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domingo, 17 de maio de 2026

Opinião



Grêmio escapa da derrota na Fonte Nova 

O empate gerou um sentimento ambíguo, pois a equipe esteve próxima da derrota, com bolas nas traves e defesas decisivas de Weverton. Visto desta forma, o empate representa um ponto ganho e a fuga do Z-4; no entanto, após marcar um gol de escanteio, a vitória parecia garantida, mesmo com o sufoco, pois havia uma sensação no ar de que a bola não entraria. O empate virou frustração. 

Wagner Leonardo está sendo responsabilizado pelo gol sofrido, embora eu ache que ele pode (e deve) ser negociado na próxima janela, naquele lance, o gramado o traiu, a bola deu um "quique" e caiu para a perna boba dele. 

Este empate tem duas assinaturas muito importantes, uma boa, outra má. A primeira é do arqueiro gremista, que, reforço o que escrevi, é o melhor em atividade no país. A segunda, a do treinador Luís Castro, que manteve dois volantes de mesma característica, o que, associado à ausência de Gabriel Mec, "empobreceu" demais o setor do meio, onde o Bahia "deitou e rolou" na primeira etapa.

As mexidas deram uma melhorada, porém o ingresso de Sanabria na direita no time baiano surtiu tanto efeito que Pedro Gabriel não viu a cor da bola. O argentino passou sempre.

Apesar de entender as metas gremistas até a parada da Copa — classificação na Copa do Brasil, na Sul-Americana, título do Gauchão e uma posição intermediária na tabela do Brasileiro —, é difícil aceitar a bola "curta" que o time apresenta. Poderia ser melhor, afinal, o elenco foi remontado e as dispensas foram muitas, sem que houvesse saudade deles. Parecia ser uma revolução positiva na qualidade do grupo.

A minha conta de 9 pontos nos derradeiros jogos antes da Copa do Mundo inviabilizou-se esta tarde.

Opinião



Imposição  

No dia em que nosso blog completa 13 anos, o que eu espero é uma vitória do Tricolor, um presente absolutamente indispensável. Mesmo que haja muita água para rolar debaixo da ponte (leia-se returno do Brasileiro), passar todo o período da Copa no Z-4 é um fato psicológico avassalador para toda a instituição (direção, departamento de futebol e torcida). Até um empate pode retirar o time dessa condição, conforme os resultados de terceiros.

No entanto, o que não dará para aceitar — e aí o sinal vermelho vai ser acionado para a comissão técnica — é um time sem empolgação, sem o envolvimento necessário para a busca do triunfo.

A partida diante do Flamengo é daquelas que dá para rotular de calamidade. Um banho de bola, cujas causas não estão apenas no clube carioca, como se viu no jogo da volta pela Copa do Brasil, em que o Vitória entrou em desvantagem no placar (1x2). Tal qual a história da formiguinha surda, não tomou conhecimento dos vaticínios que o indicavam "fora do baralho" e nem precisou dos tiros livres para seguir adiante.

O Grêmio, que, incrivelmente, apresenta deficiências na função de volante e na parte defensiva, tomou apenas 1 gol nos últimos sete jogos, sendo este o da derrota para o rubro-negro; é necessário analisar os motivos, algum acerto tem. Também, o ataque já deu duas goleadas recentes, que, mesmo considerando as fragilidades dos adversários, podem ser consideradas uma evolução.

Se ganhar do Bahia, "periga" ganhar 9 pontos até a parada da Copa; para isso, tem que acreditar que pode vencer fora.

É por isso que torço.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Opinião



 Vitória sem sustos

O Grêmio conquistou a classificação sem correr riscos. Uma partida típica "mamão com açúcar", isto é, um time de série C com desvantagem significativa (0 x 2), em crise (técnico interino), tendo que sair para o jogo. Melhor que isso, só se der dois pênaltis para o oponente. E foi o que aconteceu.

O Tricolor pareceu, animicamente, o Real Madrid de 2017, marcou seu gol e tocou morosamente a bola, enquanto o Confiança parecia o Grêmio da decisão do Mundial, uma usina para acender um palito de fósforo e zero de consequência.

Resumindo: 3 a 0 ficou na medida certa.

Algumas observações que a partida permitiu:

— Quem imaginava que Kannemann estava sendo injustiçado deve ter mudado de ideia. É ex-jogador.

