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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (48) - Ano 2009


Celebrando o Centenário


                
                  Há acontecimentos que não necessitam da maturação do tempo para se tornarem históricos. Um deles, o Grenal do Centenário.
Em Julho de 2009, o Olímpico com mais de 40.000 torcedores presenciou outra página inesquecível da trajetória do clube que leva três cores no coração de seus aficcionados.
O Imortal quase sempre se deu bem nesses eventos; 10 a 0 no primeiro, 2 a 0 no Campeonato Farroupilha no distante 1935; em 1959, ano do cinquentenário jogou quatro, empatou o primeiro e ganhou os três outros. E assim foi para aquela jornada, desta vez, como "azarão", pois não vencia o Inter há sete partidas. Tite treinava o Coirmão e Paulo  Autuori tentava ajeitar o Tricolor.
Autuori inovou, trocando um zagueiro limitado (William Thiego) por outro zagueiro,  o estreante Mário Fernandes para ocupar a lateral direita o que deu mais poder ofensivo ao time.
Um primeiro tempo que começou com a imposição física e tática dos donos da casa, mas aos 24 minutos, um lançamento longo para a área gremista mudou o rumo do que se desenhava. Souza tentou proteger a pelota, nisso, Nilmar, espertamente fez carga, derrubando o meio-campista, ficando cara a cara com Victor. Com um leve toque encobriu o arqueiro: 0 a 1. O Grêmio se perturbou, porém contou com a perícia de seu camisa 8. Aos 35, Souza bateu com extrema categoria uma falta na meia-lua colorada, falta essa cometida por Guiñazu em Tcheco. Inapelável para Lauro.
No segundo tempo, o domínio azul aumentou e Réver quase desempatou. A defensiva colorada se mostrava competente, no entanto, aos 25 minutos, Máxi Lopez, de cabeça, cumprimentou o arqueiro vermelho, após aparar rebote de uma bomba de Rever que estourou no peito de Guiñazu, postado em cima da linha fatal. A bola se ofereceu para o toque pronto do argentino.
O Grêmio ganhou com Victor; Mário Fernandes (Makelele), Rafael Marques, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adilson, Souza e Tcheco; Herrera (Jonas) e Máxi Lopez.
O Internacional contou com: Lauro; Bolívar (Danilo Silva), Índio, Sorondo e Kléber;Sandro, Guiñazu, Andrezinho (Giuliano), D’Alessandro; Taison (Alecsandro) e Nilmar.
Leonardo Gaciba da Silva com Altemir Haussman e José Franco Filho conduziram o espetáculo.
O último capítulo do primeiro século do Grenal acabou tal qual a primeira página: O “Era Uma Vez...” ficou igual ao “Fim” dos grandes clássicos.
 Deu Grêmio, outra vez.

domingo, 7 de julho de 2013

Opinião






O Que Eu Diria Para A Comissão Técnica

            A maioria da torcida sonha em bater um papo com quem assume a batuta do vestiário e casamata de seu time; comigo não é diferente.
                Se eu pudesse falar com os novos responsáveis pelo comando técnico do time diria que o clube vive um momento especial, onde ocupa a cadeira principal, o maior dirigente gaúcho de todos os tempos; também que é inevitável (e saudável) assumir a nova casa, moderna e de maior funcionalidade. Além disso, a “população tricolor” não para de aumentar; avança em todos os locais do planeta. Por fim, que Renato vai encontrar um time já bem desenhado, necessitando pequenos retoques, alguns deles que independem dos nomes que entrarão em campo, mas de mexer com o estado anímico. Vai ter um grupo muito bem preparado fisicamente e com líderes que aparentemente são de boa índole, os chamados “líderes positivos”.
                Dentro de campo, ele terá uma defesa bem constituída desde o ano passado, que sofre poucos gols e um goleiro que enquanto esteve em campo com o time principal, perdeu apenas três jogos: Caracas (2 a 1), Santa Fé (1 a 0) e Atlético Mineiro (2 a 0), todos distantes do Olímpico/Arena. Uma defesa jovem que vai crescer em entrosamento e experiência. Uma boa herança do comando anterior.
                No coração da equipe, jogadores rodados, independente da idade, casos de Riveros, Souza, Adriano, Elano, Zé Roberto e outros que carregam as nossas esperanças de futuros craques, Guilherme e Mateus Biteco, Maxi Rodriguez.
                Na frente, Renato vai ter que acertar o “passo” de Kléber, Barcos e Vargas. Colocar de prontidão os meninos Yuri Mamute e Lucas Coelho, pois aí (ataque) reside a nossa maior preocupação. A origem da inoperância ofensiva está nestes nomes? Creio que não; há necessidade da bola chegar com mais rapidez e mais “redonda” para eles.
                A Direção parece ter consciência disso e está atrás de um “antigo 8”, aquele jogador que poderá abastecer os atacantes mais agudos, além de chegar mais a área. Fala-se em Cícero, não sei como está agora, mas o perfil é este.
                Gostaria de ver a passagem alternada à frente e de mais qualidade dos laterais; isto ajudaria muito o poder ofensivo.
                Enfim, não falta muito para o Grêmio se juntar aos dois ou três times que atualmente são apontados como favoritos ao título.

