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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Opinião



 O Fim 

Este título tem várias conotações, a primeira diz respeito ao encerramento da passagem vitoriosa de Maicon pelo Tricolor, um gesto de grandeza dele, visto que há tempos não consegue jogar futebol, muito menos, bem jogar. Acho que ele está fazendo um golaço, porque desconfio que mesmo com uma carreira resplandecente no Imortal, da quebra de um jejum incômodo de títulos relevantes, ele começará uma etapa que será a principal da sua vida profissional: a de treinador; logo, logo, estará na casamata Tricolor.

Outro significado é para mim: os times de Luiz Felipe são sempre montados dentro de uma "fórmula", onde o meio de campo tem obrigatoriamente dois volantes e o ataque um centro-avante de choque, de embate permanente com os zagueiros. E pode chover torrencialmente, fazer um Sol bem africano ou ainda nevar nos lugares mais inimagináveis, que a formação do quarteto deste setor no Grêmio, sempre começará por dois nomes habituais, diria até, infalíveis na escalação: Thiago Santos e Alisson. Para mim; fim, não discuto mais possíveis soluções para este setor. É pregar no deserto. Luiz Felipe, nesta altura de sua carreira, não se modificará.

Outro fim, o da picada: emprestar Ricardinho com passe fixado, justamente, um goleador, artigo raro no mercado, é um tiro no pé. Empresta, mas traz de volta. Exagero? Bom, olhem o elenco: Diego Souza encerra sua participação no Grêmio no final do ano, Diego Churín não confirmou e Borja é a mesma história de Caio Henrique, isto é: se for mal, fica no Tricolor, se "mostrar serviço", o clube fica obrigado a cedê-lo para quem se acertar com o Palmeiras. Bem ou mal, Ricardinho é do clube.

O quarto significado é o mais grave: Com a reintegração de Victor Ferraz (e de Éverton Cardoso) mais a notícia que o mercado inglês vem forte para contratar Vanderson; realizada esta transação, será um atestado para o grupo de jogadores e para a torcida, que o Grêmio relevou o compromisso de ficar na Série A a um plano bem inferior aos anseios da massa e um golpe mortal na história do clube.

Consumada a venda, o clube poderá alterar o seu nome e o objetivo dos fundadores lá de 1903, passando a ser uma instituição do mercado financeiro.

Será o fim de uma paixão que nasceu em Porto Alegre e se espalhou pelo mundo inteiro.

Mais do que o  fim, será uma traição, mesmo sobrevivendo ao rebaixamento.

Recomendo mudar o escudo gremista: sai a bola, entra o cifrão.

domingo, 29 de agosto de 2021

Opinião




Números Reveladores, Números Arrasadores 

Às vezes, eu me cobro muito no sentido da hipótese de ser injusto, quando pego pesado na crítica. Exemplificando, Marcelo Grohe no passado e agora, Thiago Santos. Por isso, vou atrás de dados que confirmem as minhas convicções ou as desmontem de vez.

Municiado pelas informações oferecidas pelo amigo Alvirubro e das da Gremiopedia, vide Desempenhos, fui em busca da solução: estou errando feio com relação ao desempenho do time com Thiago Santos ou são verdadeiras as minhas desconfianças?

Thiago Santos atuou em 23 partidas pelo Imortal, o time tomou exatos 23 gols. Este quadro se reveste de maior relevância, quando se verifica que esta média 1 por 1, só é alcançada, porque contra Caxias (duas partidas), Brasiliense (duas partidas), Aragua (Venezuela), Vitória, Fortaleza e Cuiabá, o Grêmio não sofreu gols. Vale lembrar que esta contra o Vitória, em casa, Thiago Santos ingressou, faltando 20 minutos para o final da partida, portanto, encarou 2 adversários da Série D, um da B, um quase amador (Aragua) e dois medianos da Série A.

