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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Especial

Pequenas Histórias, o livro 

"Eu "fechava uma mesa", ainda assim, vi Paulo César Lima, o Caju, esticar uma bola para Renato, que enveredou e entortou o alemão como se estivesse jogando no estádio da Montanha, em Bento Gonçalves. Bateu entre o goleiro Stein e a trave. O arqueiro petrificou (com o perdão do trocadilho; para quem não sabe, Stein = Pedra, na língua de Goethe). Golaço!!!"

(O Jogo da Noite Eterna)

"Perguntado se não teve medo daqueles enfrentamentos, respondeu: - Não sei o que é isso. Sou de uma terra, onde as pessoas, se têm que fazer alguma coisa, vão e fazem."

(Vamos "Caciar", Telê?)

"Fora do campo, uma organização terrorista havia comprado 7.000 ingressos para o jogo e estava planejando fazer um protesto durante a partida. Mujahedin Khalq era um grupo baseado no Iraque financiado por Saddam Hussein, cujo principal objetivo era desestabilizar o regime iraniano.

Então, temia-se tudo naquele confronto pelo Grupo F, integrado também, por Iugoslávia e Alemanha, programado para o dia 21 de junho na cidade de Lyon."

(Uma Chance à Paz)

Estou apresentando o meu primeiro ebook, que é a quarta obra que produzo, o primeiro de crônicas, mais exatamente, crônicas esportivas. Acima, trechos de três delas que integram o livro sobre o Mundial em Tóquio em 1983, a vinda de Cassiá, jovem da fronteira do Rio Grande, que substituiu o capitão Ancheta (lesionado) nas finais do Gauchão de 1977 e o tenso confronto entre Irã e EUA na Copa da França, 1998, devido às suas relações políticas e diplomáticas.

São mais de 70 que mostram a minha relação de vida com o Tricolor e passagens curiosas presentes nas diversas edições do Campeonato Mundial de Seleções (Copa do Mundo).

Há 12 anos escrevendo neste blog, resolvi registrar parte das postagens dele (algumas são inéditas) neste livro digital, que disponibilizo para venda em dois formatos: Epub através da Amazon (é fácil fazer a busca nesta plataforma online, pelo título e/ou autor) e em PDF, neste caso, pela Hotmart, usando este link:  https://go.hotmart.com/V100006689H

É uma forma de lembrar do blog, quando ele encerrar "suas atividades". Espero que leve um bom tempo ainda.

Se gostarem, por favor, divulguem. 

Abraços.

bruxo niederauer




domingo, 18 de dezembro de 2022

 

Fonte: Olé

Argentina vence nos pênaltis e conquista pela terceira vez a Copa do Mundo

 

Mario Kempes (1978), Diego Maradona (1986) e Leonel Messi (2022). Três camisas 10, três cracaços, três lendas do futebol argentino, três campeões do mundo, três conceitos de futebol bem jogado. Quem acompanhou o jogo final do Mundial do Qatar, neste domingo, tem agora a definição perfeita do que significa um jogo de superação. De ambos os lados. Argentina e França tiveram que se doar além da conta. Exaustos, destroçados física e psicologicamente, os atletas deram mostras que o resultado do jogo se define somente quando o árbitro trila o apito final. E se preciso for entrar no período de prorrogação para definir o campeão, ainda assim, o resultado somente será conhecido depois dos 30 minutos regulamentares. Definindo numa palavra essa final: Sensacional!

O jogo começou tenso, com erros técnicos e algumas faltas. A França tentou construir as jogadas, que não foram bem concluídas. A Argentina jogou com mais fluidez. Messi atraiu os adversários pelo lado direito, fazendo a bola chegar ao lado oposto, onde Di Maria foi dono do espaço, dificultando a saída organizada dos franceses. Mbappé foi pouco visto no 1º tempo. Aos 23min, Di Maria passou por Dembélé, entrou na área, tropeçou em sua própria perna e o árbitro assinalou o pênalti. Messi foi para a bola e colocou os argentinos na frente: 1 a 0! A França que não respondia à iniciativa argentina, continuou não reagindo após o gol. Deschamps pareceu não ter ideias e nem forças para modificar a forma de jogar dos seus. E aos 36min houve um bis argentino: em um contra-ataque, Mac Allister achou Messi que tocou para Álvarez. O atacante lançou a bola para Mac Allister, que invadiu a área pela direita e ajeitou para Di María bater com a perna canhota: 2 a 0! Deschamps vendo o seu time ruir em campo imediatamente fez duas modificações: Dembele e Giroud deram lugar a Kolo Muani e Thuram, para ao menos tentar mudar o perfil do 1º tempo.