- Marcos Rocha, além de ex-jogador, está fora de forma.

— Tiago, mesmo sem se destacar muito, demonstrou que, entre Noriega, Dodi, Nardoni e Perez, ele deve ficar na frente deles na fila.

— Braithwaite fez gol de centroavante, o segundo; estava no lugar certo e antecipou-se ao beque. É talentoso jogador; o problema é o salário de Suárez.

- Tetê segue devendo.

— Willian, dependendo do adversário, toma conta do meio de campo. Tem técnica, é inteligente, mas falta o preparo físico que a idade lhe tomou.

— A notícia boa é que o Grêmio, agora, está vencendo fora de casa.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Opinião



Grêmio precisa liberar Amuzu para Gana 

O belga-ganês está sendo convocado pela primeira vez para o selecionado de Gana num ano especial, ano de Copa do Mundo, e parece que o Grêmio está endurecendo a sua ida, porque não é data FIFA.

Sem ter mais detalhes do que aqueles que a mídia tradicional apresenta, acho que o Tricolor erra ou está tentando tirar maior proveito da situação, pois Amuzu é um "ativo" importante do clube. Se convocado, Amuzu deverá ter uma grande visibilidade e, pela expectativa que se tinha, quando de sua chegada, o ganês ainda não atingiu performances vistas em ex-juniores como Éverton Cebolinha, Pepê e outros.

Se a instituição precisa liberar atletas para equilibrar as finanças, essa convocação caiu do céu.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

Opinião



Lições da derrota

Da derrota para o Flamengo, o Grêmio tira várias lições, que poderão aprumar a equipe no restante da temporada. Brincando, brincando, estamos no quinto mês de 2026 e o time segue instável. Há avanços, mas em ritmo bem menor do que a massa torcedora (e talvez a diretoria) esperava.  O que retirar do vareio sofrido no domingo?

O jogo teve semelhanças com dois outros: um, a derrota para o Real Madrid. Foi apenas 1 a 0, mas quem viu sabe que os espanhóis aliviaram e se acomodaram boa parte da partida. O outro, aquele que chamei de o nosso "7 a 1", ou seja, os 5 a 0 inapeláveis diante deste mesmo Flamengo, que para mim indicou o fim da Era Renato e escancarou a diferença dos técnicos estrangeiros para os nossos "vamo que vamo", "upa upa".

Também caiu por terra a história de que o "time tal" colocou um "caminhão à frente" de seu gol e impôs grandes dificuldades ao ataque adversário. Verdade que o Grêmio colocou um "Mercedinho", um antigo 608, pois, com o goleiro e os da "linha" eram 8, cinco defensores e dois volantes (+ Weverton), então, um jovem de 18 anos, Mec, para criar (e se livrar da forte marcação rubro-negra) e dois atacantes, um, às vezes melancólico, dispersivo, pensando na vida (Amuzu), outro dependente da bola chegar lá (Carlos Vinícius).

Alguém poderá dizer: — Com esta formação, ele goleou o Riestra. Bom! Olhem a diferença de times. O time argentino tem como "DNA" não atacar, e o Flamengo desmistifica a ideia de volantes de marcação grandalhões e a favor do "jogo de contato". Pulgar, lesionado, mas Éwerton Araújo e Jorginho marcam bem, saem para o jogo e entram na área. Até os 15 minutos iniciais, houve três arremates deles dentro da área gremista. 

O tal ferrolho defensivo azul não sobreviveu às triangulações que puseram na roda os laterais e beques de lado (vamos chamar assim) Balbuena e Viery. A sobra, Gustavo Martins, pouco pode fazer.

Foram mais de 700 passes contra menos de 300 do Grêmio, mais de 70% de posse de bola.

Foi um banho tático, técnico e individual.

Que lições são as que ficam? Para quem atua com 5 defensores de linha, um dos dois volantes tem que ter qualidade e fôlego para fazer o "corredor" e entrar na área.

Castro erra e errará sempre que colocar dois destes três juntos: Dodi, Perez e Noriega. Não pode.

Recentemente, escrevi que espero a titularidade de Luiz Eduardo e Tiago Augusto e, para a lateral, que efetivem Vitor Ramon ou tragam um lateral de ofício. 

Finalizando, quem sabe voltando Villasanti e permanecendo Arthur, o meio não desentorta?