Aí, em busca da fidelidade dos dados e redução duma possível injustiça, eu fui buscar o desempenho de Luiz Felipe e suas escolhas. São esses os números: da estreia no Grenal até esse 0 a 1 contra o Corinthians. 

Foram 14 jogos, onde em 7, o time não sofreu gols (Grenal, LDU, Fluminense, Vitória (lá), Vitória (aqui), Cuiabá e Bahia). Quatro clubes da Série A, Duas vezes contra um da Série B e um que caiu da fase de grupos da Libertadores (LDU).

Sabem em quantos desses, Thiago Santos jogou? 1 (Um). Foi diante do Cuiabá. Contra o Vitória, repito, ingressou, faltando apenas 20 minutos para o final.

A saber:

 Grenal (Fernando Henrique, Victor Bobsin e Alisson)

LDU (Fernando Henrique, Lucas Silva, Alisson e Jean Pyerre)

Fluminense (Fernando Henrique, Victor Bobsin, Alisson e Jean Pyerre)

Vitória (lá): (Lucas Silva, Darlan, Alisson e Jean Pyerre)

Vitória (aqui): (Lucas Silva, Darlan, Alisson e Jean Pyerre). * Thiago Santos entrou no final

Cuiabá: (Thiago Santos, Villasanti, Maicon e Alisson)

Bahia: (Lucas Silva,Villasanti e Alisson)

Eu ainda me valho da máxima de que "contra fatos, não há argumentos".

Não passa de "ficção" a história de que com um cão de guarda, a defesa fica mais fortalecida.



Opinião




Grêmio perde e se atrasa na tabela

Começo com uma nova característica minha; virei supersticioso. Quando vi que o juiz deste jogo era Ricardo Marques Ribeiro, acreditei que a vitória seria algo impensável. Hoje, ele fechou 35 partidas e apenas 5 triunfos gremistas. 

Essa é a parte do imaginário; vamos ao real. O Grêmio enfrentou a segunda camisa pesada recentemente e foi um vexame, dois encontros em casa, nenhum gol marcado, cinco sofridos.

A escolha da Direção por Luiz Felipe me passou a impressão da famosa faca de dois gumes, isto é, se eu o considero um treinador identificado como adepto de um "futebol" datado, bem determinado de um época, incongruente com o praticado nas últimas décadas (diria, o ônus); por outro lado, ele tem uma história no Grêmio; é bom gestor de grupo e trabalhador (o bônus). Isso pesou na minha aprovação quanto ao seu nome e ao mesmo tempo, dizer que, no máximo, deveria ficar até Dezembro/21.

O mesmo ocorre com Luxemburgo no Cruzeiro; isto é, garante o clube mineiro na Série B em 2022 e se retira. Isso mesmo, garantir na Série B.

Para ilustrar: se Luiz Felipe fosse convidado pelo Flamengo para substituir Rogério Ceni, qual seria o estágio do clube com ele? será que ele não optaria por colocar dois volantes de marcação e praticar o que o modismo chama de futebol "reativo"? que eu traduziria por retrancado, triste e defasado. Acho que seria essa a fotografia do rubro-negro com o treinador penta campeão mundial em 2002. Não haveria goleadas ao rodo.

Olhando para a partida desta noite; clássico modelo de um 0 a 0, onde os volantes Gabriel e Thiago Santos seriam os protagonistas. Dito e feito. Não fosse uma falta desnecessária no final de jogo que se cometida por um ex-júnior seria taxada de "infantil", um descuido da zaga e uma saída infeliz de Chapecó, (nenhum dos goleiros teria sujado o uniforme) não existiria o 0 a 1.

O Grêmio, sua defesa até que segurava bem o ataque corinthiano, o mesmo ocorria no lado oposto, até a bobagem da falta e o vacilo geral e fatal.

O meio de campo gremista foi o ponto mais decepcionante do time; Thiago Santos, o melhor, embora aparentando um dispêndio de energia maior do que resultados. Villasanti, mal, Campaz sumidaço e Alisson, o pior do time. Aí, um dos fatores da desaprovação do trabalho do treinador, os seus homens de confiança. 

