguém "deu o furo" da rescisão consensual de Diego Tardelli. Foram surpreendidos pelo movimento gremista

d) Os profissionais contratados para a preparação dos goleiros e do responsável pela parte física Tricolor tem currículos invejáveis

Que Quinta!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Opinião



A Faxina no Grêmio


Pode ser irresponsabilidade dar pitaco longe do furacão interno gremista, mas algumas pistas o trabalho de determinados profissionais, dão margem à desconfiança de dois deles, os Rogérios. 

O incensado treinador de goleiros não conseguiu dar aos seus pupilos o estágio que o clube exige, basta ver quem jogou e seus desempenhos quanto aos principais fundamentos: saída do arco na bola aérea, boa reposição de bola, técnica para jogar com os pés, agilidade e reflexos, performance em penalidades máximas, o discernimento para usar o braço trocado na hora certa, posicionamento no gol em bolas paradas (faltas).

Tenho certeza absoluta que todos os goleiros nos últimos anos, rodam, reprovam na análise, seus desempenhos na quase totalidade dos fundamentos. Possuem alguns, não possuem a maioria deles. Rogério Godoy não conseguiu por em prática o que todo preparador de goleiros e os seus treinados sabem n teoria.

A preparação física gremista deu a impressão que (na comparação com o Flamengo, por exemplo) esteve aquém nas horas decisivas, mesmo jogando menos do que o clube carioca.

Os demais profissionais, nada sei sobre os seus desempenhos.

Fica uma observação definitiva:só se tem saudade de substituídos, quando os novos donos de cargos  e funções são mal escolhidos. Caso contrário, eles viram apenas história e bola para frente.

PS: Logo depois de postar esta crônica, fui surpreendido pela nomeação do médico Ciro Simoni, que aliás foi chefe maior na secretaria de saúde no governo Tarso Genro. É político há mais de 30 anos. E aí? o que acharam?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Opinião



O Efeito Jorge Jesus


Muitos "dogmas" despencaram com o desempenho do Flamengo sob a batuta do Míster, que sem poupar os titulares abocanhou a LA e Brasileiro, sobrando, surrando os adversários, entre eles, o Grêmio em dois vareios históricos que devem ter mexido com a estima do treinador gremista e colocar água no chopp em sua pretensão de treinar o escrete brasileiro.

Além da corrida por comandante alienígena, os clubes brasileiros perceberam que devem limitar a ação de  certos empresários; resumindo: não dava para seguir na mesma toada de temporadas anteriores.

Olhando para o nosso clube: o Grêmio está fazendo uma faxina no elenco, ao mesmo tempo, em que demonstra muito critério nas contratações ou quase isso, casos de Victor Ferraz, Vanderlei, Lucas Silva, Caio Henrique e Kevin. Também, no aproveitamento massivo de juniores, o mais recente, Guilherme Guedes. Duvido que jogue menos do que Juninho Capixaba. 

É um bom começo.




sábado, 11 de janeiro de 2020

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (227) - Ano - 1923



O Leão dos Grenais

Fonte: Revista do Grêmio 70 - 1913-1926

Lendo sobre a história do Imortal, cada vez me convenço mais sobre a importância de quatro nomes, levando em consideração os primeiros 50 anos do clube, os da Baixada. São eles: Eurico Lara, Telêmaco Frazão de Lima, Oswaldo Rolla (Foguinho) e Luiz Leão de Carvalho.

Lara é a figura mitológica, se Virgílio vivesse na mesma época dele, escreveria a Eneida ancorado na trajetória do arqueiro. Telêmaco foi tudo no Tricolor; atleta, treinador e presidente. A sua marca de seis vitórias consecutivas como comandante técnico em Grenais somente foi igualada por Telê Santana nos anos 70. Foguinho é a alma e o caráter do clube. Não quis ser presidente, pois a humildade era uma de suas características. 

Escolho Luiz Carvalho como o maior nome do primeiro cinquentenário gremista, porque a sua longevidade em relação a Lara é maior, repetiu Telêmaco nas tarefas dentro do clube e da mesma forma, não ficou devendo nada a Foguinho no amor pelo Grêmio, mas Luiz avançou mais em suas marcas.

Ele estreou em clássicos com apenas 15 anos (1º/11/1907) no de número 16, dia 23 de Setembro de 1923, numa época em que o Rio Grande estava dilacerado pela Revolução Federalista que pôs frente a frente, Chimangos (ex-Pica-Paus) e Maragatos, evento que impediu entre tantas realizações, os Grenais, o último ocorrido em 1920, o próprio Lara jogara apenas um.

Naquele Domingo de Setembro na Baixada, os times atuaram desfalcados, porque no mesmo dia em São Paulo, Lara, Ramão estavam juntos com os colorados Ribeiro, Jenny e outros, defendendo a Seleção Gaúcha contra os Paulistas de Arthur Friedenreich.

O Tricolor jogou com: Lycério; Assumpção e França; Meneghini, Filhote e Bisacco (também conhecido como Macarrão); Léo, Totte, Feio, Lagarto e Luiz Carvalho.

O Colorado utilizou: Job; Meneghetti e Só; Escoril, Bitu e Moreno; Heron, Barros, Tatu, Eduardo e Galego.

O árbitro foi Alfredo Aveline e a expectativa era imensa, causada pela ausência de clássicos nos últimos tempos.

Aos 10 minutos, Barros acerta um chute forte e abre o marcador para os visitantes. Inter 1 a 0.

O primeiro tempo parecia terminar assim, quando Totte (quarto agachado, terceiro de gorro branco) deixou tudo igual. 1 a 1. Final de primeiro tempo.

