Cadê a intensidade? Cadê a transparência?
Todos sabem que eu não critico por criticar, elogio naturalmente jogadores que considero insuficientes para o Grêmio se na partida em questão, eles forem bem. É justo. Até em jornadas infelizes, mas o time indo bem, eu elogio, vide (Falha tira vitória do Grêmio), então, quando é a hora de descer a lenha, desço sem constrangimentos. Vamos lá.
O que se viu diante da dupla Fla-Flu no Maracanã foi constrangedor. E eu escrevo sem receios de errar, quando afirmo que a postura covarde, sua orientação veio da casamata, veio do vestiário. Ocorreu isso diante do São Paulo, só que naquela ocasião, pareceu que o time ainda tinha resquícios do comando de Luiz Felipe, mas e agora?
Nós, torcedores e a mídia, ficamos surpreendidos com os avanços, a tal intensidade que Roger implementou; mas é uma intensidade seletiva; é para certos jogos. Isto é um questionamento que faço.
E a transparência do título? Bom, se eu tinha dúvidas, ontem, ouvindo o Roger Flores, nosso ex-camisa 10, comentarista do Sportv, que não está "contagiado" pelo clima da nossa querência, por mais de uma vez disse que o goleiro Tiago é jovem, inexperiente e que não domina certos fundamentos, especificamente, a saída do gol; não tenho mais, há algo de podre na escolha de certos jogadores.
Pois bem, Bruno Grassi foi eleito com méritos, o melhor de sua posição no Gauchão, à frente de Luiz Muller, Eduardo Martini e dos consagrados Alisson e Marcelo Grohe. Nenhuma injustiça, nada de bruxismo.
O Grêmio, ciente que seu titular iria para a Copa América, trouxe Grassi, porque achava (e hoje sabemos que estava certo) seus goleiros oriundos da base, inexperientes. Foi para isso que o Grêmio superou concorrentes e trouxe o goleiro do Cruzeiro. Luiz Felipe deve ter trocado ideias com o treinador de goleiros, antes da efetivação de Grassi para o elenco.
Felipão caiu e como por encanto, sem jogar uma única partida, Bruno Grassi passa a ser reserva do reserva de Marcelo Grohe, portanto, atrás de um dos inexperientes, que motivaram a sua vinda para o Imortal.
Afirmou-se que Tiago nos treinos estava melhor preparado; pois bem, terminei de ler a biografia de Afonsinho, craque e médico, que subverteu a relação dirigentes/jogadores na questão do passe. Ele jogou com Gerson, Garrincha, Pelé, Zico e admirava Didi, o craque do Botafogo e Seleção, pois, Didi cunhou uma frase atualíssima: "Treino é treino, jogo é jogo"; justo ele que era avesso "a se matar" em treinamentos, mas era o maestro de suas equipes ao longo de sua carreira vitoriosa.
Conheci vários matões de treinos, dois deles: Renato Portaluppi e Romário e vários "leões de treinos", aqueles que rebentavam nos coletivos e afundavam em jogos.
Bruno Grassi não sei se é suficiente para ser titular do arco gremista, ninguém sabe, quem disser que sabe estará faltando com a verdade, será apenas chute; mas é incompreensível que ainda não tenha estreado, quando vemos o titular e primeiro reserva afundarem em bolas comuns. Grohe, apesar da Seleção, a mesma Seleção que convoca Gefferson do Coirmão, teve as críticas amainadas pelas grandes defesas na decisão contra o Criciúma, mas não faz um bom ano.
Desta forma, o Tricolor está conduzido por pessoas, que não estão priorizando o clube. O que justifica a preterição de Raul, Júnior, testar Maxi Rodríguez, testar Bruno Grassi ou pior, contratar Vitinho?
Será que somando o que se paga para Braian, Vitinho e Bobô, não daria para trazer um centro-avante inquestionável? O Flamengo "enlouqueceu", contratando Guerrero, mas já está subindo na tabela, o mesmo ocorre com o Galo de Lucas Pratto e o Palmeiras de 5 grandes centro-avantes.
Encerrando, o Tricolor teve os melhores dias para acertar o passo; o aditivo anímico com a desclassificação do Coirmão na LA, a passagem de fase na Copa do Brasil, dois adversários diretos e "batíveis", um em casa, outro, atrapalhado com a estreia de Ronaldinho e entra Agosto melancolicamente.
Infelizmente, Bolzan Jr e Roger começam a perder o crédito com a massa.