 

domingo, 10 de maio de 2026

Opinião



Derrota com uma triste constatação 

A vitória do Flamengo foi justa; o placar, injusto. No mínimo era para ser um 3 a 0 sem apelação, mas as traves e a atuação eficiente de Weverton deixaram a derrota ser "honrosa", se isso é possível.

Acreditei que o Grêmio poderia fazer um bom enfrentamento, porém, em uma única comparação, dá para ver a diferença imensa que hoje essas instituições possuem: ambas estavam sem o seu melhor jogador (D'Arrascaeta e Arthur), no entanto, o uruguaio não fez "tanta" falta; o brasileiro é a andorinha no meio de campo que tenta fazer acontecer o verão.

Este 1 a 0 teve como consequência (pelos resultados paralelos) o ingresso no Z-4, que abala psicologicamente; no entanto, os 17 pontos conquistados estão a 3 do sétimo colocado. O problema é ganhar fora e deixar de vencer os adversários de seu nível em Porto Alegre.

A formação com 3 zagueiros e 2 volantes, no plano ofensivo, só será eficaz se volantes como Villasanti e Arthur e possivelmente Tiago souberem se posicionar para o jogo. Com Leonel Perez e Noriega, um garoto que ainda está se adaptando à titularidade (Mec), se bem marcado, inviabiliza o ataque, em especial, no dia/noite em que Amuzu resolver não jogar.

Além disso, acho que faltou mais pegada ao time neste confronto. Algo a mais.

Luiz Castro aposta (e está certo) em estabilizar o time a partir da defesa, mas o custo disto em eficiência ofensiva compromete a campanha. A equação não está fechando, por enquanto. Tem o alicerce defensivo, não tem o acabamento no meio e no ataque.

Por fim, precisa necessariamente ganhar 7 em 9 pontos no Brasileirão para poder respirar mais tranquilamente.

Tarefa dura.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Opinião



Projeções 

Parece que Luiz Eduardo é uma das alternativas para sair jogando diante do Flamengo. Mesmo que isso não ocorra, a simples hipótese já é um indicativo de que a promessa está na antessala do time; desta forma, o indicativo de aproveitamento massivo dos talentosos atletas da base é um caminho sem volta.

Minha projeção prevê que, na volta do Brasileirão, Luiz Eduardo e Tiago Augusto estarão entre os onze titulares, enquanto outros jogadores estarão na fila para a titularidade. A situação só não será a ideal, porque alguns jogadores, na janela de meio de ano, rumarão para a Europa.

Um triunfo domingo contra um dos fortes candidatos a títulos das várias disputas servirá para robustecer esta "filosofia" do clube.


terça-feira, 5 de maio de 2026

Opinião



Vitória importante e providencial 

Um 3 a 0 com autoridade, mesmo que o time não tenha ido bem na primeira fase do jogo. O gol inaugural veio de um lance que Balbuena tirou da cartola, e a qualidade individual de Amuzu; a vantagem veio de uma defesa tranquila do arqueiro azul, apesar do cabeceio forte. Weverton seguro, descomplicando lances delicados.

Escrevi no post de sábado que, nas últimas 10 partidas do Grêmio, em 7 não sofreu gol, um fato importante que a grande mídia só repercutiu nos dias seguintes à minha postagem. Agora são 8 em 11 jogos.

A vaga está bem encaminhada, basta fazer o "dever de casa", bater Palestino e Montevidéo.

Os maiores motivos de satisfação devem-se à atuação segura do arqueiro e zaga, à efetividade do ataque (gols de Vinícius, Amuzu e Braithwaite), mas, principalmente, pelo crescimento técnico e desenvoltura de Gabriel Mec, que está adquirindo confiança e vai revelando o que se dizia (e não se via) dele.

Houve decepções, casos de Wagner Leonardo com cartão amarelo aos 7 minutos, Willian, completamente perdido, e Perez, ou está em fase de adaptação ou o clube errou feio na sua avaliação.

O reaproveitamento de Tiago Augusto, embora discreto na partida, é uma excelente notícia, significa que os jovens estão na "pauta" de Luís Castro.

Além de ser importante para a classificação no grupo, a vitória dá um respiro a Castro.

No final de semana tem o Flamengo, e uma vitória dará a tão sonhada e necessária volta da confiança ao grupo e à comissão técnica.

domingo, 3 de maio de 2026

Opinião



O Empate de Ontem 

O empate em Curitiba gerou sentimentos diversos e opiniões distintas, algumas divergentes, e justifico por que não acho o resultado de todo ruim para o Grêmio.

