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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

opinião




O diferencial de Roger

Ontem, Roger mostrou um grande diferencial: Quando o Tricolor estava metendo 3, o jovem treinador começou a mexer o time, fazendo incluir Fernandinho e Bobô nos lugares de atacantes, no caso, Pedro Rocha e Luan., 

A mexida propiciou a ampliação do placar, elevando o resultado de goleada para o patamar de goleada histórica. 

No Grenal 375 de Março de 2009, o Inter estava ganhando por 1 a 0, o Grêmio pressionando; Alex Mineiro empatou, neste momento, o treinador gremista, Celso Juarez Roth, imediatamente, ainda na comemoração do gol, mandou aquecer o zagueiro ex-júnior Héverton e retirou o ala Jadílson, o que me causou uma profunda revolta, porque era lógico, que o estado anímico da partida recomendava a manutenção da intensidade gremista. Desta forma, chamou o adversário para o seu campo. O resultado: 2 a 1 para o Coirmão.

Recentemente, o Grêmio ganhava da Ponte Preta por 3 a 2 na Arena, o time campineiro com 10 e o Tricolor se encolheu; todos sabemos, porque foi na estreia deste Brasileiro; o Imortal deixou empatar no último segundo, porque recuara demais e abdicara de jogar.

Voltando ao jogo de ontem, se Roger tivesse no intervalo, retirado um atacante para colocar um volante ou um terceiro zagueiro, provavelmente ganharia o Grenal, 2 x 0, talvez 2 x 1 tomando sufoco. E o que diriam os entendidos da mídia, sempre elogiando o vencedor?

Provavelmente, que o treinador agiu certo, fez a leitura correta, colocou duas linhas de quatro e abortou qualquer chance de reversão de placar pelo oponente. 

Roger fez o que nós, torcedores, desejamos sempre, isto é, não desistir da partida.

domingo, 9 de agosto de 2015

Opinião



Goleada histórica em rodada perfeita

Um dia fora de série para nós, os gremistas. Exatos nove meses passados, o Tricolor goleia novamente em Grenais, desta vez, "aprimorando" a goleada.

Escrevi durante a semana, que havia uma sensação de favoritismo azul, mas isso, sempre é perigoso externar, no entanto, eu não consigo me segurar no teclado; mesmo com o risco de pagar um mico, escrevi que o Imortal era o favorito. Quando soube, que o camisa 10 vermelho, prudentemente, "sentiu uma lesão", ali, eu tive a certeza que, como dizia sabiamente o Barão de Itararé, havia mais coisas no ar do que simples aviões de carreira no céu colorado. 

Não é uma goleada, é uma tatuagem que não sairá. 5 a 0 é placar que ocorre de 50 em 50 anos. Hoje, com certeza, vivemos um clássico, que os nossos netos perguntarão como foi, o que cada um dos avós estava fazendo durante o desenrolar da partida. Um dia dos Pais inesquecível para gremistas e colorados, também.

O futebol é maravilhoso pela disparidade de como o vemos. Eu não consigo acreditar que alguém não veja qualidade em Luan. Como é que alguém que vive de escrever sobre o esporte bretão consegue classificá-lo de "clássico moscão"? O cara lidera a Bola de Ouro. Em todo o jogo, ele faz pelo menos uma jogada diferente.

Luan hoje foi bem acompanhado por todos. Os três que retornaram Grohe, Marcelo Oliveira e Giuliano associados ao ingresso de Edinho, pareciam que vinham jogando.

Fernandinho foi o responsável pelo 5 x 0, pois o Grêmio parecia ter optado pela manutenção dos 3 x 0, quando o ponta ingressou. Ele transformou uma goleada numa goleada histórica.

Máxi Rodriguez entrou para ganhar o bicho e fazer história. 

Galhardo, Geromel e Erazo muito sérios. Giuliano e Douglas muito bem, apesar da perda do pênalti pelo nosso camisa 10. Giuliano marcou um golaço de fora da área, algo raro em sua carreira.

Pedro Rocha oscilou e Bobô mostrou presença no quinto gol. Vão melhorar.