sábado, 6 de julho de 2013

Opinião





...E A Bola Apanhou Muito
 
              
Para início de conversa, Renato tem muito pouco a ver com o futebol escasso de hoje. Quatro dias de treinos é quase nada.
Vale a pena tratar do primeiro tempo? Acho que não. Sobrou muito pouca coisa. Pior que o Tricolor, só o Furacão. Curiosamente, até a posse de bola foi 50% para cada um.
               Na etapa final, houve uma singela evolução, mas nada que pudesse chamar de superioridade sobre o adversário. A defesa que controlava o modesto ataque paranaense, vacilou e infelizmente, ninguém acompanhou a subida do lateral esquerdo Pedro Botelho, deixando dois contra um  em cima de Moisés. Uma bomba cruzada indefensável.
               Aí pintou um aspecto positivo, um diferencial que me levou a dizer que, dada as condições da partida, ganhamos um ponto; ou seja, o Grêmio reagiu. Barcos que seguia lutando quase só, fez jogada pessoal e repetiu o lance do gol do CAP, pé esquerdo forte, cruzado, igualmente sem chances para o arqueiro.
               Individualizando, gostei do Dida, Moisés, Bressan, Adriano. Zé Roberto só jogou bem, após o 0 x 1. Uma menção para Maxi Rodriguez que entrou bem. Barcos fez o que se espera de um centro-avante.
               Decepcionaram: Souza, Guilherme e Vargas; parcialmente, Zé Roberto. Werley e Alex Telles não comprometeram.
               Renato vai ter trabalho, mas nada que o assuste. Trabalho hercúleo foi aquele de 2010.
 
 

Olímpico Eterno


E o Olímpico Já Está Deixando Saudades

                        O nosso colega Guilherme esteve no Olímpico Monumental e registrou em fotos a visita, que gentilmente compartilha conosco. Olhando para elas, tenho certeza que todos nós, tricolores, já sentimos saudade da nossa velha casa. Obrigado, Guilherme!






sexta-feira, 5 de julho de 2013

O retorno do Guerreiro Imortal?

André Lima pretende deixar o futebol chinês e prioriza retorno ao Grêmio

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/esportes/gremio/noticia/2013/07/andre-lima-pretende-deixar-o-futebol-chines-e-prioriza-retorno-ao-gremio-4191063.html

 Hoje o Grêmio só conta com o Barcos como centro-avante de referência e parece pretender se desfazer de Kléber.

A dificuldade na contratação de A.L. seria o alto salário que recebe.


Fica a pergunta, valeria a pena investir no atleta que viveu o seu melhor momento com Renato?


