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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Opinião




A Rotina do Campo provoca textos iguais 


Começo a olhar as postagens anteriores e fico triste por aquilo que concluí: são chatas, porque são repetitivas. Dá até para fazer um "Manual Prático para Análise do Grêmio nos gramados", pois é mais do mesmo.

Neste Manual, a rotina da falta de consequência dos períodos de treinamentos, o espaçamento do meio de campo, a frouxidão na marcação, a transição lenta e o mais grave, a insuperável vocação para levar gols, mais de uma centena até agora nos Brasileiros de 23 e 24 são pontos indispensáveis. Nem menciono a indefinição dos titulares e a ausência de bons jogos em toda a temporada.

Aí, eu me tranquilizei, os textos são chatos e repetitivos, porque refletem o que se vê dentro das quatro linhas. É uma triste relação sado-masoquista, onde a pior parte (se é que uma é menos doentia do que a outra) cabe aos torcedores.

Para variar um pouco, eu recordo que um veterano jornalista gaúcho postou em 2022, que a febre de treinadores estrangeiros havia passado, algo que discordei no ato.

 Pois passados quase dois anos do texto dele, temos dois clubes brasileiros com treinadores estrangeiros decidindo a LA, três, o Brasileirão e a Copa do Brasil ganha por um técnico catarinense, mas que ficou 15 temporadas na Europa como jogador, onde conviveu quase uma década com Diego Simeone no Atlético de Madrid.

Essa febre de treinador estrangeiro "expandiu" como demonstro, logo a seguir nas 10 seleções sulamericanas que disputam as Eliminatórias para a Copa de 2026. Vejam a lista:

Uruguai,  o argentino Marcelo Bielsa, Venezuela, o argentino Ariel Batista, Colômbia, o argentino Néstor Lorenzo, Chile, o argentino Ricardo Gareca, Equador, o argentino Sebastian Beccacecce, Paraguai, o argentino Gustavo Alfaro, além, é claro da Argentina com Leonel Scaloni + Peru com o uruguaio Jorge Fossatti.

Sobram o Brasil que procurou Ancellotti e está com Dorival Jr. e a Bolívia com o boliviano Oscar Villegas.

Esta febre está mais forte e intensa com o passar do tempo. 

Esses países estão errados?


sábado, 16 de dezembro de 2017

Ficção

A Lenda

Quinta-feira, 14 de Dezembro, 17 h e 03 min, saí de meu serviço há pouco. Percorro a Travessa Leopoldo Fróes, contorno a Concha Acústica;  entro no Vale do Itaimbé, um lugar lindo, porém, mal cuidado.

 Ele é  repleto de árvores, vários bancos, num deles percebo “cheiros peculiares ao redor” como já cantara o poeta; noutros, vários casais de namorados; um bom movimento de bicicletas nas pistas; pedestres a passos apressados fazem caminhadas; vou em direção à minha casa, um trajeto de apenas 8 minutos a pé.

Num dos bancos, talvez o  último, próximo do alcance a uma das ruas laterais do parque, vejo um menino dos seus 12, 13 anos, sentado. Segura um boné junto aos joelhos. Quando o ultrapasso, ainda estou na sua mira. Ele fala alto: - “Seu” Bruxo. Antes de uma provocação, é apenas um chamado, porque noto um sorriso. Achei estranho, pois só sou “Bruxo” aqui no blog.

Aceno para ele que me devolve o gesto, indicando que me aproxime: - E aí, como vai? pergunto.- Tudo bem, eu reconheci o senhor, afirma.
- Mesmo? De onde? - Prossegui.
- Do blog. Queria muito lhe conhecer pessoalmente.
- Legal. (Um ar de surpresa).

A minha curiosidade me incentivou a ampliar o bate-papo. Descubro que se chama João e afirma em sua imaginação criativa que veio do futuro. Por dentro, rio desta última frase. O garoto me atualiza, informa que o Imortal viveu grande fase entre os anos 10 e 20 do Século XXI.

 É gremista e diz conhecer quase tudo sobre o maior ídolo daquele período: Pedro Geromel. Para presenciar a época em que ele comandava a defesa Tricolor, navegou nessa aventura, desembarcando em 2017.

Interrompo e digo: - Geromito, Geromonstro; ele rebate; o nome que entrou para a história é Gêniomel.

Começo a gostar do menino. Decido incentivar a brincadeira. – Gêniomel, então? Conte-me mais. O que consta dele no seu “arquivo implacável” aí? Acenei com a cabeça para um envelope que lhe fazia companhia.

João se alegra e dispara: É o maior zagueiro tricolor de todos os tempos, uma lenda do tamanho de Eurico Lara, Gessy Lima e Renato Portaluppi. Jogou a Copa da Rússia, ele revela. – O Kannemann também participou do torneio mundial. – Essa é boa, que imaginação! Caçoo mentalmente.

 Aos poucos, o piá desfila a biografia do mito: Sua estreia diante do Novo Hamburgo, segue com a segunda apresentação; as suspeitas que o gol contra atrapalhado, em Ijuí, aos 43 minutos do segundo tempo que retirou a vitória do time, encetou nos torcedores azuis.

Falou mais: As eleições de melhor zagueiro do Brasil várias vezes por diversos órgãos esportivos, o título da Copa do Brasil, depois, o ano iluminado de 2017.

 O relato chega ao título da Libertadores. Neste instante, ele imita o movimento de Geromel, ergue os braços que seguram uma taça invisível, tal qual o gesto do camisa 3 Tricolor em La Fortaleza, reduto do Lanús.

