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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Opinião



Tudo bem, está difícil, mas logo o Diego Rosa?

Olhem esta notícia, vide Diego Rosa. O menino será mais um que não jogará no profissional gremista, assim como Tetê, ele irá para a Europa sem um único momento com a camiseta Tricolor.

Eles (Tetê, Diego Rosa) são fenômenos e o Grêmio se desfaz deles no primeiro aceno; para complicar, as informações da forma de negociação, quando anunciadas, sempre se mostram promissoras no que diz respeito aos percentuais que o clube permanecerá. Bom, né? Só que não.

Aí, este momento surge, olhem o caso de Tetê, quando ele sair da Rússia, aqueles percentuais anunciados na sua venda, "emagrecem", "minguam". É uma enrolação para cima da massa torcedora.

Olha! Está cada vez mais complicado, gostar de futebol. Será que não dá para dispensar Maicon, Thiago Neves, Marcelo Oliveira, para equilibrar as finanças?

PS: Anotem esses percentuais e confrontem com os futuros, quando Diego Rosa se mudar de clube na Europa.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Opinião



O Que vem por aí

Hoje, eu resolvi dar uma pausa na "maratonada" da série islandesa Trapped (aliás, recomendo) e dar uma chance ao futebol ao vivo; assisti o segundo tempo do Fla x Flu decisivo e constatei (não é crítica) que teremos um ano sofrível em termos de espetáculos dentro dos gramados. Parecia Campo Grande x São Cristóvão, Olaria x Bonsucesso ou Portuguesa x Madureira. Foi decepcionante.

Flamengo e Fluminense tem todas as justificativas do mundo para a isenção da culpa pelo péssimo enfrentamento que fizeram. A volta recente e a ausência de público no maior estádio do mundo descredenciam críticas mais ferozes.

Trazendo para o nosso Tricolor, se o Flamengo, melhor time brasileiro, foi um campeão constrangido, isto é, noite de decisão, de botar faixa, de dar volta olímpica ... O que se pode esperar dos demais clubes? O que será o Grêmio no clássico, se o treinador chegou da praia anteontem? Lembro que Coudet não é Odair Hellmann, ou seja, o Inter não será defensivo, extremamente respeitoso, medroso. Poderá errar, poderá até perder, no entanto, será ambicioso, tudo o que faltou na dupla Fla-Flu.

Mas o que eu quero expressar nesta postagem é que ficou um sentimento de imensa frustração quanto à expectativa de assistir bons jogos ainda em 2020, seja do Imortal, seja de outros clubes.

Esqueçamos.


segunda-feira, 13 de julho de 2020

Opinião



A Explosão

A seguir, dois quadros com o calendário do futebol brasileiro:


                             


O amigo Alvirubro segue me subsidiando de informações, facilitando a minha vida. Desta vez, o auxílio veio com o calendário "maluco" que todos seremos presenteados: partidas de três em três dias do próximo  Agosto até o final de  Fevereiro/2021.

Assim como a água das comportas fechadas das represas e os sentimentos segurados por um bom tempo, quando liberados, trazem o excesso (turbulências e consequências dramáticas), o futebol será vitimado pelos próximos meses.

Se  for mantido esse calendário, é lógico que os clubes baterão recordes de utilização de jogadores e, com certeza, a qualidade dos jogos cairá e a imprevisibilidade dos ponteiros das competições será uma realidade.

Os arautos da preservação de jogadores, os que sempre acharam "desumano" o calendário esportivo brasileiro, terão um prato cheio. 

Melhor seria abrir mão de algum dos torneios ou campeonatos.

Opinião



Contra a Correnteza

Parece que o futebol retorna no final de mês. É incrível, mas é para onde se encaminha a ação; resumindo, voltam os jogos no RS.

Aí, eu fico pensando, onde está a preocupação com a realidade? Nem cito a coerência, porque a falta dela está escancarada, se com números menores e regiões antes inatingidas, era relevante o isolamento, aliás, quantos comunicadores esportivos (e demais) batiam todos os dias, começavam ou encerravam suas participações com esse lembrete? Pois é. Totalmente ilógico.

Comparando com Março, período em que o esporte em geral, foi interrompido, como estão as coisas? Resposta fácil: pior, muito pior. Os números de mortes e infectados não param de crescer no estado, só bandeira vermelha. Suas fronteiras? na mesma batida, Argentina intensificando o isolamento, Santa Catarina; mais grave, começou o campeonato e ele teve que ser interrompido, só na Chapecoense são 14 pessoas infectadas. A precariedade do conhecimento desta realidade escancarou-se quando o Grêmio estava escolhendo ir para Santa Catarina, imaginando ter descoberto o lugar certo para seguir treinando sem "encherem o seu saco". De novo uso a expressão "pois é".