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Opinião






A Maior Virtude Daquele Grêmio de 2010

Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Vilson, Fábio Rochemback, Douglas e Lúcio; Jonas e André Lima. Esta era a equipe de Renato no Brasileirão de 2010; equipe que saiu da zona do rebaixamento para o quarto lugar em pouco mais de um turno. Qual o segredo dela? Qualidade técnica? Sim e Não, Raça? Pode ser, mas já tivemos outras formações raçudas e não fomos tão bem assim.
Pois eu arrisco dizer que a principal, não a única, virtude que Renato impôs ao grupo foi a confiança. Com ela conquistada, os atletas passaram a não temer arriscar; dentro e fora do Olímpico. Aí o futebol individual cresceu a ponto do treinador colocar no coração do time um zagueiro improvisado de volante, um lateral como meia esquerda e assim foi ele (Renato) extraindo do seu grupo o máximo possível. O que afirmo é tão verdadeiro que Gabriel, Vilson, Rochemback, Lúcio, Jonas, André Lima, Paulão, Rafael Marques e Douglas jamais repetiram desempenhos idênticos no Grêmio ou em outra agremiação. Acrescentaria nessa lista o ex-júnior Adilson e Diego Clementino. Diria que apenas Victor e Fábio Santos mantiveram ou subiram de produção sem o ex-camisa 7 tricolor.
Foi um momento mágico de tremenda compreensão de coletividade, de solidariedade que era difícil dizer quais eram os craques da equipe.
Luiz Felipe fez isso em 2002, repete agora a sua “família”, talvez Renato também tenha em mente o que acertou em 2010 e onde há necessidade de correções. A seu favor, conspira a maior qualidade do elenco que tem em mãos neste momento.
Há dois dias atrás, completou-se 5 anos da perda da LA nos pênaltis no Maracanã pelo Flu. Fui ler sobre a partida e vi que o Pó de Arroz manteve 100% de aproveitamento em casa. O time tinha Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luis Alberto e Junior César, Ygor, Arouca, Tiago Neves e Conca; Cícero e Washington, mais Dodô e Roger Flores no banco. Um time muito bom, mas acho que não era melhor que o que Renato recebe de Koff.  Basta ganhar confiança.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Opinião






O Apanhado da Quarta-Feira


Fazendo um levantamento das notícias de hoje, vê-se que Renato manteve o time montado por Luxemburgo no que tange a nomes, exceção de Pará e Elano, suspensão e lesão, respectivamente, mas começa a dar uma nova movimentação, onde Zé Roberto aparece mais avançado, Biteco e Souza em cada "corredor" das meias, mais liberados e prudentemente, segurando Adriano à frente dos zagueiros. Com Luxemburgo, Elano era o mais avançado. Os laterais (sempre me amparando nas notícias da internet) subiram com desenvoltura e assim saiu o primeiro gol, Barcos aproveitou cruzamento realizado por Moisés, pela direita e cabeceou.
No segundo tempo, onze novos atletas e o placar foi repetido, desta feita o cruzamento veio do lado esquerdo por Marco Antônio com Kléber, também de cabeça.
Fora das quatro linhas, o Tricolor encaminha a saída de Fábio Aurélio e Welliton, mostrando que o clamor de boa parte da torcida era justo, pois, independente de serem atletas de ponta ou não, infelizmente não houve resposta satisfatória. Assim é a vida. Jô está aí para exemplificar.
Renato começa a pacificar a torcida e mídia, pois ninguém lembrou que o treino foi fechado, tal qual o jogo-treino anterior, o de sábado. É outra de suas facetas.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Opinião







As Expectativas Que Renato Gera


Renato chegou e já está trabalhando forte. Pelo que deixou transparecer, mantém a equipe que está jogando com as inevitáveis baixas da lateral direita e uma possível lesão de Elano. É prudente, pois diante de um insucesso, ainda ficará a impressão que é consequência do trabalho anterior, além de manter o entrosamento da equipe, minimizando  os riscos de mais mudanças  além da sua.
Lendo os comentários dos colegas, vi que o histórico recente da passagem dele pelo Tricolor em 2010, permitiu conclusões de prós e contras que não vou enumerar aqui, pois já estão no blog; ou melhor, vou expor de forma mais direta os prós, pois é a hora de ser otimista:
a)      Dida, Pará, Werley, Elano, Adriano e Zé Roberto,  titulares muito vinculados à figura  de Luxa, terão motivação para provar que não era  casuísta está condição de estarem entre os 11
b)      Marcelo Grohe, Saimon e Kléber, que um dia foram titulares, também se sentirão desafiados a reconquistar o espaço que parte da torcida pensa ser deles
c)       Bressan, Alex Telles, Guilherme Biteco e todos os demais juniores que ouviram muito as histórias e a trajetória de Renato, se sentirão motivados para, pelo menos, parcialmente, reproduzirem os passos do nosso eterno camisa 7, além da possibilidade de contar no futuro para os netos que trabalharam com a lenda
d)      Riveros, Maxi Rodriguez e Vargas terão atenção especial pela condição de estrangeiros que vão enfrentar um obstáculo a mais que o resto do grupo
e)      Deixei para o final, Barcos, pois já está há mais de uma temporada no Brasil, granjeou de cara a simpatia da massa tricolor e representou com mais evidência o descontentamento do vestiário com o comandante técnico demitido, portanto, as suas baterias devem estar mais recarregadas do que a dos outros.
           Da torcida não precisamos mencionar nada, pois a (imensa) maioria está envolvida positivamente com a ação da Direção. Faz bem; o crédito deve ser dado. Até porque as alternativas viáveis não eram nada empolgantes.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Redenção