O antigo Joaquim Américo, que virou Arena da Baixada e agora Estádio Mário Petraglia, foi gestado para continuar sendo um alçapão, onde o rugido da massa representa bem mais do que o número de assistentes presentes. Sua arquitetura aproxima parte dele (do estádio) da casamata, do gramado sintético, outra estratégia para intimidar os oponentes. Tem mais.

A escolha de atletas fortes, velozes e, se puderem, de qualidade, perfil de jogadores colombianos é outro ponto do planejamento rubro-negro, assim como o sufoco inicial, o "putsch" inicial, as reclamações exageradas de Odair Hellmann com relação à arbitragem, desde o início, é outro elemento do prato servido para quem jogar contra o Furacão. Na maioria das vezes funciona, mas ontem não funcionou. Faz gol no começo, abre o adversário e mata nos contragolpes.

A decepção de parte da torcida é pelo 11 contra 10 desde os 30 minutos da etapa inicial, mas é fato que o time locatário soube se estruturar para manter o sistema defensivo sólido e especular a vitória nos contra-ataques; por isso, entendi e concordei com a manutenção dos três zagueiros.

O que faltou? Qualidade nas conclusões nas raras chances: Balbuena, André Henrique, Willian e Tetê. Uma delas entrando, o ânimo da massa torcedora seria outro, além de retirar esse histórico de não vencer fora da Arena.

Esta é a fotografia deste sábado; na terça, será outro momento. 

sábado, 2 de maio de 2026

Opinião



Grêmio conquista um bom resultado 

Neste momento em que escrevo, Vitor Severino (o técnico hoje) dá um "rodião" nos repórteres. Mesmo com as deficiências do time e os desempenhos insatisfatórios, é gratificante ver um treinador rebater as críticas com classe, imposição e argumentos. O azar desta parte da imprensa é ter pego um debatedor disposto a enfrentá-la na noite em que o resultado não foi ruim.

Sobre o jogo, o Tricolor, de 02/04 a 02/05, disputou 10 partidas e em 7 não sofreu gol. É um progresso. A matemática é tranquila: quem não toma gols, pontua. Falta ajustar o meio e o ataque. 

A vitória não veio esta noite, pela imperícia nos arremates, Balbuena, André Henrique, Willian e outra parte pelo erro na tomada de decisão, um drible a mais, a falta do passe para quem estava em melhores condições.

A ideia de três zagueiros funcionou muito bem, porque o Furacão tem uma espécie de política na contratação de atletas, fortes e velozes, por isso, muitos colombianos no elenco. Quando o time ficou com 10, a tática rubro-negra se limitou a atrair o Grêmio para o seu campo e lançar para os estrangeiros rápidos (velozes), Viveros e Mendoza. O Imortal não caiu neste pega-ratão. Se não ganhou, não foi por isso; chances de ganhar houve.

Os melhores foram Enamorado e aqui lembrei de Éder, Yúra, André Catimba, Mário Sérgio, que, quanto mais os ânimos ferviam, mais cresciam em campo. Saiu porque estava visado pela torcida e o árbitro "vacilão". Ponto para Vitor Severino.

E Willian que botou o jogo no bolso na etapa final. Por fim, Weverton, que nos primeiros 60 segundos de partida defendeu uma bola na "cruzeta" de seu gol, aquela famosa bola "indefensável" e voos espetaculosos infrutíferos, que há quase 20 anos o Grêmio sofre. 

Pavón e Pedro Gabriel oscilaram com boas jogadas e erros infantis. A zaga foi bem e Tetê teve uma pequena melhora, ainda insuficiente.

Esta noite, não dá para reclamar do time, talvez, do resultado.



quinta-feira, 30 de abril de 2026

Opinião



Muito Ruim 

O que dizer de um jogo como o de ontem à noite? O Grêmio que foi abençoado pelo sorteio num grupo de "ninguém", não ganha fora e faz vitória magra em casa. 

Luiz Castro começa a se perder e a entrevista pós-jogo dá sinais disso; é verdade que ouvi apenas um trecho dela. Ele novamente escala  dois jogadores que atuam superpostos, Dodi e Perez, este último está acelerado demais ou é mesmo desajeitado. Por enquanto, seu estilo é "uma enxadada, uma minhoca"; será um cartão amarelo por partida ou substituição certa, justamente numa posição que os times mexem pouco, a de primeiro volante.