No 2º tempo, pareceu que apenas a Argentina tinha interesse no jogo. No lado francês, nenhuma tentativa de chute, nenhum movimento capaz de levar algum perigo à bem postada defesa dos “hermanos”. O goleiro Martinez só apareceu no jogo, depois de interceptar um escanteio batido por Griezmann. O cronômetro marcava 7min da 2ª etapa. Produção ofensiva nula da França. Mesmo na posição de centroavante Mbappé não conseguiu entrar no jogo, seus companheiros não conseguiram serví-lo, pois Scaloni conseguiu fechar todos os caminhos em direção à sua meta. Di María, cumprindo tarefas que dificultavam os ataques do adversário, cansou. Scaloni mandou a campo Acuna e aí o time diminuiu a sua capacidade. Aos 26min, Mbappé conseguiu finalizar sobre a meta de Martínez, pela primeira vez. Deschamps aproveitou o momento e tirou Griezmann e Theo Hernandez, colocando Coman e Camavinga. E de repente o jogo virou. Otamendi foi ultrapassado por Kolo Muani e o derrubou, na área. Aos 35min, Mbappé converteu o pênalti e deu esperança aos torcedores franceses: 2 a 1! Um minuto depois aconteceu algo que só o futebol é capaz de nos oferecer: Coman desarmou Messi no meio-campo, avançou e passou para Rabiot, que cruzou, Mbappé ajeitou para Thuram, de cabeça, e recebeu de volta pelo alto. Mbappé pegou de primeira, acertando o canto esquerdo de Martínez: 2 a 2! O fantasma do jogo contra a Holanda estava no gramado, outra vez atormentando os argentinos. A prorrogação era o caminho, depois do empate nos 90 minutos.

No 1º tempo da prorrogação, o jogo mudou para o lado da França. Deschamps colocou Fofana no lugar de Rabiot. Scaloni apelou para Paredes e Lautaro no lugar de De Paul e Alvarez. Aos 15min, após ação de Messi e Mac Allister, houve uma oportunidade para Lautaro que demorou para finalizar. E no minuto de acréscimo, Lautaro desperdiçou, na frente de Lloris, ao chutar para fora. No 2º tempo da prorrogação, aos 4min, Messi tocou a bola para Enzo Fernández, que deu a Lautaro Martínez, na direita. O atacante bateu firme, Lloris defendeu. No rebote, Messi chegou batendo com o pé direito e marcou: 3 a 2! Deschamps colocou Konate no lugar de Varane, exausto e sem condições para continuar. Era o último esforço para tentar estender o jogo até os pênaltis. Aos 12min, Mbappé ficou com a sobra de um escanteio, na entrada da área, e chutou. Montiel se jogou na bola, que tocou no seu braço. Pênalti! Mbappé bateu no canto direito de Martínez, que caiu para o outro lado: 3 a 3! Nas penalidades máximas, marcaram para a Argentina: Messi, Dybala, Paredes e Montiel. Para a França, assinalaram, Mbappé e Kolo Muani, mas Coman e Tchouaméni perderam e o título foi para os argentinos, que foram mais competentes, tendo o goleiro Martínez se tornado decisivo, ao defender a segunda cobrança francesa.

Messi e o seu futebol não mereciam passar para a história sem a conquista de uma Copa do Mundo. Os “deuses do futebol” sabem bem a quem abençoar. Kempes, Maradona e Messi. Três camisas 10, três cracaços, três lendas do futebol argentino, três campeões do mundo.

Ficha Técnica

ARGENTINA 3x3 FRANÇA (4x2 nos pênaltis)

Copa do Mundo Qatar 2022 - Final - Local: Estádio de Lusail, Al Daayen (QAT) - Público: 88.966 - Data: 18.12.2022 - Árbitro: Szymon Marciniak (POL) - Cartões amarelos: Enzo Fernández, Acuña e Paredes (Argentina); Rabiot, Giroud, Thuram (França)

ARGENTINA: Emi Martínez; Molina (Montiel), Cristian Romero, Otamendi e Tagliafico (Dybala); Di María (Acuña), De Paul (Paredes), Enzo Fernández e Mac Allister (Pezzella); Messi; Julián Álvarez (Lautaro) - Técnico: Lionel Scaloni

FRANÇA: Lloris; Koundé (Disasi), Varane (Konaté), Upamecano e Theo Hernández (Camavinga); Tchouaméni e Rabiot (Fofana); Dembélé (Kolo Muani), Griezmann (Coman) e Mbappé; Giroud (Thuram) - Técnico: Didier Deschamps

 


sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

 

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Brasil enterra nos pênaltis a chance do hexacampeonato mundial

A Croácia é a primeira semifinalista da Copa do Mundo, o Brasil foi eliminado nos pênaltis, por 4 a 2. A Seleção Brasileira, apesar de um dia sem brilho, obrigou o ótimo goleiro Livakovic a fazer intervenções decisivas, garantido o resultado em 0 a 0 nos 90 minutos. O adversário, hierarquicamente e qualitativamente muito melhor do que os adversários anteriores, trouxe sérios problemas ao time brasileiro. Tite não soube resolver o difícil enfrentamento e a eliminação diante da Croácia foi justa.

