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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Opinião



O Pior treinador da Série A 

"O Grêmio não é o pior time do campeonato, porém está entre os quatro ou cinco piores, mas uma coisa e certa tem o pior treinador entre todos os times da série A."

Comentário feito às 7:09 h de hoje, presente na última postagem. É o resumo deste Grêmio de 2026.

Esqueçam a biografia de Luís Castro; ela veio para o Rio Grande, porém não desembarcou na Arena. Esqueçam os gestores; alguns são omissos, outros, apenas falastrões adestradores de alguns interesseiros de parte da imprensa esportiva (ou pior do que isso).

Lembrem que isso é mais do mesmo há anos, diria que desde 2019, depois dos 0 x 5 para o Flamengo, de Jorge Jesus, que escancararam as deficiências de grupo e, especialmente, de "jóquei".

Há na história dos Brasileirões (1971 até agora) dois momentos de seis derrotas consecutivas (dados que recebi do Alvirubro): uma com Cuca e Cláudio Duarte, quatro + dois, em 2004, e, exatamente 20 anos depois, seis com Renato.

 Confesso que temo que este triste recorde seja igualado este ano, se as providências urgentes (aqui na sua derivação de "urge", que diz ser inadiável) não sejam adotadas.

O time regride jogo a jogo, os setores permanecem isolados. Entre o meio e a defesa existe um oceano de águas tenebrosas, onde os adversários "deitam e rolam". No meio e no ataque, há um abismo, cuja tática envolve Weverton como o principal "armador", enquanto Carlos Vinícius é o "tour de force": ele deve receber o "bago", aguentar o tranco do zagueiro às suas costas, girar e tentar encontrar alguém pelos lados do campo. Tudo isso em fração de segundos.

A melhor sequência de passes gremista é quando Weverton passa para Wallace, que passa para Gustavo Martins, que passa para Weverton, que passa para Pedro Gabriel, que devolve para Weverton...

O técnico diz ter variações táticas ao longo dos jogos e até dentro de cada um deles. É um tal de 4-1-4-1, 4-2-1-3, mas o que eu vejo tão somente é 4.....3.....3, completamente espaçado, sem conexões entre si.

Quando afirmo que o time regride, não me refiro apenas ao placar de 0 a 3 de ontem, mas também ao fato de que, tanto o time quanto suas substituições, não apresentaram um jogador em destaque; na verdade, o único destaque, apesar da falha no primeiro gol, é o responsável por evitar uma derrota ainda maior, mantendo o placar em 0 a 3.

Até Pavón, notório pela sua dedicação e entrega, se apresentou apático, desconectado da partida, sendo substituído no intervalo. Ele pode ser criticado por diversos aspectos, mas nunca pela sua falta de dedicação e entrega em campo. O que houve na Arena do Galo?

A direção, por meio de seu gerente de futebol, põe a culpa na gestão anterior, mas torrou valor semelhante no início deste 2026 com contratações que não são titulares. A única indiscutível veio sem desembolso a terceiros, o goleiro.

Repito o que escrevi ontem: caindo para a Série B, o projeto a longo prazo com Castro se manterá? Afinal, futebol se faz com convicção, frase preferida do gerente de futebol, aquele amado pela banda podre da mídia tradicional e a outra, a fala do míster; "não sou de desistir".

"Se", repito, "se" Castro reverter esse quadro tão desfavorável (isso implica vencer fora de casa) e segurar o clube na Série A, ocorrendo isso, o mundo esportivo gaúcho estará mais uma vez bradando a expressão "inacreditável" e louvando a "imortalidade gremista", que para mim é sinônimo de incompetência no futebol.


domingo, 16 de agosto de 2026

Opinião



Grêmio muito perdido é goleado em Minas 

Começo por este link,  No sufoco em que coloquei o meu pessimismo, apesar da vitória e hoje à tarde, o meu receio se materializou. O time involui jogo a jogo e não é por falta de tempo para treinar.

Após as duas vitórias, olhei algumas manifestações nas redes sociais e na mídia tradicional; numas, a revolta pelas críticas da torcida, porque o time estava vencendo, e, na segunda, a banda podre do jornalismo esportivo já corria para elogiar Pelaipe pelo acerto nas vindas de Wallace e Diego Caito. Claro, estes elogios estavam represados pela "confraria". Numa primeira oportunidade, os vivas ao diretor técnico viriam, apenas não revelam a "paternidade" de Leonel Perez, Caio Paulista, Nardoni, Enamorado, etc... Aí, vale a omissão.

O Grêmio não enfrentou um adversário poderoso; o Atlético se aproveitou da ruindade tática e de erros individuais (Weverton e Caito) no primeiro gol e de toda a defesa nos tentos de Cuello. A derrota só não foi maior porque o goleiro gremista foi notável no segundo tempo.

Se não houver surpresas nos jogos restantes da rodada, o Grêmio vai para o Z4 e não será uma "surpresa".

Neste momento em que escrevo, Pelaipe chora as dificuldades herdadas da antiga direção. Tudo bem! Mas, em 8 meses, Castro não buscou esquemas diferentes, insiste nos erros táticos, insiste em jogadores que não dão retorno. Isso não tem a ver com gestões anteriores.