Tudo bem que havia necessidade de preservar alguns (Arthur, Pedro Gabriel, Amuzu), mas o que se viu mostrou um desajuste quase total; salvam-se o goleiro e os beques centrais. Aliás, típico jogo da história recente do clube, ou seja, é superior em relação à pobreza técnica do oponente, porém não traduz em gols; aí vem uma bola "marota" e... gol do adversário. A diferença esteve no arco gremista, por isso, o zero no placar.

A bizarrice de três penalidades mal cobradas pelo mesmo atleta é outro condimento para irritar o torcedor, que assistiu/resistiu até os acréscimos do competente juiz equatoriano.

Por fim, dois fatos gritantes: tirem o Tetê do time, deixem-no tratar dos presumíveis problemas pessoais ou na janela de meio de ano, facilitem a saída dele. Será melhor para todos.

O outro acontecimento: Braithwaite e Carlos Vinícius não se olham, não se falam, não tabelam, apenas se suportam ou é impressão minha?

terça-feira, 28 de abril de 2026

Opinião



Gafanhotos 

Na década de 70, durante minha adolescência, havia um seriado muito bom chamado Kung Fu, estrelado por David Carradine, que interpretava o personagem Crane, um sino-americano criado na Ásia, mas que viera para o país americano no século XIX, onde as histórias se desenrolavam no velho oeste, sempre intercaladas com cenas da fase de aprendizado. Na China havia mestre e pequeno gafanhoto (aprendiz). Crane recolheu ensinamentos dos monges do kung fu, que aplicava no seu dia a dia de enfrentamento com uma cultura diferente.

Lembrei da série porque, esta semana, a imagem de Telê Santana me veio à mente e, junto a ele, Muricy (Ramalho), que se tornou auxiliar do mestre por muitos anos até se transformar no grande treinador, vitorioso e injustiçado pela CBF. O ex-camisa 8 do Tricolor paulista é um exemplo de quem aprendeu com uma grande referência.

Pois, em 2023, os atacantes do Grêmio em todas as categorias do clube puderam conviver com o "monstro" Luizito Suárez e, limitações individuais à parte, alguma lição tiraram (ou poderiam tirar) no convívio com o avante uruguaio.

Agora, o Tricolor tem o melhor goleiro do Brasil. Simplesmente, ele domina todos os fundamentos exigidos pela posição em que atua: é tranquilo, ótima saída na bola aérea, reposição excelente, joga com os pés como se fosse "da linha", é pegador de pênaltis e tem a técnica do anti-espetaculoso, dos milagres quase diários, além de ter uma biografia invejável.

Será que os meninos da base e até Grando, Beltrame e Menegon (elenco principal) não estão aproveitando os ensinamentos deste grande goleiro? 

domingo, 26 de abril de 2026

Opinião



Grêmio vence e avança para o meio da tabela 

Consegui ver a partida ao vivo, que teve boas notícias e outras nem tanto. A consequência do resultado é que o Tricolor ficou a um gol de ser o décimo colocado ao mesmo tempo, só dois pontos acima do primeiro clube do Z-4.

Este primeiro parágrafo pode ser a síntese da partida, ou seja, depende do olhar do torcedor. Perdeu as "rédeas" do jogo na maior parte da segunda etapa; porém, nela, Weverton só fez intervenções, apesar de o adversário estar com 10 jogadores desde os 32 minutos do primeiro tempo.

Agora, se tivesse que haver um vencedor, ele só poderia ser um (Grêmio), e o detalhe do VAR evitou uma goleada na Arena. É do regulamento? É. Até o Imortal já foi beneficiado por ele, porém, aquele impedimento do Pavón, gol de Nardoni, o comentarista Felipe Bastos resumiu bem: A chuteira do avante gremista era n.º 43 e do defensor, 41. Nestes casos, o futebol perde para a minúcia, o excesso de preciosismo. Repito, o Grêmio já se beneficiou disso, mas é um exagero anular aquela jogada.

Foram três bolas na rede do Coxa + o gol de Mec, então a produção ofensiva esteve em alta. 