No 1º tempo, o primeiro bom movimento foi de Vinicius Junior que chutou colocado aos 5min, sem problema para o goleiro. Mas a Croácia não se assustou e jogou com desenvoltura e personalidade. Aos 13min, em belo cruzamento de Pasalic, Perisic antecipou-se a Eder Militão, mas não conseguiu finalizar. Aos 20min, combinação de Vinicius Junior e Richarlison, mas Gvardiol, bem posicionado, bloqueou. O jogo brasileiro se desenvolveu pelo lado esquerdo, com Vinicius Junior. Neymar, a referência do time, esteve apagado e desinteressado. Insistiu demais na condução da bola e errou passes fáceis. Raphinha também esteve sumido. A Croácia, por sua vez, produziu de forma organizada, sobretudo pelo lado direito de ataque.

Depois do intervalo foi o Brasil quem atacou primeiro. Aos 2min, Livakovic, sempre ele, afastou uma bola desviada por um companheiro de equipe. Aos 10min, o goleiro croata repetiu a boa intervenção, em chute à queima-roupa de Neymar. Tite modificou o time e Antony substituiu a Raphinha. A insatisfação do técnico brasileiro com o ataque ficou clara quando Rodrygo entrou no lugar de Vinicius Junior. Aos 21min, Lucas Paquetá ficou diante de Livakovic, que desviou a bola para escanteio. A pressão do Brasil aumentou. O técnico croata mexeu no time e lançou Vlasic e Petkovic. Aos 31min, novamente Livakovic interveio diante de Neymar. A Croácia fazia a bola circular e o Brasil jogava, querendo evitar a prorrogação. Aos 35min, Lucas Paquetá, servido por Rodrygo, chutou rasteiro, para a fácil defesa do goleiro adversário. Se defendendo de forma ordenada e diminuindo os espaços entre as linhas, os croatas não deram espaço às combinações brasileiras. Tite, então, apelou para Pedro, no comando do ataque. Mas nada aconteceu, por falta de personalidade dos brasileiros, que quase nunca buscaram uma jogada decisiva ou um drible definitivo. Final dos 90min, 0 a 0.

Vieram os 30min extras (prorrogação) e o desenrolar do jogo não mudou: o Brasil atacando e a Croácia se defendendo. Aos 13min da prorrogação, Petkovic criou boa oportunidade para Brozovic, de frente para Alisson, chutar alto. Mas aos 16min, no minuto de acréscimo do 1º tempo extra, Neymar combinou a jogada com Rodrygo, primeiro, e depois com Paquetá, driblou Livakovic, tirou de Sosa e finalizou no ângulo superior esquerdo. Brasil 1 a 0! No 2º tempo da prorrogação, a Croácia fez de tudo para empatar. Tite colocou em campo Alex Sandro e Fred, no lugar de Eder Militão e Lucas Paquetá. Modificações feitas para segurar a Croácia e melhorar o condicionamento físico do time. Mas...aos 12min, numa ação pela esquerda, Orsic cruzou rasteiro para a frente da área e Petkovic, com o pé esquerdo, finalizou. A bola levemente desviou em Marquinhos e entrou no canto direito de Alisson, que se jogou, mas era tarde. A bola já estava na rede brasileira. 1 a 1.

Na decisão em pênaltis, o que se viu foi muita competência dos croatas e certo nervosismo dos brasileiros. Vlasic marcou; Rodrygo bateu e Livakovic defendeu; Majer confirmou, Casemiro também; 2-1 para a Croácia, após dois arremates. Modric fez o terceiro; Pedro marcou o segundo para o Brasil; Orsic fez o quarto gol croata e Marquinhos bateu no canto direito, a bola beijou a trave. O sonho brasileiro terminou ali. 4 a 2 para a Croácia.