Segue reclamando da direção anterior que "doou" Cuiabano e Nathan Fernandes, porque é o Botafogo, mas quanto vieram para o Grêmio, nessa lógica, "doados"?

Estamos ferrados com esse tipo de comando no futebol.

Castro veio para fazer diferente, por isso recebeu aprovação da maioria da torcida; no entanto, nada do que fez em 8 meses difere de antigos treinadores gaúchos muito contestados.

Enfim, serão mais 7 dias para treinar, e o sentimento que tenho é que nada vai mudar em termos de resultados.

O que mais dizer? Os resultados não veem e a corda está apertando. 

Por fim, uma pergunta: Caindo para Série B, o trabalho a longo prazo previsto com Castro, ele se manterá para 2027?

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Opinião



O que que há? 

Essa história do Grêmio não ganhar fora da Arena não está sendo conduzida com a importância que este fator merece pela direção.

Não é aceitável que o clube da grandeza do Tricolor passe um turno inteiro do Brasileirão sem conquistar três pontos fora de casa.

Será o psicológico? Talvez, porque as dimensões dos gramados são as mesmas, as regras de arbitragem (em tese), idem, "calor" da torcida adversária? Bom, e quando o oponente bota três mil torcedores apenas, ou está em má campanha e a massa desiste dele? Ou é falta de bola (não creio, tem time pior)? Será esquema tático (é possível, como exemplo, vide o vexame da Inglaterra diante da Argentina na Copa)?

Quais sejam os elementos causadores, o importante é que não se está dando a devida importância dentro da instituição, e o perigo aumenta quando se sabe que, nas duas derradeiras rodadas, o Grêmio (se não mudar o calendário) encara Santos e Corinthians na Vila e em Itaquera.

Ou o Tricolor trata de vencer fora, ou o risco de rebaixamento aumentará e uma tarefa factível virará um dos doze trabalhos de Hércules.

Melhor começar a vencer já neste domingo.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Opinião



As Lições que o Campo justifica

Inicialmente, vou torcer pela boa ventura neste sorteio da Copa do Brasil. No estágio atual, toda a ajuda é bem-vinda, mas o assunto hoje será outro: as lições dentro dos gramados que o Grêmio cometeu, que coincidem com o pensamento deste que escreve:

- Há soluções nas séries B, C, etc. Wallace e Diego Caito, até o momento, justificam. 

- Beques pelo lado esquerdo da zaga, não necessariamente devem ser canhotos: Oberdan, De Léon, Edinho, Adilson Batista, Agnaldo, Mauro Galvão, etc., comprovam isso. Wallace é destro.

- Um goleiro extra-classe e um grande centroavante garantem várias vitórias ou empates preciosos.

- Ponteiros direitos pela direita e esquerdos pela esquerda apresentam melhores resultados, em especial para times que têm um camisa 9 de qualidade; o cruzamento vem de frente para o atacante, pegando os defensores "tortos". O fato de "uma vez na vida, outra na morte", o atacante de lado fazer gol, não justifica esta escolha pelos treinadores. Pavón cresceu na sua posição. 

Falta uma das minhas premissas, qual seja, um time precisa de um articulador, um meia. Se não querem utilizar Gabriel Mec, Castro vai ter que colocar Krovinovic, afinal, o croata não vai cruzar o Atlântico para disputar posição. Não será "carteiraço", mas tem que comprovar; caso contrário, vai para o banco, como foram Willian, Marcos Rocha, Braithwaite e outros.

sábado, 8 de agosto de 2026

Opinião



Vitória com muito sufoco 

Quem acompanha regularmente o blog sabe que eu fiquei muito feliz com a contratação de Luís Castro e imaginava uma revolução no modo de atuar e na gestão de futebol.

No entanto, hoje, contraditoriamente, eu temi pela real possibilidade de queda para a Série B até mais do que em momentos anteriores. A vitória desta tarde tem muito do apoio da torcida, da dedicação da maioria dos atletas, mas também das limitações do São Paulo e pela presença de um goleiro muito acima da média dos arqueiros brasileiros (para mim, nunca escondi, o melhor do Brasil).

A saída do Z-4 (só uma combinação maluca o conduz de volta), que deve ser comemorada, traz, da mesma forma, uma série de sobressaltos; o maior deles segue sendo o meio de campo insuficiente, que não apresenta a famosa "mecânica de jogo". 

A manutenção dos três volantes pode ser uma tentativa de estabilizar o time; no entanto, a perspectiva da presença de Gabriel Mec evidencia que a gestão do elenco, tanto pelo treinador quanto pela diretoria, está prejudicando o time, pois vitórias como essa poderiam ser mais tranquilas se, entre os "11", houvesse um jogador capaz de fazer a transição da bola para os atacantes com mais eficiência. Com ele, o time se transforma para "mais".

Onde anda o trabalho do míster?

Outro questionamento: quais substituições melhoraram o que se viu em campo? Amuzu?  Braithwaite? Léo Perez? Dodi ou Kannnemann?