Rápido - como deve ser - o nosso comandante maior anunciou aquele que será o nosso treinador pelo semestre vindouro.
Das perguntar que formulei algumas foram respondidas, outras não.
Qual o perfil definido? Antes de um estretegista com vastos conhecimentos táticos e técnicos, um motivador capaz de agregar clube e torcida.
Quais as expectativas? Sinceramente não sei se haverão conquistas ou se ficaremos melhor colocados com Renato, até acredito que no brasileirão, em específico, o Luxemburgo nos daria mais chances de vitória ou vaga, de qualquer forma torço por este ídolo que - como bem lembrou o Bruxo - é acima de tudo gremista.
Seis meses e apoio do homem forte do clube é tempo suficiente para esclarecer dúvidas e demonstrar, vez por todas, se Renato pode um dia entrar no seleto grupo dos grandes.
Que venha Renato e que seja muito bem vindo para se redimir dos erros do passado e transformar o nosso futuro.

Obs: E como sói em acontecer a corneta já come solta...

domingo, 30 de junho de 2013

Opinião




O Novo "Professor"
 
Agora é buscar um novo treinador. Koff & cia. tem uma grande chance de alterar o estado anímico do elenco e torcida com a troca do comandante do vestiário.
Começam as especulações e como todo o torcedor, também vou dar meus pitacos; antes, dizendo que não é tarefa fácil para a Direção, pois numa leitura rápida pelo noticiário e aqui no blog com meus amigos, vejo que “pululam” nomes. Assim mesmo, torcida e crítica “especializada” estão agindo de forma idêntica.
Descartando Muricy pelo preço e pela sua vontade de descansar, acho que Roger, Cristóvão e Renato, nessa ordem, são as melhores alternativas.
Conhecemos os três. Roger pode vir a ser aquele treinador que, após anos de estudos e observações se consagre no clube que o projetou, como foi o caso do próprio Muricy, que ficou meia década assessorando Telê Santana. Verdade que teve que rodar um pouco antes de comandar efetivamente o Tricolor paulista. O Coritiba apostou num interino e, dentro da realidade coxa-branca, está se dando bem.
Renato dispensa comentários. Já mostrou belos trabalhos no Fluminense quando ganhou uma Copa do Brasil e perdeu nos pênaltis uma LA.
Vou me deter mais em Cristóvão que os mais jovens só estão descobrindo agora. Pois ele que tem a mesma idade do que eu, já no campeonato brasileiro de seleções lá na virada dos 70 para 80, era o centro-avante da representação baiana e se a memória não me trai, era o seu capitão.
Depois foi “baixando”, virou ponta-de-lança do Flu e Corinthians e veio para o Grêmio em 1987 com Luiz Felipe. Não se deu bem; ano seguinte, Otacílio Gonçalves da Silva Júnior o recuou para meia-esquerda e ele se transformou no cérebro do famoso Grêmio-Show, um time muito bom. Cristóvão voltou à Seleção com 29 anos naquele 1988, digo voltou, porque na base das Seleções, era frequentador usual. Eu morava em Porto Alegre nesta época e fui testemunha “ocular” do seu bom futebol.
Foi também um dos jogadores que vi emitirem opinião sobre a vida política brasileira, juntamente com Ricardo Gomes nos conturbados anos de ditadura militar, aliás, seu parceiro na campanha de sucesso no Vasco.
Como treinador, recupera o Bahia nesta temporada e já deu uma “sapecada” no Coirmão, recentemente.
Então, é isso! Roger, Cristovão e Renato. É por aí presidente. As opiniões, chutes, pitacos, etc... são nossos, o risco é seu. Boa Sorte na escolha.
ET: Dos promissores, acredito em Marcelo Martelotti e Flávio Campos, apenas que para uma continuidade ascendente em suas carreiras, não devem “queimar etapas”. Precisam de um Bahia, Coritiba, antes de assumir um clube maior.