Uma pergunta que muitos torcedores se fazem: Por que Neymar não cobrou o primeiro pênalti? Ele, o camisa 10, a referência técnica do time de Tite. Ou ainda, por que Neymar não cobrou o quarto pênalti? Aquele que Marquinhos, abatido após o gol croata, cobrou e a bola foi encontrar a trave? Certamente, a comissão técnica explicará as suas escolhas. O Brasil vai enfileirando insucessos, diante de seleções do velho continente: em 2006, rendeu-se à França; em 2010, à Holanda; em 2014, o inesquecível 1 a 7, em casa, contra os alemães; em 2018, a Bélgica nos mandou para casa mais cedo; e em 2022, a Croácia comprou nossas passagens de volta ao Brasil. Vamos, mais uma vez, assistir à final do Mundial, com outros protagonistas.

Ficha Técnica

BRASIL 1x1 CROÁCIA (2x4 nos pênaltis)

Copa do Mundo Qatar 2022 - Quartas-de Final - Local: Education City Stadium, Doha (QAT) - Público 43.893 - Data: 09.12.2022 - Árbitro: Michael Oliver (ING) - Cartão amarelo: Danilo, Casemiro, Marquinhos, Brozovic, Petkovic

BRASIL - Alisson; Éder Militão (Alex Sandro), Marquinhos, Thiago Silva e Danilo; Casemiro, Lucas Paquetá (Fred) e Neymar; Raphinha (Antony), Richarlison (Pedro) e Vinícius Junior (Rodrygo).

Técnico: Tite

CROÁCIA - Livakovic; Juranovic, Lovren, Gvardiol e Sosa (Budimir); Brozovic (Orsic), Kovacic (Majer) e Modric; Pasalic (Vlasic), Kramaric (Petkovic) e Perisic.

Técnico: Zlatko Dalic


segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

 

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Brasil goleia a Coreia do Sul e está nas quartas-de-final do Mundial

Quem, como eu, esperava um jogo truncado, de difícil definição, contra a Coreia do Sul, enganou-se. O adversário não foi páreo para o time de Tite. Paulo Bento, o técnico português da Coreia do Sul, imaginou que abrindo mão de uma formatação mais fechada, poderia surpreender o Brasil. O Brasil passou pelos coreanos com facilidade. E passeou em campo. Bastaram menos de 40 minutos de bom futebol, para definir o placar: um 4 a 0 já no 1º tempo. 

Dos dois tempos de jogo, apenas o 1º tempo merece ser destacado: tudo decidiu-se nele. Tite acertou o time para um começo forte. Aos 7min, Raphinha fugiu da marcação de Kim Jin-Su, pela direita, e cruzou rasteiro, a zaga coreana ficou centrada à frente da meta e Vinicius Junior, na segunda trave, ficou livre; controlou com calma a bola e com o pé direito finalizou em diagonal, colocado, alto, no canto esquerdo. Aos 12min, Jung Woo-Young não percebeu Richarlison, que veio por trás dele e tocou a bola. Na tentativa de impedir a progressão, um leve contato do zagueiro no pé do camisa 9 do Brasil, proporcionou a queda dentro da área: pênalti! Neymar, lentamente, foi para a bola e com o pé direito colocou rasteiro, à esquerda do goleiro coreano, que ficou saltitando de um lado para o outro. Aos 28min, Richarlison dominou no campo de ataque, fazendo embaixadinhas com a cabeça, puxou para o meio, deu passe para Casemiro, que achou Marquinhos. O zagueiro tocou para Thiago Silva, atrás, que ajeitou na medida para Richarlison invadir a área. O camisa 9 dominou e chutou de esquerda, tirando do goleiro Kim Seung-Gyu. Aos 36min, Neymar arrancou para o ataque e abriu a bola para Vinicius Junior, na esquerda. O atacante dominou e cruzou na medida para Paquetá, que chegou batendo de direita. O 4 a 0 estava definido, em menos de 40 minutos de jogo. 

A Coreia do Sul classificou-se eliminando Uruguai e Gana. Mas não entendeu o motivo de sua passagem para as oitavas-de-final. Os coreanos foram leais, jogaram como puderam, na bola, e sem manifestar em momento algum a contrariedade por estarem sofrendo uma goleada. Entenderam bem o tamanho de seu futebol. O time de Paulo Bento deixou o Mundial enfrentando um Brasil organizado. Son, do Tottenham da Inglaterra, esteve apagado. Talvez incomodado com a máscara protetora que precisou utilizar. Os demais jogadores foram combativos, mas nada além disso. Ainda assim, foram coroados com um belo gol: aos 31min do 2º tempo, a bola foi levantada na área brasileira. Casemiro afastou de cabeça. Paik Seung-Ho, na sobra, dominou e chutou, de fora da área, forte, com o pé esquerdo. No trajeto, a bola desviou em Thiago Silva e entrou à meia altura, no canto esquerdo de Alisson. 

