Começa a Copa do Mundo
Amanhã inicia a primeira Copa do Mundo com três sedes e um número exagerado de concorrentes. Virou uma "Copa do Brasil" universal; assim, os olhos da imprensa gaúcha esquecem o que ocorrerá com a Dupla, a exemplo de quase todos nós.
Da primeira Copa que tive noção, lembro apenas da decisão (1966), mas sei praticamente tudo até hoje da edição de 1970. Quando escrevo hoje, é isso mesmo, sigo lembrando o nome completo e a numeração de cada um dos 22 campeões e de Rogério, ponta direita cortado já no México, tanto que está no pôster dos tricampeões, mas depois o interesse foi caindo a ponto de não assistir a alguns jogos do Brasil das últimas Copas.
Aliás, vi a série Brasil 70, a Saga do Tri, e, apesar de ser uma ficção inspirada em fatos reais, recebi com prazer o resgate do personagem João Saldanha (Rodrigo Santoro), que parte da imprensa (felizmente, cada vez menos) buscava minimizar a influência dele no sucesso da conquista. Eu sempre tive a verdadeira compreensão da estatura do gaúcho do Alegrete. Pois, dos 22 + 1 (o cortado por lesão), Saldanha trabalhou com 20 deles; apenas os centroavantes Roberto (Botafogo) e Dario (Atlético Mineiro) foram novidades de Zagallo. Com a desconvocação do ponta direita Rogério, lesionado, o técnico reintegrou Émerson Leão, que ele havia cortado, ficando o elenco com três goleiros.
A série pecou em não apresentar um detalhe muito relevante: a reunião entre Carlos Alberto, Gérson e Pelé com o novo treinador, na qual solicitaram a troca do lateral esquerdo, resultando na saída do menino Marco Antônio e na entrada de Everaldo, que na época tinha 25 anos e era considerado mais sério e experiente.
Everaldo era o único com numeração reserva (16).
Com o estrondoso sucesso da série, a busca pela figura de João Saldanha aumentou e de forma consagradora. Todos puderam se informar sobre o que realmente ocorreu.
A História é implacável, mesmo que alguns jornalistas não suportem a ideia da relevância do homem que moldou o escrete nacional.
Fico muito feliz, porque sempre soube da importância vital do jornalista e treinador Saldanha, a quem homenageei com uma de suas frases na apresentação do livro Pequenas Histórias.
Eventualmente, farei alguma postagem sobre a Seleção, poucas, é verdade.
Boa Copa a todos!

Assisti a essa série na companhia da patroa que não é lá muito apegada a futebol, mas como é bastante emotiva chorou ao menos três vezes ao conhecer os momentos marcantes daquela conquista. Em um momento do episódio final ela exclamou: "a onde a gene se perdeu, não tem mais esse amor pela seleção".
ResponderExcluirA lista de motivos para esse descrédito com a seleção é tão grande que preferi nem responder.
Da Série só me decepcionei com o papel do Pelé, retrataram um rei amedrontado, inseguro e pouco influente no grupo. Por tudo que já ví do Pelé acredito que ele não era assim, muito menos seria na sua quarta copa.
Já o personagem do Saldanha achei fantástico.
Carlos
ResponderExcluirPerfeito!
Eu me emocionei em alguns gols. Tu imaginas, foi a minha primeira Copa do Mundo que "compreendi" (11 anos) e o personagem do Saldanha, além do baita ator que é o Santoro, mostrou momentos que efetivamente, qualquer um encontra na rede mundial.
E eu resisti a ver, minha sobrinha é que insistiu. Valeu a pena.
A última seleção que cativou o povo brasileiro foi a de 1982. Estupenda seleção e gigantesco treinador. Depois disso, foi descendo ladeira abaixo.
ResponderExcluirNa minha humilde opinião, ela perdeu porque Leão não foi convocado e Careca se machucou. Duas posições fundamentais do time.
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