Roger é o grande condutor do grupo, Bolzan Jr. entra para a história dos Grenais, porque 5 x 0, provavelmente não se repetirá nos próximos 40 anos; aconteceu na sua gestão.

Ganhar clássico é otimo,  ganhar clássico e ingressar no G 4 é ótimo, mas ganhar clássico por diferença de cinco, algo que eu com mais de meio século de "primaveras", jamais tinha visto; isto não tem preço, é mais do que ótimo.

Peço licença a todos para mandar um "abraço cósmico" ao meu querido pai, que deve estar fazendo festa onde ele estiver. Obrigado por me tornar gremista, pai.

PS: Passados dois dias, uma correção indispensável; Maicon não foi citado na crônica, esqueci. O capitão gremista fez uma de suas melhores partidas, inclusive, jogando mais rápido e com seu já conhecido acerto de passes.


sábado, 8 de agosto de 2015

Opinião




Grêmio precisa retomar o caminho das vitórias

Tudo bem que Grenal é Grenal, que outros componentes ausentes em grandes jogos costumam se apresentar nessa hora, os tais "condimentos" apimentados que a rivalidade regional contém; mas o Tricolor se atrasou na tabela.

Recém cheguei em casa e por onde passei, percebi que há uma expectativa positiva por parte da gremistada. É um sentimento de esperança, algo diferente dos últimos Grenais.

O time parece que vai apenas com o desfalque de Wallace, sabido desde o jogo anterior, portanto, houve tempo razoável para Edinho se entrosar. Grohe, Giuliano e Marcelo Oliveira vinham jogando e conhecem o jeito da equipe atuar, não é novidade para nenhum deles.

Além disso, a turbulência do clássico mudou de endereço nos últimos dias, geralmente era o Grêmio que chegava em desvantagem anímica nos confrontos. Dá para incluir no pacote de boas notícias, a chance de estreia de Bobô. Se isso vai ser bom ou ruim, não se sabe, mas é uma possibilidade extra se comparada com os jogos passados.

Encerrando: O Grenal vale o mesmo número de pontos de qualquer outro enfrentamento, mesmo que seja um clássico e tudo que disso decorre, entretanto, a ideia de vencer e avançar, não pode ser renegada.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (91) - Ano - 1985


O Grenal dos Bad Boys

Fonte: Zero Hora


1985 foi um ano especial para o Brasil e em particular, para mim. Após 21 anos de ditadura, tivemos um presidente eleito (mesmo que por via indireta), Tancredo estava escolhido e eu, após um estágio no mês de Dezembro, acabei me mudando para a capital.

21 de Abril, um Domingo, marcou a minha chegada a Porto Alegre; marcou também, a morte do político mineiro, o Brasil sofria então, novo revés no seu destino com a ascensão do vice presidente, um intruso na democracia sonhada pelo povo brasileiro.

Pois, entre o fim do meu estágio e a minha promoção,  ocorreu o Grenal pelo campeonato brasileiro, jogado no Olímpico, dia 10 de Fevereiro com grande atuação dos ponteiros, Renato, o direito e Ademir, o esquerdo, especialmente o primeiro que foi eleito o melhor em campo. Outro destaque, o menino Valdo de intensa movimentação. Ficava a pergunta; como tirá-lo para a colocação de Alejandro Sabella, recém contratado?

Até hoje, portanto, 30 anos passados do evento, eu nunca entendera porque Ademir, um ponteiro raro, diria completo, não ficou uma ano no Tricolor? Obtive a resposta, pesquisando para esta "Pequenas Histórias": Perto dele, Renato torna-se um "bad boy light", diria, quase um seminarista. Vou lhes contar um pouco da vida do erechinense Ademir Padilha.