No time de Tite, Raphinha apareceu com muitos dribles e algumas chances de marcar. Em jogos contra adversários de maior hierarquia, as chances que teve não podem ser desperdiçadas. Neymar parece estar recuperado do problema no tornozelo. Vinicius Junior, Paquetá e Casemiro, como de hábito, tiveram bom desempenho. A defesa brasileira bem posicionada, não foi exigida. Alisson fez duas boas defesas, uma delas em grande estilo, no 1º tempo. O jogo estava tão tranquilo, que até deu tempo de Weverton, goleiro reserva, entrar para contar no futuro que jogou o Mundial do Qatar. 

Ficha Técnica

BRASIL 4x1 COREIA DO SUL

Copa do Mundo Qatar 2022 - Oitavas-de Final - Local: Stadium 974, Doha (QAT) - Público 43.847 - Data: 05.12.2022 - Árbitro: Clément Turpin (FRA) - Cartão amarelo: Jung Woo-Young - Gols: Vinicius Junior, Neymar (P), Richarlison e Lucas Paquetá - Paik Seung-Ho 

BRASIL - Alisson (Weverton); Éder Militão (Daniel Alves), Marquinhos, Thiago Silva e Danilo (Bremer); Casemiro, Paquetá e Neymar (Rodrygo); Raphinha, Richarlison e Vinicius Junior (Gabriel Martinelli). Técnico: Tite 

COREIA DO SUL - Seung-Gyu; Moon-Hwan, Min-Jae, Young-Gwon e Jin-Su (Hong Chul); Hwang In-Beon (Paik Seung-Ho), Woo-Young (Son Jun-Ho), Jae-Sung (Lee Kang-In) e Hwang Hee-Chan; Cho Gue-Sung (Hwang Ui-Jo) e Son Heung-Min. Técnico: Paulo Bento


sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

 

Fonte: CBF

Brasil é castigado nos acréscimos e perde para Camarões

Camarões venceu o Brasil por 1 a 0 diante de quase 86.000 pessoas, mas mesmo assim não se classificou para a próxima fase do torneio. Apesar da derrota, o Brasil manteve a liderança do grupo G, por dois gols de diferença para a Suíça, segunda colocada. Formado por reservas, o time que Tite mandou a campo teve alguns destaques.

Devido à classificação conquistada antecipadamente, no jogo de hoje Tite poupou dez jogadores. Apenas Eder Militão foi mantido no time, porém passou da lateral-direita para a zaga central. A cautela do técnico, ao poupar os titulares se justifica, já que Danilo, Neymar e Alex Sandro estão em observação no departamento médico. Daniel Alves atuou pelo lado direito da defesa e com 39 anos e 210 dias passou a ser o jogador brasileiro mais velho a disputar uma Copa do Mundo.

Com o pouco entrosamento entre os jogadores, a Seleção apresentou um jogo veloz, mas de pouca triangulação. Antony e principalmente Gabriel Martinelli criaram as principais jogadas, no primeiro tempo. Rodrygo e Gabriel Jesus desperdiçaram a oportunidade de aparecer para o treinador e para os torcedores.

O goleiro Alisson não foi exigido nos dois primeiros jogos da Seleção, entretanto no jogo de hoje o goleiro Ederson foi obrigado a mostrar suas qualidades, ao fazer boas defesas. Na meta de Camarões, o goleiro Epassy foi destaque ao ser exigido em várias oportunidades.

No segundo tempo, Tite mexeu no time fazendo entrar Bruno Guimarães, Everton Ribeiro e Pedro, além de Marquinhos que ocupou o lugar de Alex Telles, lesionado no joelho direito, após uma queda ao disputar a bola. As modificações feitas por Tite melhoraram o setor ofensivo e o Brasil passou a pressionar a defesa camaronesa. Porém, a afobação e a pressa fizeram com que ataques promissores fossem desperdiçados. Martinelli continuou sendo bem acionado e correspondeu à expectativa.

Aos 92 minutos, Mbekeli recebeu a bola na direita e cruzou na medida para Aboubakar, entre os dois zagueiros brasileiros, mandar de cabeça no canto esquerdo de Ederson. Indefensável! Na comemoração, o camaronês tirou a camiseta e acenou com orgulho para o público. Como já tinha sido advertido com um cartão amarelo, o árbitro mostrou o segundo amarelo e teve que expulsar o artilheiro. O ex-atacante do Porto deixou o campo feliz. O último gol de Camarões, em uma vitória na Copa do Mundo, foi marcado há vinte anos, por Eto’o, atual presidente da federação camaronesa de futebol. Presente no estádio, Eto’o vibrou com o gol e com o resultado.