O que houve de maior problema? O relaxamento do time no segundo tempo, um cadenciamento muito arriscado, pois qualquer lance infeliz do goleiro ou uma penalidade máxima poria por terra uma vitória que, pelo momento gremista, era inadiável.

Quem jogou bem? Arthur, sempre ele; Gabriel Mec, que está com confiança; Enamorado, que acerta mais do que erra; Viery e Pedro Gabriel. E os meio-campistas entraram na área adversária (Mec e Nardoni).

Quem foi mal? Pavón, que não consegue dar bom acabamento aos lances que inicia; Noriega, lento e cadenciado demais; Amuzu, que está sem repertório de jogadas, só tem uma; mais Carlos Vinícius, pouco participativo.

Com relação a Nardoni, Perez e Tetê, achei que foram melhores do que em vezes anteriores. Fico com a impressão de que o caso deste último é realmente falta de confiança. Pelo menos, entrou na área e arriscou o chute.

Finalizando, ouvi que a sequência do Grêmio é terrível em termos de deslocamentos: Chile, Paraná, Porto Alegre, Bahia e Argentina nestes próximos dias. Paciência!

sábado, 25 de abril de 2026

Opinião



A Necessária Vitória 

É provável que eu esteja na estrada no horário da partida; é só pelo rádio que vou acompanhar.

As notícias dão conta de que Castro vai manter a mesma estrutura de time do meio para frente, o que é saudável, porque a experiência com três volantes (ou quase isso) não deu resultado e, com Mec, pelo menos, o Tricolor venceu o Confiança, embora as razões estejam também na fragilidade técnica do adversário.

O Grêmio precisa vencer. É em casa, e o que ele faz (ou deixa de fazer) fora da Arena não recomenda vacilos como os diante de Bragantino e Remo.

Outros assuntos que devem estar na pauta da direção azul: a iminente ausência de Arthur, a necessária reposição na lateral direita e as saídas por motivos financeiros e insuficiência técnica, caso mais emblemático de Tetê. Não deu, vida que segue.

Escrevi anteriormente que só há três jogadores indispensáveis ou inegociáveis neste momento: Weverton e Carlos Vinícius, por motivos óbvios, e o menino Luiz Eduardo, talvez o maior ativo desta geração, que não pode ser transacionado sem a devida valorização no mercado.

Noriega tem proposta? É boa? Então... Além disso, Villasanti deve assumir um dos lugares do meio, seja com Arthur ou no lugar dele, se não ficar. Além disso, há Leonel Perez, que tem apenas 21 anos e está sofrendo com as várias mudanças que se submete um guri estrangeiro de um clube menor para um outro de maior dimensão.

Bom jogo a todos.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Opinião



Vitória com atuação discreta

A limitação técnica do Confiança, apesar de sua organização tática e da expulsão correta de seu zagueiro capitão na segunda metade do primeiro tempo, pode mascarar o triunfo do Grêmio.

O que se viu nos primeiros 45 minutos não serviu para entusiasmar nem o mais otimista dos torcedores. A bola não chegou com qualidade para o centroavante, não houve infiltração pelo meio de ataque, apareceram riscos defensivos e os equívocos de tomada de decisão, em especial, no último passe ou em conclusões precipitadas seguiram, geralmente, com os mesmos atletas de jornadas anteriores.

No segundo tempo, mais organizado, tocando a bola de lado a lado para minar o fôlego sergipano, apareceu o futebol de Enamorado, que atuou como legítimo ponta direita. As entradas de Braithwaite e Perez foram duas ótimas notícias e os gols aconteceram. O primeiro, o dinamarquês, bateu cruzado; a bola fatalmente entraria, porém, com o senso de artilheiro, Carlos Vinícius deu o toque derradeiro. 1 a 0.

O segundo, verdadeira repetição de jogada clássica de Amuzu, recebeu, trouxe a bola para o meio e o quique da bola (mais um desvio na zaga) matou o goleiro Rafael.

Os destaques foram Arthur, o melhor; Pedro Gabriel, em especial, o seu primeiro tempo; e Enamorado, na etapa final. Viery merece uma menção pelo jogo de imposição.

Ainda assim, aconteceram lances de incrível deficiência técnica nos cabeceios de Gustavo Martins, Carlos Vinícius e Viery na área adversária e desperdícios em cobranças de falta, que nem a carência de treinamento desculpam.

