Pequenas Histórias (48) - Ano 2009
Celebrando o Centenário
Há acontecimentos que não necessitam da maturação do tempo para se tornarem históricos. Um deles, o Grenal do Centenário.
Em Julho
de 2009, o Olímpico com mais de 40.000 torcedores presenciou outra página
inesquecível da trajetória do clube que leva três cores no coração de seus aficcionados.
O Imortal quase sempre se deu bem nesses
eventos; 10 a 0 no primeiro, 2 a 0 no Campeonato Farroupilha no distante 1935;
em 1959, ano do cinquentenário jogou quatro, empatou o primeiro e ganhou os
três outros. E assim foi para aquela jornada, desta vez, como
"azarão", pois não vencia o Inter há sete partidas. Tite treinava o
Coirmão e Paulo Autuori tentava ajeitar
o Tricolor.
Autuori inovou, trocando um zagueiro
limitado (William Thiego) por outro zagueiro, o estreante Mário Fernandes
para ocupar a lateral direita o que deu mais poder ofensivo ao time.
Um primeiro tempo que começou com a
imposição física e tática dos donos da casa, mas aos 24 minutos, um lançamento
longo para a área gremista mudou o rumo do que se desenhava. Souza tentou
proteger a pelota, nisso, Nilmar, espertamente fez carga, derrubando o
meio-campista, ficando cara a cara com Victor. Com um leve toque encobriu o
arqueiro: 0 a 1. O Grêmio se perturbou, porém contou com a perícia de seu
camisa 8. Aos 35, Souza bateu com extrema categoria uma falta na meia-lua
colorada, falta essa cometida por Guiñazu em Tcheco. Inapelável para Lauro.
No segundo tempo, o domínio azul aumentou
e Réver quase desempatou. A defensiva colorada se mostrava competente, no
entanto, aos 25 minutos, Máxi Lopez, de cabeça, cumprimentou o arqueiro
vermelho, após aparar rebote de uma bomba de Rever que estourou no peito de
Guiñazu, postado em cima da linha fatal. A bola se ofereceu para o toque pronto
do argentino.
O Grêmio ganhou com Victor; Mário
Fernandes (Makelele), Rafael Marques, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adilson,
Souza e Tcheco; Herrera (Jonas) e Máxi Lopez.
O Internacional contou com: Lauro; Bolívar
(Danilo Silva), Índio, Sorondo e Kléber;Sandro, Guiñazu, Andrezinho (Giuliano),
D’Alessandro; Taison (Alecsandro) e Nilmar.
Leonardo Gaciba da Silva com Altemir Haussman
e José Franco Filho conduziram o espetáculo.
O último capítulo do primeiro século do
Grenal acabou tal qual a primeira página: O “Era Uma Vez...” ficou igual ao “Fim” dos grandes clássicos.
Deu Grêmio, outra vez.