Alguém poderá argumentar que outro estado (RJ) se adiantou e vai encerrar o campeonato. Terá o seu campeão? Eu pergunto: Tirando o bom humor do povo e as belezas naturais, no que o Rio é exemplo, atualmente?

Parte da imprensa silencia, por comodidade, outra, alardeia a necessidade da volta, neste caso, por subserviência aos patrões e uma parcela; a terceira, porque é alienada mesma.

No meio de tantos questionamentos deste post, fica mais um: Se agora pode disputar o Regional nas condições agravadas (Pandemia), houve erro em parar em Março, claramente em melhor situação do que hoje?


sábado, 11 de julho de 2020

Opinião



Impressões

O jornalista David Coimbra escreveu esta semana que o Inter é o favorito para o clássico da retomada do Gauchão.

Ele foi sutil para expor a(s) causa(s) que o levou/levaram a sua conclusão. Começou comendo pelas beiradas, arrodeando o fator principal e lá no final chegou ao ponto crucial, embora não esteja explícito como "crucial": a posição tomada por cada treinador.

Eu serei mais direto: o Inter é o favorito, porque o seu treinador esteve aqui o tempo todo e trabalha muito. É importante o comandante numa hora dessas, de uma temporada insólita, cheia de surpresas da vida, assumir a sua posição de líder.

A estada de Renato no Rio de Janeiro sob a alegação que é pertencente a grupo de risco, inicialmente, é correta e justa; porém, o comportamento dele destoa por inteiro e colide de forma direta com o bom senso. Seja pela preservação de sua saúde, seja pelo exemplo que uma pessoa pública dá e, por fim, seja pelo impacto negativo junto ao seu grupo; é um gol contra.

Não encontro benefício algum na manutenção do técnico (neste comportamento) no Rio de Janeiro.

Claro que o Grenal é um clássico imprevisível, mas não é por acaso que se tem no Sul o efeito Gangorra e o momento parece ser mais favorável às ações vermelhas durante esta parada.

De qualquer forma, torço para que empenho dos assistentes do treinador gremista, o acompanhamento da Direção e o profissionalismo do elenco, neutralizem a impressão ruim que todos temos ao ver Renato sem máscara, bater bola nas praias cariocas.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Opinião



Joia Rara

No dia em que se anuncia a data da volta do futebol no RS, o assunto que mais me chamou a atenção diz respeito à provável renovação do contrato de Diego Rosa, vide Joia Rara. 

Há um trabalho maravilhoso na base gremista; surgem jogadores de muita qualidade a cada temporada, surpreendendo, mas tem alguns que não é necessário muito conhecimento, nem olho clínico para o vaticínio de extra-classe, isto é, que Luan, Arthur ou Tetê eram de "outra turma".

Agora, o excelente e diferenciado Diego Rosa aparece quase pronto para assumir o meio de campo do Grêmio e, arrisco, para a Copa do Mundo de 2022.

 Que fique o suficiente para botar faixas pelo Tricolor.


segunda-feira, 6 de julho de 2020

Opinião



A Solução Caseira


Há pouco tempo, fiz um post, vide Cria da Base, que tratava de um sonho antigo meu; isto é, da formação de técnicos de futebol na própria base do clube. Citei, inclusive, Thiago Gomes, treinador do chamado grupo de transição; ao meu ver, a ficha número 1 para substituir Renato, quando isso se fizer necessário.

Além do sucesso de seus comandados (são muitos os meninos de futuro/presente), há uma ambição saudável nele. Agora já mira ensinamentos na Argentina e mais adiante, Europa. Prossegue estudando.

Fico feliz em ver que existe uma boa alternativa nesta "posição" na formação de uma equipe de futebol.

sábado, 4 de julho de 2020

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (237) - Ano - 1956


Um Gre-Cruz em dois meses

Fonte:gremiopedia.com
O campeonato gaúcho foi interrompido; lá se vão mais de 100 dias sem ele e em praticamente  todos os certames no Brasil seguindo na mesma batida. Uma interrupção quase inédita, só vista em 1923 nos pagos gaúchos, quando da luta entre Chimangos (antigos Pica-paus) e Maragatos.

Aí, eu recebi um material do amigo Alvirubro sobre uma partida que interrompida, levou quase dois meses para ser concluída. Um Grêmio versus Cruzeiro começando no feriado de 15 de Novembro de 1956 e só sendo concluído no final do ano, depois do Natal, mais exatamente no dia 27 de Dezembro.

O Tricolor de Foguinho formou com esses onze da foto com uma pequena dúvida: Milton saiu jogando ou foi Delém? Sabe-se  que ambos participaram do confronto. Um no lugar do outro, única troca do Grêmio.

O Cruzeiro de Joni usou nos dois tempos: Amaury (Enio); Gregório e Bruno; Nonô (Neno), Salvador e Cará; Tesourinha II, Rudimar, Hermes (Figueiró II), Nardo e Jarico (Ruarinho).