Ferreira ainda agitou um pouco, porém, não teve boa companhia em Borja ou alguém que viesse de trás. 

As substituições de Luiz Felipe, novamente empobreceram o time; Léo Pereira e Diego Souza, ambos completamente dominados, Maicon, acompanhou a dupla com o agravante de uma expulsão que até pareceu forçada, tamanha a desproporção da revolta apresentada.

O Grêmio viverá duas semanas de extrema delicadeza, de muitas críticas e até, quem sabe, de mudanças no comando técnico, o que não é aconselhável neste momento, embora acontecendo, nenhum absurdo.

Se o treinador tem qualidades para administrar os conflitos e segurar a situação anímica do elenco, noutra ponta da questão, demonstra ser incapaz de apresentar soluções dentro das quatro linhas, insistindo em movimentos táticos e escolhas anacrônicas, que atrasam a recuperação do time na tabela.

Tinha cara de 0 a 0, no entanto, essa derrota não se constitui numa injustiça.




sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Opinião



Retomada 

Passada a má jornada na Copa do Brasil, o Tricolor vai ter mais tempo para buscar a permanência na Série A. Serão jogos mais espaçados e um elenco, em tese, mais qualificado.

O adversário de Sábado é um time que tem camisa pesada; perder ou empatar, não pode estar fora de cogitação, por isso, a Comissão Técnica, além da redução de danos da goleada, terá também de descolar um eventual insucesso dessa derrota recente. São competições diferentes.

É difícil, mas necessário o trabalho de agrupar este confronto contra o Corinthians aos últimos resultados do Brasileiro, que são positivos. É esse olhar que deve ser prevalente na possibilidade da vitória não acontecer. É apagar a Copa do Brasil. 

Luiz Felipe tem experiência suficiente para blindar o grupo, se ocorrer uma derrota.

No mais, esperar para ver como o treinador vai escalar os 11 iniciais, porque haverá a volta de Geromel, o substituto de Douglas Costa e a hipótese de mudanças no meio de campo.

Ruim mesmo é o horário do jogo: 21 horas num Sábado é um convite para ser uma partida "secreta".

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Opinião



A Verdade a ver Navios

A verdade gremista é um porto, onde navios (as teses ou quase isso) tentam atracar. Eu e meu barquinho também vamos ancorar, isto é, dar pitacos e pinceladas. 

O Grêmio fez um bom enfrentamento (tão somente isso) na primeira etapa. Esteve bem coletivamente, porém, nada foi traduzido sequer num único arremate que sujasse o uniforme de Diego Alves. Este é o primeiro ponto: não foi uma atuação de "encher os olhos". Foi boa pelo inesperado.

Outra opinião interessante pelo equívoco é a de David Coimbra. Reproduzo o final da crônica de hoje em ZH, porque os não assinantes ficariam privados de lê-la se colocasse apenas o link. Vejam:"...O Grêmio não pode se deixar abalar pela goleada. Ao contrário: tem de encarar esse revés como uma oportunidade de aprender sobre si mesmo, uma chance de reabsorver algo que sempre soube, mas que esqueceu em meio às vãs glórias do passado: que o meio-campo é o coração e os pulmões de um time de futebol. 

Três volantes. Três homens fortes no meio. Essa é a verdade, a luz e a vida de um time de futebol. "

Uma única frase põe em xeque a ideia do jornalista: Por que Atlético Mineiro, Palmeiras e Flamengo, não praticam "a luz e a vida de um time de futebol", preferindo 1 (um) volante moderno (Allan, Patric de Paula ou Zé Rafael e William Arão, respectivamente)? Será que os treinadores são descuidados ou não possuem conhecimento suficiente, preterindo essa "máxima" de entupir de volantes o meio de campo?