O garoto é só entusiasmo, porém, eu o interrompo, dizendo que o meu pai igualmente se chamava João e era muito gremista como ele.

O menino sorriu: - Minha mãe me deu o nome do meu bisavô a pedido do pai dela, meu avô, lógico! Respondeu meio sem jeito.

Ele levantou, diz que precisa voltar ao futuro (De Volta para o Futuro, quantas vezes vi esse filme, penso). Um aparelho minúsculo no seu braço, menor que um relógio de pulso emite um bip, bip incomodativo para ele e estranho para mim.

- Minha mãe é muito possessiva, reclamou indignado, já se pondo de pé. -Tenho que regressar; ainda mais que a energia concentrada para viajar no tempo é de pequena duração. Num muxoxo, se queixa, apontando para outro aparelho que eu imaginava ser um anel apenas, mas que naquele momento piscava intermitentemente, indicando um “Alerta”.

Como ela (a mãe) se chama? - Indago. Ao ouvir sua resposta, espanto-me com nova coincidência: - Engraçado! Tenho uma filha que também se chama Clara. Fez 15 anos em Setembro. Encabulado pela minha “lerdeza mental”, ele abaixou a cabeça e quase me fulminou com um olhar de decepção.

Quando caiu a ficha para mim, o menino já sumia, entrando em um dos muitos túneis daquele vale, envolvido por uma bruma surpreendente para aquela estação do ano.

Com o coração acelerado, desconfiei que tudo aquilo “era de verdade” realmente.

Emocionado, corri em sua direção. Agora, o jovem era apenas uma  imagem pálida que ia perdendo a forma. Quando quase desaparecia por completo, gritei: Me conta,  a gente ganhou do Real?

Uma voz quase inaudível, que ia diminuindo progressivamente, sugeriu: - Veja sobre o banco.
Girei a cabeça e avistei o envelope.

Atordoado, fui abrindo. Ele guardava um almanaque do Grêmio. A capa ilustrada pelo distintivo do clube recebia o seguinte título: Todos os jogos do Imortal Tricolor. Em letras menores, anunciava: “Atualizado”, seguido pelo ano da edição; 2045.

Tenso, sentei e comecei a folheá-lo até chegar aos dados de 2017: Março, Maio, Setembro, Novembro ...

domingo, 1 de setembro de 2013

Ficção Dominical

Amigos! Um pouco de descontração nesta manhã de Domingo; uma ficção. Qualquer semelhança, é mera coincidência 

                                   O Espírito da Coisa


                    - E aí! Quanto tempo?
 - Desde o jogo contra o Coritiba, dia 08 de Agosto, quando o Tricolor perdeu em casa, tu dizias  profeticamente que a maionese tinha desandado e não ia ficar só nisso; a desgraça estava só começando
-         Não era bem isso!
-         Não? Como era então?
-         Era; digamos, utilização de linguagem figurada. Usei metáforas
-         Como assim, usaste metáfora?
-         É; está escrito, mas não está escrito, entendeu?
-         Não, não entendi
-         Escrevi que tava ruim e ia piorar, mas ... para os adversários, entendeu? Usei uma força de expressão, uma mensagem cifrada
-         Confesso que li, reli e só vi críticas ao Renato, a Direção, ao Presidente. Coisas do tipo Burro, Fanfarrão, Professor Pardal, que o Barcos  ia afundar, etc...
-         Aí é que tá. Chamei o treinador de Burro, porque burro é um animal leal e muito trabalhador. No fundo, eu estava enaltecendo o professor. Burro é o símbolo do Partido Democrata nos Estados Unidos, tá esquecendo? É uma honra ser chamado de burro.
                             Além disso, quem é o personagem mais inteligente, mais inventivo, mais criativo do Walt Disney?                     O   Prof. Pardal; conseqüentemente, estou elogiando o cara. É tudo linguagem subjetiva.
-         Não foi isso que eu entendi
-         Mas tu é muito burro, cara; quer dizer, burro no sentido figurado
-         Tudo bem. E a história de técnico Fanfarrão, de querer o Paulo Porto para o lugar dele; vai dizer que não era bem isso
-         Veja bem; fanfarrão vem de fanfarra, ou seja, o cara é boa-praça, gosta de música e de reunir os amigos. Era isso que o Tricolor precisava, elevar o ânimo da turma. Sobre o Paulo Porto, sinceramente, não lembro disso. Quem é Paulo Porto?
-         E aquela história do Barcos e William José serem iguais?
-         Isto também é baseado na literatura infanto-juvenil. Qual o apelido do Barcos, não é Pirata? Justamente! E o Wiliam José não é um perna-de-pau; então! Pirata e  Perna-de-Pau são expressões que vem à mente quase juntas. Sacou?
-         E os Três Patetas? Apelidaste a Direção de Três Patetas
-         Tu não teve infância, cara? Os Três Patetas eram geniais, quem sou eu para criticar o trio?
-         E o Koff? Ele não era uma anta pré-histórica?
-         Quer homenagem maior? Anta, um animal de grandes qualidades, já nasceu politicamente correto, é vegetariano, tem vida noturna interessante, procria n'água ou em terra, portanto, uma raridade; muito adiante do seu tempo; e chamar de pré-histórico, nem se fala, Koff é o “cara”. Existe algo mais “cool” do que um animal em extinção, sobrevivente de priscas eras? Vira celebridade! Isso não tem preço.
-         Putz! Vou ler novamente. Não saquei nada do texto, achei que tu tava dando pau o tempo todo
-         Vá e releia. É só prestar a atenção. Tu tens que aprender a ler nas entrelinhas, anta.                        Anta no sentido figurado, lógico.