Aos 14 minutos, Vieira abriu o marcador para o Tricolor. A partir deste tento, a agremiação cruzeirista passou a distribuir botinadas, tornando a partida muito violenta, contando com a fraca atuação do árbitro. 

Aos 42 minutos, Juarez cabeceou, Amauri apesar de sofrer encontrão do atacante, defendeu , no entanto, deixou o "balão" escapar, entrando no arco. A equipe da Colina Melancólica reclamou da falta do centro avante gremista no arqueiro Amauri. Após um momento de hesitação, o juiz Alfredo Bernardo Torres, confirmou o gol, fato que gerou grande revolta entre os visitantes, em especial, Rudimar que acabou expulso.

Os atletas gremistas se dirigiram ao arco de Sérgio Moacir e apenas assistiram a cobrança forte do adversário que cercou o árbitro. Sem conseguir conter os ânimos, faltando 3 minutos para o final do primeiro tempo, a partida foi interrompida.

Sem datas disponíveis de imediato, a conclusão só ocorreu no final do campeonato já com ele decidido, isto é, com o Grêmio campeão metropolitano.

Na volta para o complemento do jogo, o Cruzeiro tentou anular a expulsão de Rudimar, porém, foi mantido o relatório da súmula, desta forma, com 10, perdendo por 2 a 0, o Cruzeiro virou presa fácil. Contra si ainda, o Olímpico recebeu o público de portões abertos, lotando o estádio com a massa em estado de euforia pela conquista do título.

A partida teve 3 minutos faltantes do tempo inicial, um intervalo de 5 e logo o reinício para a segunda fase. 

Logo aos 15 minutos, Hercílio arrematou forte, Salvador tentou evitar, mas acabou marcando contra. 3 a 0.

Aos 34 minutos, novamente em grande jogada, Hercílio cruzou para Juarez, o Tanque, cabecear ampliando. 4 a 0.

Em tarde inspirada, Hercílio aos 44 minutos marcou um gol olímpico, sacramentando a goleada: 5 a 0.

Começava a Era Oswaldo Rolla no Imortal, período de 12 títulos em 13 anos, além de uma revolução tática e física no futebol gaúcho.

Com o seu humor cáustico, Seu Rolla (Foguinho) seguia irritado com a interrupção da partida lá em Novembro. Declarou ao final da goleada: "Se o TJD quiser, podemos começar tudo novamente".

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Opinião



Havia o Risco


Quem me dá a honra de ler este espaço com frequência, se deparou com uma postagem de mais de três meses, isto é, em 30 de Março, vide Descuido, onde estava colocada a minha decepção com a chance desperdiçada pelo Imortal de conquistar o primeiro turno, depois de bater o maior adversário e principal rival na casa dele: Conclusão; marchar para o Caxias foi imperdoável.

Pois, não é que até o presidente do Grêmio já levanta a possibilidade do final do campeonato, com isso, o Caxias poderia ser o campeão estadual de 2020?

Tenho convicção que parte da mídia, talvez a maioria, encampe essa ideia, porque, pelo histórico de uma boa parcela dela de ficar em cima do muro,  a situação lhe favorecerá, algo impensável se o Tricolor tivesse conquistado o primeiro turno.

O Grêmio ao patinar diante da equipe serrana, corria o risco de perder o tri campeonato mais "papinha" dos últimos anos, se a pandemia se mantivesse.

Não deu outra.


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Opinião



Razões na Medida Certa

O governo estadual e a dupla Grenal (o Inter, quase) estão com diferentes entendimentos quanto ao rumo a ser tomado nesta grande angústia chamada Pandemia.

Penso que os arrazoados de cada um tem coerência, o governo, porque não há sinalizações práticas, estatísticas, que o quadro vai amenizar, pelo contrário; ouço de amigos meus, doutores na medicina e na ciência em geral, que recém "estamos entrando na Sapucaí", expressão utilizada por uma renomada profissional da infectologia na minha região. Então, se antes era arriscado abrir mão do isolamento social, como explicar uma flexibilização no instante em que não há sinais de redução dos casos?

Há, para agravar, notícias de quatro atletas colorados com o vírus, o tal Corona. Aí, concluindo, é ponto para o governo estadual que, obviamente, entende o RS como uma unidade.

Já a Dupla vê com apreensão o retardamento da retomada das competições, não apenas pelo lado econômico-financeiro de suas instituições, mas também pelo planejamento da preparação do elenco que a educação física traçou. O cronograma precisa ser levado adiante.

Ir para Santa Catarina não é um ato de rebeldia; parece mais, ser uma alternativa para não interromper a preparação, a nova "pré-temporada", enfim, cumprir estágios.

Ficar estacionado seria um erro colossal, principalmente, porque arriscar uma data como a definitiva para a retomada do futebol no Sul, é um chute lotérico.

Melhor prevenir.