O Brasil volta a jogar na próxima segunda-feira, às 16h (de Brasília), contra a Coreia do Sul, no Estádio 974, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Ficha Técnica

CAMARÕES 1 x 0 BRASIL

Copa do Mundo Qatar 2022 - Grupo G - 3ª rodada - Local: Estádio Lusail, em Doha (QAT) - Público 85.986 - Data: 02.12.2022 - Árbitro: Ismail Elfath (EUA) - Cartões amarelos: Tolo, Kunde, Fai, Aboubakar (CAM); Éder Militão (BRA) - Cartões vermelhos: Aboubakar (CAM) - Gol: Aboubakar

CAMARÕES

Devis Epassy; Collins Fai, Christopher Wooh, Enzo Ebosse e Nouhou Tolo; Zambo Anguissa, Pierre Kunde (Olivier Ncham), Bryan Mbeumo (Toko Ekambi), Nicolas Ngamaleu (Jerome Mbekeli) e Eric Choupo-Moting; Vincent Aboubakar.

Técnico: Rigobert Song

BRASIL

Ederson; Daniel Alves, Éder Militão, Bremer e Alex Telles (Marquinhos); Fabinho, Fred (Bruno Guimarães) e Rodrygo (Éverton Ribeiro); Antony (Raphinha), Gabriel Jesus (Pedro) e Gabriel Martinelli.

Técnico: Tite

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

 

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

 Brasil vence a Suíça, sem empolgar, e garante a vaga nas oitavas de final

Sem Neymar e Danilo, ambos lesionados, o técnico Tite mandou a campo um time mais prudente, contra a Suíça. Sem repetir o desempenho do jogo contra a Sérvia, a Seleção atuou com pouco brilho, mas venceu. O Brasil é o segundo classificado para as oitavas de final. A Seleção Francesa já havia conquistado uma vaga diante da Dinamarca, no sábado.

O 1º tempo não foi tão bom quanto se poderia esperar. Talvez a atitude das duas seleções tenha sido condicionada pelo empate (3-3) no jogo entre Sérvia e Camarões, pelo mesmo grupo. O fato é que o time de Tite não impressionou o torcedor. Certamente, a falta de Neymar pesou e o futebol brasileiro se tornou arrastado.

Tite optou por Fred no meio campo. Uma forma de não correr riscos. A escolha do técnico segurou o time que não teve fluidez na saída de bola de seu campo. Assim, a Suíça também se segurou, porque tinha interesse no empate. Posicionou-se em campo com o claro objetivo de não ser pressionada, não deixou espaços entre as linhas de marcação e não deu profundidade aos atacantes Raphinha e Vinícius Junior. A criatividade do time brasileiro foi bastante modesta: apenas dois chutes a gol nos 45min iniciais. Alisson Becker não foi exigido, do lado brasileiro.

No 2º tempo, a Suíça continuou jogando bem, marcando, e dando poucos espaços para os atacantes de Tite. Aos 19min, Casemiro roubou a bola no meio-campo, os atacantes brasileiros brigaram pela posse e Richarlison recuperou, conseguindo contra-ataque com a defesa suíça mal posicionada. O atacante tocou a pelota para Vinicius Junior, que a conduziu e finalizou no canto esquerdo de Sommer, de dentro da área. O VAR sinalizou a posição ilegal de Richarlison, que disputou a bola no grande círculo, e o árbitro anulou o gol brasileiro.

Aos 37min, Marquinhos abriu a bola no lado esquerdo para Vinicius Junior, o atacante cortou para o meio e achou Rodrygo, que de primeira tocou para Casemiro, dentro da área. O volante atirou com o pé direito, em diagonal, no alto do lado esquerdo da meta, sem chance de defesa para Sommer. Brasil 1 a 0.

A Suíça não tinha mais o que defender e se jogou para o ataque, mas já era tarde. Os brasileiros comemoraram a segunda vitória em dois jogos.