As causas são múltiplas nesta goleada, a começar pela interpretação de sua construção, ou seja, até os 39 minutos da etapa final, o resultado era de apenas 1 gol de diferença. O cantado e decantado desarranjo do time ocorreu apenas nos 10 minutos derradeiros da partida. 

Os gols foram de desatenções individuais (olha aí, Vinnie), sendo três numa hora em que o raciocínio já não tem o oxigênio exigido para pensamentos lúcidos, ainda mais, que o recomendado nestes casos, jogando em casa com vantagem numérica e em inferioridade no marcador, era ir para cima ou alguém da imprensa ou a torcida esperaria que o Grêmio "olimpicamente" se retraísse para garantir o 0 a 1?

Lógico! o Grêmio errou, porque formar um quarteto de meio de campo onde há espaço para Thiago Santos, Lucas Silva e Alisson, é passar atestado de incapacidade técnica e gerencial de não trazer ou incluir nomes de real qualificação para o setor que é "o coração e os pulmões do time".

Os dois primeiros citados são os brucutus do antigo Século XX, apenas estão repaginados, parecendo modernos. E Alisson? bem, este será no máximo, quarto homem do meio, não pela função, mas pela hierarquia técnica.

Vendo parte de Fluminense e Atlético Mineiro pelo Brasileirão (jogam hoje pela Copa do Brasil), os atacantes cariocas, quando o Flu ganhava de 1 a 0, perderam gol vivo que seria o de fechar a tampa do caixão, por uma razão simples: faltou "futebol" para eles. Mas é o Fluminense, então os torcedores dele tem que se conformar, o clube não tem grana. Torcem com o que tem.

O que dizer do Grêmio? a instituição superavitária que tem esse meio de campo que passou a noite correndo atrás dos rubro-negros, porque esses tem dois fatores fundamentais: qualidade e confiança. Explico:

Quantas defesas fez Gabriel Chapecó? Houve falhas dele nos gols? Saiu como melhor em campo? nada disso, apenas porque o adversário, quando teve chance, "matou", marcou. Foram escassas chances com aproveitamento altíssimo, algo corriqueiro na recente biografia do clube dentro das diversas competições, todas, depois do ingresso de Renato, entrando como favorito.

O Grêmio tem um treinador que é o ideal para sair do lodo do Z-4, mas com diversos conceitos que ficaram para trás. Vai conseguir "passar de ano", pegando recuperação e deixando a nítida sensação que outro treinador noutras circunstâncias, tiraria mais deste elenco.

Agora é subir para o meio da tabela, erigir nova estátua, dessa vez para Felipão e projetar 2022 com o futebol "sob nova direção", seja em nomes, seja nos objetivos.



 

Opinião



Grêmio sofre goleada impiedosa 

Apareceu a grande diferença entre o Flamengo e as demais equipes sul-americanas (exceção para Palmeiras e Atlético Mineiro). É abissal. Uma única derrota (Inter) que foi o condimento necessário para o time não subir no salto alto, nem carregar uma incômoda invencibilidade. 

Luiz Felipe arquitetou bem o enfrentamento; recheou o meio de campo, com isso, resistiu um tempo. Conseguiu ficar no 0 a 0 e até deu a impressão de estar melhor naqueles primeiros 45 minutos. Foi mera impressão. A expulsão ainda na etapa inicial do lateral Isla abriu uma esperança de melhor sorte no jogo dali para frente. Engano.

O problema é que Renato devolveu ao Flamengo qualidades que ficaram pelo meio do caminho nos trabalhos de Torrent e Rogério Ceni. Nem discuto as causas, apenas coloco aqui uma constatação indiscutível, mesmo que Gerson, o fiador do equilíbrio da "Era Jorge Jesus" não esteja mais no clube, o Rubro-negro está jogando um futebol bonito e competitivo. Empilha gols. Sabia-se que seria bem complicada esta peleia.