Como pode recuar como se fosse um Olaria versus Barcelona?

Resumindo o meu sentimento: A vitória só foi garantida pela atuação de Weverton. Mais até do que Pavón e Wallace.

Será um longo caminho até a barreira dos 45 pontos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Opinião



Desassombrados 

Claro que o primeiro fator de sucesso de um time de futebol é a qualidade. Sem ela, se anda para frente, mas não se vai muito longe.

Porém, há outros que estão na maioria dos títulos dos clubes. Raramente, se vê numa conquista um grupo sem sangue ou dessasombrado. Tem que haver no elenco e nos 11, principalmente, jogadores de forte personalidade, o que não quer dizer "valentões explícitos", mas gente sem medo de ser feliz. Como já disse o Cássiá, quando veio de São Borja para o Imortal: "se tem que fazer, vai lá e faz".

Este Grêmio atual tem pelo menos quatro atletas com uma personalidade férrea, inabalável, mesmo diante de suas limitações ou do "entorno". São eles: Weverton, Marlon, Carlos Vinícius e Pavón.

Estão dando indicações de que podem chegar lá, Diego Caito e Wallace, que, aparentemente, não sentiram o peso do manto azul.

Se considerarmos que Villasanti não é capitão por acaso, nós temos, então, um número bem considerável de titulares que não se afrouxam diante dos obstáculos. 

É um ponto positivo.

Outro assunto: Mec não quis ir para a Ucrânia. É natural, quem iria para um país periférico do mundo futebolístico com o agravante de estar em guerra? 

Para relembrar: em 2017, Luan recusou ir para o leste europeu; o clube já o havia negociado. O craque recuou, Pedro Rocha aceitou ir e Luan se tornou campeão da Libertadores e Rei da América para o bem de todos e felicidade geral da Nação Tricolor.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Opinião



Classificado 

Resumo: venceu e está classificado.

O primeiro tempo do Tricolor só não foi superior ao Grenal dos 3 x 0. O time mordeu, pegou e resultou eficiente numa cobrança de falta memorável de Pavón, porque lembrou os melhores batedores em que alguns gênios batiam pelo lado da barreira, no oposto do arqueiro. Tacada de mestre.

Viu-se uma entrega acima da média (a média dos últimos jogos, bem explicado!), em que Villasanti e Pavón se sobressaíram, mas que teve uma bela atuação de Diego Caito, Nardoni e Noriega.

Na etapa final, o problema gravíssimo de preparação física. Não pode ser apenas resultante da grande aplicação tática dos 45 minutos iniciais, que afetou Amuzu, Diego Caito, Nardoni, Villasanti, Noriega e até Marlon, apesar do esforço descomunal que apresentou até o final. Algo há.

Castro acertou ao apostar no camisa 7, mas, se ele (o Mister) teve implicação na postura de recuo exagerado, abrindo mão de uma bola mais trabalhada, quando da recuperação dela, ele é merecedor de críticas. Não dá para tomar sufoco do Mirassol na Arena com a massa apoiando.

Em toda a partida (os 90 minutos), os destaques foram Villasanti, Pavón, Marlon e Wallace. Outros oscilaram, alguns até saíram "babando na gravata".

A lamentar, a postura de alguns dirigentes que não deram a cara nas derrotas e agora buscam os holofotes.

Tomara que a pegada seja mantida diante do São Paulo e que o croata esteja apto para atuar, pois a bola precisa chegar mais vezes até o centroavante. Diria mais, e em melhores condições.


domingo, 2 de agosto de 2026

Opinião



Empate reforça o mau momento gremista 

O olhar poderia ser de otimismo, porque passou invicto pelo jogo de ida na casa do adversário. Normalmente é isso, mas eu não consigo ver algo positivo a não ser sair "vivo" para a decisão da volta. Só isso.

Por quê?

- Porque, excetuando Weverton e Carlos Vinícius, Gabriel Mec é o melhor jogador do elenco. Pelo menos, a amostragem e a expectativa indicam isso, e ele é banco.

- Porque o time sofre gols em todos os jogos e ultimamente está marcando poucos, então a tendência é de ter de marcar dois para não encarar os tiros livres. Ou alguém imagina sair quarta-feira sem ser vazado?

- Porque Castro não muda o esquema, desprezando todos os indicativos que o gramado aponta. 

Sobre a partida desta noite: 

- Diego Caito fez uma partida igual ou superior à de Pavon. Merece sequência.

- Wallace, idem. Ele não ficou devendo ao atual Kannemann, porém, mais jovem.

- O meio de campo só tem uma vaga garantida, a de Villasanti, isso, em função da lentidão de Noriega e Nardoni.

- Amuzu e Tetê foram decisivos para o empate, mas estiveram longe de fazer um jogo bom.

- Não houve "abastecimento" ao centro avante. Na que foi, ele acertou um chute magistral, mas encontrou Walter numa defesa iluminada.

- Jovane Cabral não acertou nada. Tomara que seja só a fase de adaptação.

Então, praticamente, foi mais do mesmo.