Para mim, as dúvidas de uma eventual evolução do time estão transferidas para o final de semana, diante de um oponente mais encorpado, o Coritiba.


domingo, 19 de abril de 2026

Opinião



Revolução ou Queda 

Agora chegou o momento decisivo para Luís Castro mostrar toda a sua biografia, pois se encontra no instante de maior desconfiança e falta de apoio de parte da torcida.

E ele não está só nessa parada; tem jogadores jogando na "primeira marcha", a mais lenta possível, também a Direção que adquiriu o "vírus" de gestões anteriores, qual seja, a de dar tiro no pé, quando abre a guaiaca. Parece uma sina; basta o Imortal pegar uma grana polpuda que vai queimar em mais uma das chamadas "maior contratação de sua história".

O clube parece desconhecer o seu passado (até recente) de conquistar seus grandes títulos com a presença de atletas oriundos da sua base. Nem preciso citar; qualquer gremista conhece no pôster quem veio das "categorias inferiores".

Atualmente, jogadores pouco conhecidos no cenário nacional aportaram no Salgado Filho, vindos do exterior, com salário de craques ou futuros, mas ainda que contam com a melhor expectativa dos verdadeiros tricolores, que, a cada atuação minimamente boa, renovam suas esperanças no imaginário de que estão diante de um jogador de ponta, casos de Amuzu, Braithwaite e, por que não, Tetê?

Para exemplificar, cito quem passou pelo Grêmio: Pedro Rocha, Éverton Cebolinha, Pepê, Ferreira e Gustavo Nunes, todos da mesma posição que atua o belga/ganês e eu afirmo (até o momento), com resposta melhor do que o atual titular do ataque.

Então, retomando o pensamento das primeiras linhas do post, Castro, amparado por trabalhos exitosos em Portugal, Ucrânia e Botafogo e pela atitude de rever o sistema defensivo atual, mostrando um Viery que todos desconheciam ou desconfiavam, deve revolucionar o time que lhe dá autoridade para isso a partir de sua insuficiência técnica e/ou tática dos últimos jogos, de fazer ingressar parte destes guris (Jeferson, João Borne, Tiago Augusto, Luis Eduardo, Vitor Ramon e Mec). 

O time precisa de 3 ou 4 cascudos e ele tem (Weverton, Carlos Vinicius e Arthur). Além deles, o elenco tem outros que podem auxiliar os jovens a se firmarem entre os 11, como Willian, Kannemann e Marcos Rocha.

Resumindo: ou Castro se mostra arrojado e revoluciona o time ou a queda é algo imperioso. 


sábado, 18 de abril de 2026

Opinião



Grêmio afunda no Mineirão 

O Grêmio escapou de ser goleado inapelavelmente nesta noite. Um fiasco que ficou menor pela excelente atuação de Weverton. O segundo gol, que eu pensei que poderia ter sido defendido, é claramente ilustrado pela imagem detrás do gol, que mostra que a bola quica no gramado irregular, impossibilitando a defesa do arqueiro.

O tempo de tolerância com o trabalho de Luís Castro terminou. O meu limite era ficar flertando com o Z-4, e ele chegou. Conforme os resultados deste domingo, ele pode estar um ponto acima da zona da degola. 

Vendo sua coletiva, pareceu-me muito abatido; está sentindo o baque e vai mexer na estrutura do time.

Além disso, o desempenho individual é sofrível. Excetua-se o desempenho do goleiro e de Arthur até cansar fisicamente e desanimar com a carência de parceria; o resto é um conjunto de falência técnica de Pavon, Nardoni, Noriega, Amuzu, oscilações de Pedro Gabriel e Enamorado, o isolamento de Carlos Vinícius e a omissão de Tetê, este, um caso à parte; não pode fardar, seja pelo momento técnico, seja pelo problema extracampo Um diagnóstico urgente precisa ser realizado, incluindo a alternativa de repassar o jogador para o futebol europeu a fim de minimizar o estrago ou preservá-lo até uma conclusão definitiva.

Ainda sobre a partida de hoje, o Cruzeiro está cheio de furos e o Tricolor não soube (ou não pode) aproveitar a zaga frágil, seja o miolo, sejam os laterais e o goleiro.

Os meias que são bons (Cristian, Mateus Pereira e Gérson) não foram "encontrados" pelos volantes gremistas, Pedro Gabriel afundou na segunda etapa, Arroyo deitou e rolou. Sorte que Kaio Jorge está fora de suas condições ideais.