Além da dificuldade natural de enfrentar o Flamengo, o Tricolor teve contra si, vários obstáculos: ausência de Geromel, embora a boa jornada de Rodrigues, a esperada falta de embocadura ou de ritmo de Kannemann, a carência qualitativa de Thiago Santos e Lucas Silva, a ineficiência de Douglas Costa e Alisson, o isolamento de Borja e o mesmo mal que apareceu no zagueiro argentino, também atingiu Ferreira, ritmo de jogo. 

Destaques? Sim, três: Villasanti, Vanderson e Rafinha.

Na etapa final, Renato mexeu muito bem, colocando Michael, Vitinho e Rodinei + Matheuzinho e Thiago Maia; todas as substituições melhoraram o time que jogou inferiorizado até os acréscimos, quando Vanderson foi expulso. As alterações foram as fiadoras do placar elástico.

O Flamengo não fez força para golear o Grêmio, infelizmente.

Porém, há fatos novos positivos nesta derrota, Vanderson é jogador comprometido, às vezes, até excede o limite do envolvimento com a partida. Rafinha parece bem adaptado no outro lado, Villasanti cresceu, Campaz mostrou técnica e disposição; se expôs, ou seja, não se encolheu. Precisa sair jogando já no Sábado.

Os primeiros trinta minutos de Borja foram bons e tem a volta de Ferreira. Me refiro ao seu retorno, porque sua partida foi ruim.

O meu maior receio (e eu já rascunhei algo nesse sentido para postar nesta semana) é Luiz Felipe punir o time com seus "homens de confiança", deixando de escalar os melhores. 

É hora de pensar no coletivo e permitir que as ideias arejadas sejam incluídas na pauta e na prancheta do treinador.

A Direção já municiou o técnico para ter um time para subir bem na tabela; além disso, não haverá mais o choro de calendário apertado.



quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Opinião



O Grêmio na transição 

Este Grêmio que se vê desde que Luiz Felipe assumiu, é a cara momentânea dele, é um time saindo da UTI, acompanhado, monitorado e medicado. É a transição.

Com a vinda de Campaz, Villasanti & cia., em breve se verão as verdadeiras ideias, novas ou antigas, do mestre que comanda o time pela quarta vez.

 Por isso, a fase não é de conceituações definitivas, porque o time dentro das quatro linhas, ainda busca uma identidade que será forjada a partir da disponibilidade dos que estão chegando.

Até agora, a foto é de um time pragmático, vide Estilo, que, embora, inegavelmente carrega os conceitos do comandante técnico, segue distante de sua forma definitiva.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Opinião




O Grande Desafio de Luiz Felipe 

Aguirre, Jorginho e Marcão, respectivamente, treinadores que pararam Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro (os dois primeiros, jogando fora), provaram, que eventualmente, um time inferior pode surpreender o favorito.

Assisti apenas um pedaço de Fluminense e Galo, os outros, apenas os compactos, mas deu para ver que, além de uma partida bem realizada taticamente, a sorte (ou imperícia dos avantes) conta muito.Um acessório no jogo do Coirmão foi a péssima jornada do goleiro rubro-negro, que "caiu", antes dos arremates colorados, facilitando a vida dos atacantes. Detalhe que ajuda

Na derrota palmeirense, o arqueiro Walter praticou vários milagres. Outro detalhe.

No confronto de ontem à noite, quando o placar apontava 1 a 0 para o Tricolor carioca, um contra-ataque foi desperdiçado de forma fatal; menos de um minuto passado, veio o empate. Mais um detalhe.

Resumindo: há fatores distintos que levaram Inter, Cuiabá e Fluminense a resultados surpreendentes; então, jogando em casa, mesmo com escalação aparentemente esquisita ou equivocada (o meio de campo), Luiz Felipe poderá, junto com seu elenco, demonstrar que os favoritos também se enredam diante de um oponente organizado, focado e principalmente, com sorte.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Opinião



Copa do Brasil "amistosa"; uma sensação diferente 

A Copa do Brasil sempre teve uma afinidade com o Grêmio; ele é o primeiro campeão, levou várias edições para perder uma partida, mesmo caindo fora. Parecem feitos um para o outro.