Aos 20 anos brilhou na Caçadorense, time pequeno de Santa Catarina, fez tanto sucesso que foi para o Joinville no início dos 80; aqui, reproduzo parte do texto do site www1.an.com.br, para se ter uma ideia do que Ademir fazia com os adversários: "...Em março de 80 Nelsinho jogava no Santos e o JEC apareceu na Vila para disputar uma partida do Brasileiro. Padilha arrancou do meio do campo, velozmente, carregando a bola, em zigue-zague, rente à lateral. No terceiro drible, Nelsinho foi parar no alambrado, de cócoras. Driblando no espaço correspondente ao diâmetro de uma mesa, Padilha era predador." Esse Nelsinho é o atual Nelsinho Batista. Quando atleta, era conhecido como Nelson (Ponte Preta, São Paulo e Santos).

Ainda utilizando texto do mesmo site, dá para ver que o cara era barra pesada: "...Gostava de um pileque e, quando bebia além da conta, pobre da mulher. Ademir chegava em casa quebrando pratos, chutando móveis e ai de quem atravessasse seu caminho. Em Joinville, deu e apanhou da polícia, fechou um prostíbulo na "Benjamin Constant" e não pagou a conta. Bateu em dois "seguranças", quebrou garrafas, pintou o sete...". Esse era Ademir, o Predador. Morreu aos 37 anos na maior miséria.

Vindo do Joinville,  à época, a maior transação da história do futebol catarinense, Ademir teve seus dias de glória no Tricolor, um desses foi o clássico 273, vencido pelo Imortal com gols dele e de Renato, 2 a 0 para o time treinado por Rubens Minelli e Gilberto Tim na preparação física.

O Inter era tetra campeão gaúcho e base da Seleção Olímpica, vice-campeã em 84 em Los Angeles; portanto, era favorito para o "derby" porto-alegrense.

O Grêmio utilizou Mazaropi; Ronaldo, Baidek, Luis Eduardo e Casemiro; China, Luis Fernando e Valdo; Renato, Roberto César e Ademir. Entraram ainda o centro-médio Sérgio Peres (mesmo estilo de Dinho, Sandro Goiano) e Tarciso.

O Inter de Gilmar; Luis Carlos Winck, Aloísio, Mauro Galvão e André Luiz; Ademir Kaeffer, Luis Freire e Rubén Paz; Jussiê, Kita e Silvinho, substituído por Paulo Santos. O treinador era Otacílio Gonçalves da Silva Júnior.

Os gols ocorreram na segunda etapa, goleira da esquerda das sociais: Aos 14 minutos, Renato driblou Ademir Kaeffer e Mauro Galvão, cruzou forte sobre a zaga vermelha e a bola se ofereceu para Ademir, que bateu de primeira no canto direito de Gilmar.

Logo, aos 19, Renato, que estava sendo observado pelo treinador da Seleção Brasileira, o mestre Evaristo de Macedo; lançado, invadiu pela direita, ingressou na área e soltou uma bomba; a bola ainda tocou no arqueiro vermelho e entrou no ângulo superior esquerdo (vide foto acima).

Mais de 32 mil pessoas assistiram esta vitória, que teve Carlos Martins como árbitro.

Um vitória incontestável, cuja lembrança, sempre me remeteu àquele ponta veloz, driblador, de chute forte e preciso, que, infelizmente, não conseguiu enganar os adversários de fora das quatro linhas.

Nesta crônica contei como fonte, os arquivos do amigo Alvirubro, os dados do cd rom da Placar, mais os sites www1.an.com.br e noticiahoje.net.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Opinião




O fato novo

Pois não é que pintou um acontecimento inesperado, possibilidade que eu aventei na crônica de início desta semana, mais exatamente, no terceiro parágrafo? Vide (A Balança pende para o lado Tricolor).

A demissão de Diego Aguirre vai afetar os sentimentos do clássico; não sei qual exatamente o estrago que fará; mas é evidente que ambos os lados não ficarão insensíveis à saída do comandante vermelho há 3 dias do Grenal.

Interessante as reações diferentes da Imprensa; desta vez, concordo com a de Nando Gross, Rádio Guaíba, quando afirma que o novo treinador já está escolhido e foi anunciado antes de Domingo, por um motivo muito fácil de visualizar: Como Grenal é Grenal, frase imortal de Ildo Meneghetti, não estaria proibida uma vitória retumbante vermelha com Aguirre na casamata; e aí? Como demiti-lo?