Aos 15 da etapa final, Luiz Carvalho (na foto, em pé, ele é o segundo que usa gorro branco, o anterior é Lara)  virou o placar num momento em que o Tricolor estava melhor. Foi o primeiro de seus 17 gols em clássicos. Recorde gremista mantido até o presente.

Aos  33 minutos, Eduardo vence Lycério noutro chute forte. Está empatado o clássico. 2 a 2.

Em nova jogada de Luiz, que corre pela ponta, centra e encontra Lagarto (Severino Franco da Silva, terceiro agachado, gorro branco), sai mais um tento. 3 a 2. Resultado final.

El Maestro, como Luiz Carvalho ficou conhecido, também teve importância na retomada da hegemonia gaúcha na segunda metade dos anos 70, quando na condição de presidente, ajeitou as finanças do clube em 1975, abrindo caminho para as gestões vencedoras de Hélio Dourado e Fábio Koff.

Fonte: Revista do Grêmio 70
            A História dos Grenais de Mário Marcos de Souza et alii  
            Jornal A Federação
        








sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Opinião



A Solução

Confirmada a contratação de Vanderlei, o Tricolor, em tese, resolve o problema do seu arco.

Sempre respeitando opiniões contrárias, digo que o arqueiro santista vem preencher uma lacuna deixada por Victor há quase uma década. De lá, tivemos um goleiro excelente, mas em final de carreira (Dida) e outro que sofreu resistências (justificadas) na metade de sua carreira profissional no Grêmio, quando conquistou a titularidade (2005-2018).

Vanderlei vem de uma parada de 1 ano por opção técnica prévia, sequer teve sequência com Sampaoli; porém, ele tem um histórico de defesas difíceis em quase todos os jogos, aquelas ditas "indefensáveis" como as de Victor, a experiência e a colocação de Dida e os reflexos e coragem de Marcelo Grohe.

Preocupa-me a manutenção de Paulo Victor no grupo, pois o treinador pode repetir com Vanderlei, o erro de não lhe dar sequência, como foi o caso de Júlio César. Ainda acho que este foi um injustiçado no clube. Sairá sem ter feito um único jogo com Geromel e Kannemann juntos.

Eu ficaria com Júlio César e Vanderlei mais a gurizada.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Opinião



O Mercado da Bola sinaliza

Olhando a movimentação de atletas, eu tive a sensação, na verdade, vi minha convicção reforçada, que a cautela gremista deve ser encarada como algo sóbrio, após olhar para as máquinas de fazer dinheiro, Palmeiras e Flamengo; suas ações.

Por que escrevo isso? Exemplificando: Se não for Pedro o alvo gremista, não há ninguém que pode (antecipadamente) entusiasmar e formar convicção: - Esse é o cara! E o próprio mercado sinaliza isso até em outras posições como comprovo a seguir:

Quais são os grandes nomes negociados, isto é, concretizados? Luan, Pedro Rocha e um pouco abaixo, mas no "bolo", Everaldo e Guilherme, um para o Japão, outro para a Arábia Saudita, se não me engano. Há outras transações finalizadas, poucas vibrantes, nenhuma unanimidade.

Destes citados, quatro saíram da base Tricolor, então, repetindo; o mercado sinaliza para o Imortal que o caminho dos acertos passa pelo olhar bem acurado às bases do clube.

Guilherme Guedes que assombrou em seu primeiro jogo pela Seleção Gaúcha, atuando no meio de campo, é o exemplo mais recente.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Opinião


Se não for Pedro, então, quem será?

É quase unânime; o Grêmio precisa de um camisa 9. Nas redes sociais, na mídia, até quem não acompanha diariamente; todos falam em centro avante e goleiro para 2020.

Pedro, 22 anos, artilheiro de carteirinha vinculado a Fiorentina é o nome visado ou especulado para contratação, porém, as notícias oscilam, uma hora está próximo, noutra, negócio inviável. 

Ele é o cara! Mas, fora ele, quem poderá ser contratado? Sinceramente, não vejo ninguém para chegar e assumir sem riscos a titularidade do Grêmio. 

André e Tardelli, dois nomes de peso; soçobraram. Os veteranos (Ricardo Oliveira e Fred) eram veteranos, hoje passaram dessa condição. São ex-atletas "na ativa".

Sinceramente, a Direção e Comissão Técnica devem partir de Pepê, Luciano e Éverton. Este é o parâmetro. 

Botar dinheiro em meia boca é um erro colossal. Esse filme nós já vimos.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Opinião



Quem vai ficar com a 10? E com a 7?

Todos aqui sabem que pela minha idade, minha memória e minhas pesquisas, eu sou  considerado um dinossauro no blog. Não nego; assumo.

Dentro dessas manias, uma que conservo com muito prazer é a tradição das camisas. Vestir determinadas é um ritual e uma honra, caso contrário, a magia se desvanece. Querem alguns exemplos? A 10 da Seleção, a 7 do Grêmio, a 10 do Santos.

Copa de 1990 na Itália; quem era o nosso camisa 10, a do Rei Pelé? Silas que era banco naquele meio de campo. E no Grêmio de 2011, quem era o nosso 7 na Libertadores? Vinícius Pacheco. É Bucha.

Para alguns torcedores isso pode ser irrelevante e o atleta com sua performance engrandecerá o número que utilizar; mas a tradição do clube, onde fica?

Para 2020, duas camisas pesadas do Imortal estão sem donos, justamente a 10 de Douglas, Tcheco, Ronaldinho Moreira, Tita, Vilson Taddei e até Paulo César Lima no Mundial de Tóquio. Da 7, nem preciso citar.

Acho importante Jean Pyerre se adonar da 10 e a 7 ser destinada a um predestinado. Quem? Não sei. Problema para Renato e Direção.

O fato é que estamos órfãos de ídolos neste início de 2020. Pelo menos, do meio para frente.