Desta vez, desconfio que não será vista como uma tragédia a desclassificação do Tricolor. Primeiro, porque está mal no Brasileirão; aliás, está muito mal; tem uma semana que apresenta uma melhora. Segundo, porque encara um dos três melhores times da atualidade na América do Sul. Terceiro, porque o treinador adversário conhece o  atual elenco do Grêmio até mais do que Luiz Felipe.

Aliás, o comandante gremista demonstra toda a sua astúcia e experiência, quando retira todo o peso da competição eliminatória de seu elenco e ao mesmo tempo, traz seus jogadores para um treino matinal e dominical, depois de uma vitória que terminou horas antes, noite de Sábado.

Pode não servir para o confronto de Quarta-feira, mas é uma forma de contagiar o grupo com o comprometimento necessário para o restante do ano de 2021.

Luiz Felipe faz isso, porque tem "café no bule" para exigir, sem ser contestado.

 Aí, a grande diferença, que tanto o Tricolor necessitava no período pós-Renato.

domingo, 22 de agosto de 2021

Opinião



A Noite dos Centro Avantes 

Assisti bem o primeiro tempo; o segundo, sem áudio (propositadamente). 

Não foi a partida dos sonhos, basta ver que antes do primeiro minuto, Gabriel Chapecó evitou um provável drama, o que não tem justificativa, diante de um time que não vencia há seis jogos, inclusive, com treinador interino. Teve bola na trave, também. Então, houve sustos nesta vitória, supostamente tranquila.

Luiz Felipe acertou na ideia de ter três atacantes (forçando, considera-se Alisson, atacante), porém, a má jornada ou falta de qualidade do escolhido Léo Pereira comprometeu o que foi traçado nos treinos e no vestiário. O menino não acertou nada.

Para um time bem modificado, houve notáveis progressos "neste momento". Douglas Costa, mais solto, aos poucos, vai apresentando melhoras. O criticado (por mim e muitos outros) Lucas Silva, realizou a sua melhor partida neste 2021. Marcou bem e acrescentou uma saída de bola eficiente, se  comparada com soluções anteriores, mesmo assim, a bola não chegava "redonda" até Borja.

A evolução no segundo tempo teve o dedo do treinador, que mexeu no intervalo (aqui, um progresso em relação a Renato), ele sacou Léo Pereira, colocando Luiz Fernando; esse, bem mais ativo do que o substituído.

O gol veio aos 4 minutos num primor de cruzamento de Rafinha (repetindo o bom desempenho da última partida) que encontrou Borja de frente para o arco e ao cabecear, executou o arqueiro baiano. 1 a 0. Primeiro dele com bola rolando.

Depois dessa vantagem provisória, o time recuou demais, um erro crasso, que será minimizado pela imprensa, porque o placar foi 2 a 0. Verdade que não gostei e até temi pelo empate. Estratégia errada e arriscada, que ficará escondida pelo placar final.

Das quatro mexidas de Luiz Felipe, duas deram resultados inegáveis, a primeira, já comentada (Luiz Fernando) e a volta de Diego Souza não poderia ter sido melhor. O camisa 29 fez um golaço.

Tabelou com Lucas Silva, resistiu aos trancos e trombadas, avançou e teve a classe para arrematar com êxito. 2 a 0.

O Grêmio venceu com gols de verdadeiros camisas 9. Foram de feituras diferentes, mas bem caracterizadas, reais assinaturas e carimbos de centro avantes.

Penso que os melhores foram Lucas Silva e Rafinha. Chapecó, Borja e Diego Souza foram competentes, quando as oportunidades exigiram.

Agora, duas pedreiras, mesmo sendo em casa.

A tensão prossegue, porém, em menor grau.