As mudanças pioraram a equipe: talvez Monsalve melhorou em relação a Nardoni, mas, convenhamos, não era difícil. Gabriel Mec pouco acrescentou e Tetê e Braithwaite não tocaram na bola.

Resumindo, piorou. É a "fotografia" do momento.


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Opinião



Hora de ganhar fora de casa 

A postagem mais recente levantou um assunto interessante (comentário do Anderson), que foi o que se vê nos maiores times europeus da Liga dos Campeões, isto é, a substituição de um armador clássico por atacantes de lado que recuam e fazem este trabalho de construção do ataque.

Resumindo, a tarefa é "socializada" pelos setores de meio e ataque. Parece ser um avanço tático, pois, em tese, a bola chega mais e de variados locais do campo por diversos jogadores. Dificulta a marcação do adversário.

 Luís Castro já deu entrevista dando pistas de que isso poderá ocorrer no Grêmio. A insistência com três volantes é convicção. O reduzido número de gols sofridos tem como causas um excepcional goleiro, mas a proteção do miolo de zaga pelo trio à frente dele (o miolo). Falta o refino destes atacantes (Amuzu e Tetê) para Carlos Vinícius ser melhor assistido. Enamorado, que está em melhor momento, é atleta mais de lado do campo, o que tem suas vantagens, porém, talvez tenha dificuldades em compor pelo meio.

Uma vitória fora de casa dará uma respirada na tabela, de preferência, com um bom desempenho. O problema é que do outro lado está um time forte e incrivelmente mal na tabela, seja com Tite ou com Artur Jorge.

É uma briga boa, amanhã.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Opinião



Grêmio vence com muita dificuldade 

Venceu e foi uma das poucas notícias da noite. O Grêmio jogou muito mal, em especial no primeiro tempo, e eu coloco na conta do treinador.

Começo pela nominata inicial equivocada: Dodi, Noriega e Nardoni. Quem vai criar? Além disso, se há elogios para a biografia de Castro no Botafogo, é válido recordar o meio de campo veloz: Marlon Santos, Eduardo, Danilo Barbosa. No Grêmio, talvez, Jeferson e Gabriel Mec. Claro! Se não tem jogadores velozes, que faça a bola correr. Há ainda Perez e Arthur, que também são lentos ou "cadenciados" demais. São quase todos com características diferentes daqueles que tornam um meio veloz.

Além disso, quem não sabia do ferrolho que o clube argentino faria? E o treinador entra com três volantes ou quase isso. Erro crasso! E sacar o Mec, que é o mais ofensivo do setor?

Outro ponto: atletas de pé trocado no lado só funcionam se forem finalizadores, como Éverton Cebolinha e Amuzu; nunca Alysson Edward (antes) e Tetê, que não enveredam regularmente para o meio e chutam. 

Assim como está, tem que aproveitar o ponta "ponta", e aí Enamorado entrou muito bem e decidiu a partida. É titular.

Estava pronto para criticar Braithwaite, mas lembrei de Carlos Vinícius no segundo tempo. Muito mal, porque a bola não chega em boas condições para os atacantes. Sem uma meia de penetração, de surpresa, como "ponta de lança", o ataque perde muito. Não há fator surpresa ou que "quebra linhas" do adversário.

Muito mal. 


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Opinião




O Estorvo 

Há muitos argumentos para a tentativa de justificar a importância desta Copa para o Grêmio, mas eu não me entusiasmo por ela, que somente sobrevive pela injeção generosa de grana, que se sobrepõe ao que eu valorizo: a qualidade do futebol.

Semana passada, Estádio Centenário vazio; a causa se amparava na falta de tradição do adversário gremista. Porém, o que ocorre em outros jogos nos cantões da América do Sul? E amanhã, como estará a Arena?

Por tudo isso, pelo estorvo que a Sulamericana representa para quem disputa o Brasileirão, penso que Luís Castro perderá uma grande chance de promover experiências no time, se esquecer dos novatos, quando poderia dar um pouco de "casca" aos guris. Querem um exemplo? Por que Dodi e não Zorteia? Por que Tetê e Enamorado e não um deles com o menino Roger? E a lateral direita, não seria uma grande sacada promover o ex-júnior Vitor Ramon?

Os torcedores, uma parte, pelo menos, aceitaria de bom grado a sugestão.