Ficha técnica:

BRASIL 1 x 0 SUÍÇA

Copa do Mundo 2022 - Grupo G - 2ª rodada - Data: 28.11.2022 - Local: Estádio 974, em Doha (QAT) - Público: 43.649 - Árbitro: Ivan Barton (ESA) - Cartões amarelos: Fred (BRA); Rieder (SUI) - Gol: Casemiro

BRASIL - Alisson; Militão, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro (Alex Telles); Casemiro, Lucas Paquetá (Rodrygo) e Fred (Bruno Guimarães); Raphinha (Antony), Richarlison (Gabriel Jesus) e Vinicius Junior. Técnico: Tite

SUÍÇA - Sommer; Widmer (Frei), Akanji, Elvedi, Ricardo Rodríguez; Freuler, Xhaka; Rieder (Steffen), Sow (Aebischer), Vargas (Edmilson Fernandes); Embolo (Seferovic). Técnico: Murat Yakin

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

 

Lucas Figueiredo/CBF

Brasil vence a Sérvia.

No primeiro jogo na Copa do Mundo de 2022, a equipe de Tite venceu por 2 a 0, com dois gols do atacante Richarlison, do Tottenham da Inglaterra. O resultado encobriu o nervosismo e a ansiedade muito característicos das estreias. O bom desempenho dentro de campo foi aparecendo aos poucos e do Estádio Nacional de Lusail, com um público de 88.103 torcedores, ouviu-se um recado: a Seleção de Tite é uma das favoritas para vencer o Mundial.

No primeiro tempo, o Brasil teve a posse de bola. Já a Sérvia se defendeu com nove jogadores e deixou Mitrovic sozinho no ataque. A Seleção fez a bola circular e teve poucas chances: aos 13min, Neymar bateu escanteio em curva e o goleiro tirou de soco a pelota que ia para a rede; aos 27min, um passe de Thiago Silva para Vinicius Junior, que correu para a área, mas o goleiro Vanja Milinkovic-Savic interveio no lance e afastou o perigo; e aos 34min, um toque de Lucas Paquetá para Rafinha, que dominou a bola com o pé direito e concluiu com o pé esquerdo, rasteiro, para a boa defesa de Vanja Milinkovic-Savic. Defensivamente, o Brasil correu poucos riscos.

No segundo tempo, com outro ritmo, o Brasil esteve bem mais organizado, tomou conta do campo adversário e obteve mais espaços dentro da área da Sérvia. As chances foram se acumulando e as conclusões das jogadas se tornaram mais perigosas. Aos 15min, Alex Sandro finalizou de fora da área e a bola encontrou a trave direita; aos 17min, surgiu o primeiro gol brasileiro: após jogada de Neymar, que invadiu a área, Vinicius Junior ficou com a bola e chutou cruzado, com o pé-direito. O goleiro sérvio defendeu parcialmente e na pequena-área, entre os zagueiros, Richarlison aproveitou a sobra e completou para a rede; aos 28min, o segundo gol do atacante do Tottenham: cruzamento de Vinicius Junior, da esquerda de ataque, para Richarlison, que na marca do pênalti dominou a bola com a perna esquerda e acertou um voleio com a perna direita, no canto direito de Vanja Milinkovic-Savic. Um golaço! O mais bonito do Mundial, até aqui. Aos 36min, Casemiro acertou o travessão sérvio. Sempre no ataque, a Seleção teve outras chances para ampliar. Os sérvios, por outro lado, fizeram um jogo muito defensivo, com pouca criação de chances.

O Brasil é líder do Grupo G com três pontos e dois gols de saldo, seguido da Suíça com os mesmos três pontos, mas um gol de saldo. Na sequência, estão Camarões e Sérvia, ambos sem pontos. Na próxima rodada, a Seleção enfrenta a Suíça na segunda-feira (28), às 13h (Horário de Brasília), no Estádio 974, em Doha.

Ficha técnica

BRASIL 2 x 0 SÉRVIA

Local: Lusail Stadium, em Doha (QAT) - Data: 24.11.2022 - Árbitro: Alireza Faghani (IRA) - Público: 88.013 torcedores - Cartões amarelos: Lukic, Gudelj e Pavlovic - Gols: Richarlison (2)

BRASIL: Alisson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Lucas Paquetá (Fred) e Neymar (Antony); Raphinha (Martinelli), Vinicius Junior. (Rodrygo) e Richarlison (Gabriel Jesus). Técnico: Tite.

SÉRVIA: Vanja Milinkovic-Savic; Milenkovic, Veljkovic e Pavlovic; Zivkovic (Radonjic), Gudelj (Ilic), Lukic (Lazovic) e Mladenovic (Vlahovic); Sergej Milinkovic-Savic, Tadic e Mitrovic (Maksimovic). Técnico: Dragan Stojković.

 


domingo, 20 de novembro de 2022

Na Copa


A Copa Exótica 



E o blog vai para a terceira Copa do Mundo, como não sou muito ligado em Seleção há muito tempo, as postagens serão esparsas, isso, se o amigo Alvirubro tiver disponibilidade e disposição de fazê-las. Os assuntos do Tricolor não serão esquecidos; aparecerão à medida em que os fatos forem relevantes.

Alguns posts serão sobre curiosidades das 22 edições do torneio ou sobre o futebol no Mundo Árabe, em geral. Começaremos com um texto que o amigo de longa data disponibilizou sobre a Copa no Catar, o país mais rico do Mundo, "para o Bem ou para o Mal". 

Hoje, 20 de novembro, às 13h (horário de Brasília), Qatar e Equador se enfrentam no estádio Al Bayt, na cidade de Al Khor, logo após a cerimônia de abertura do Mundial de Seleções da FIFA.

O Qatar é um país que ocupa uma península que avança sobre o Golfo Pérsico. Al Khor, local da abertura e do primeiro jogo do Mundial, é uma cidade costeira, localizada no Norte, distante cerca de 50 km de Doha, capital.

Possui a maioria da população formada por funcionários da indústria petrolífera, devido à sua proximidade aos campos de petróleo e gás natural do Qatar.

A cerimônia de abertura do mundial terá apresentações de dança e música. Nada muito diferente do que vimos em campeonatos mundiais passados.

O Mundial de Futebol de 2022 será a vigésima segunda edição deste evento, que teve início em 1930, no Uruguai. O torneio será disputado entre 20 de novembro e 18 de dezembro de 2022.

Os jogos serão realizados nos seguintes estádios:
Estádio Nacional Lusail (Lusail) - Capacidade: 80.000
Estádio Al Bayt (Al Khor) - Capacidade: 60.000
Estádio Ras Abu Aboud (Doha) - Capacidade: 40.000
Estádio Al Thumama (Doha) - Capacidade: 40.000
Estádio da Cidade da Educação (Al Rayyan) - Capacidade: 45.350
Estádio Ahmed bin Ali (Al Rayyan) - Capacidade: 44.740
Estádio Internacional Khalifa (Al Rayyan) - Capacidade: 40.000
Estádio Al Janoub (Al Wakrah) - Capacidade: 40.000

Imagem: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/catar



domingo, 15 de julho de 2018


O Bicampeonato Mundial da França

Em um jogo que teve o elástico placar de 4 a 2, a França venceu a Croácia, na final da Copa de 2018, na Rússia.

Os croatas, que vinham de três jogos com 120 minutos de duração cada um, apesar do domínio e da maior posse de bola, sucumbiram diante dos franceses, que atuaram esperando a oportunidade de atacar em melhores condições.

A atuação do goleiro Subasic deixou a desejar. Nos demais jogadores da Croácia pesou o cansaço das sucessivas prorrogações, e nem a grande dificuldade do time francês, até por volta dos 15 minutos do primeiro tempo, ajudou o time de Modric e Rakitic a saltar na frente do marcador.

Aos 17min, Mandzukic marcou contra. França 1 a 0. O lance deixou a impressão que o goleiro croata poderia ter defendido a bola, porém Subasic não esboçou movimento para a defesa. Aos 27min, Perisic empatou. França e Croácia, 1 a 1.

Aos 33min, um lance polêmico. O VAR protagonista apareceu e confirmou a reclamação dos franceses. No lance do “toque do VAR”, Griezmann bateu pênalti aos 38min e colocou a França na frente outra vez: 2 a 1. Assim terminou o 1º tempo.

No 2º tempo, logo no início, Rebic bateu e Loris salvou. A Croácia começou melhor, como na primeira etapa. A França postada na sua intermediária somente partiu para o ataque quando teve a certeza que poderia definir o jogo.

Aos 14min, Pogba marcou, deixando Subasic sem reação. França 3 a 1. Aos 20min, Mbappé marcou. Subasic mais uma vez não esboçou defesa. França 4 a 1. Aos 24min, uma brincadeira do goleiro Loris, acabou retribuindo o gol contra marcado por Mandzukic. Ao tentar driblar o atacante croata, o goleiro francês sofreu um gol cômico. Vai levar no currículo de campeão do mundo o gol sofrido na final. França 4 a 2.

Os últimos 20 minutos de jogo foram apenas de manutenção do placar. Os croatas, cansados, sucumbiram diante de uma França que apenas administrou o largo placar.

A Copa do Mundo na Rússia provavelmente não terá grandes lembranças de mudanças técnicas e táticas ou inovações. Tivemos um torneio recheado de craques que não mostraram o brilho que os caracteriza em seus clubes de origem. A França, que chegou à final tendo méritos, alcançou o seu segundo título, 20 anos após sua última conquista.