Então, libera o homem, coloca-se um interino e joga-se para os locatários, o favoritismo do clássico.

Pode dar certo; vai depender do Grêmio assimilar a mudança encarnada e enfrentá-la com o devido respeito e muita atitude.




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Opinião



O caminho na Copa do Brasil

O sorteio que definiu os cruzamentos das oitava-de-final, em tese, não foi ruim para o Tricolor.

Melhor que pegar o Coritiba, somente se fosse o Figueirense, pois, ele se equivale ao Coxa, é mais perto e o Grêmio teria metade do estádio torcendo para ele; mas isso seria pedir demais.

O segundo jogo ficou para a Arena; contra o Coxa pode ser uma vantagem, outro adversário, talvez não. 

Olhando para os demais cruzamentos, vejo que o Inter pode se complicar diante do Ituano, caso não faça um resultado de vitória em casa. Clubes pequenos na Copa do Brasil, costumam fazer estragos.

Outro fator interessante: Vários grandes "se matarão", isto é, Flamengo, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Santos e Corinthians; destes 6, sobrará a metade. O Fluminense pode ter dificuldades diante do Paysandu, pela distância e empolgação dos nortistas. 

Na teoria, o Galo tem maiores facilidades diante do Figueirense. Talvez, São Paulo contra o Ceará, aqui, uma ressalva, vale o mesmo raciocínio que utilizei no confronto Flu x Paysandu, isto é, os nordestinos podem se empolgar e ameaçar a conquista da vaga pelos são-paulinos.

Encerrando, a Direção gremista acenou com a possibilidade de novas contratações, quem sabe, uma passagem para as quartas-de-final possa dar um empurrãozinho na intenção dos dirigentes, por quê não?

terça-feira, 4 de agosto de 2015



Álbum Tricolor (18)


JURANDIR
http://wp.clicrbs.com.br

JURANDIR DE ANDRADE ARRUÉ (1978 a 1981).
Apelido: Jurandir.
Posição: ponta-esquerda e meio-campo.
Data de Nascimento: 11 de setembro de 1951, Porto Alegre-PE.

*Jogos: 116 (74 vitórias; 22 empates; e 20 derrotas). 9 gols marcados.

*Estreia no Grêmio:
13/08/1978 – Grêmio 3x0 Estrela FC - Campeonato Gaúcho
GFBPA: Corbo, Vílson Cereja, Cassiá, Vicente, Ladinho, Vítor Hugo, Yúra (Eurico), Renato Sá, Tarciso (Francisco), Everaldo, Jurandir. Técnico: Telê Santana.

*Última partida pelo Grêmio:
03/05/1981 – Grêmio 1x0 São Paulo FC - Campeonato Brasileiro
GFBPA: Leão, Paulo Roberto, Newmar, Hugo de León, Casemiro, China, Paulo Isidoro, Vílson Tadei (Jurandir), Tarciso, Baltazar, Odair (Renato Sá). Técnico: Enio Vargas de Andrade.

(*) Os dados dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

CARREIRA
Novo Hamburgo-RS (1971 a 1974), Associação Caxias-RS (1974 e 1975), SER Caxias-RS (1976 a 1978), Grêmio-RS (1978 a 1981), América-RJ (1981), Águila-El Salvador (1982), Bahia-BA (1982 e 1983), Brasil/Pel-RS (1983 a 1985), Gaúcho-RS (1984), Internacional-SC (1985 a 1986), Avaí-SC (1986), Hercílio Luz-SC (1986), Internacional-SC (1987), Avaí-SC (1988), Hercílio Luz-SC (1988 e 1989), Bagé-RS (1989 e 1990).

ANO A ANO NO GRÊMIO
1978 - 21 jogos; 11 vitórias; 06 empates; 04 derrotas - 2 gols marcados.
1979 - 52 jogos; 37 vitórias; 08 empates; 07 derrotas - 4 gols marcados.
1980 - 37 jogos; 23 vitórias; 06 empates; 08 derrotas - 3 gols marcados.
1981 - 06 jogos; 03 vitórias; 02 empates; 01 derrota.

GRENAL
Como jogador do Grêmio, esteve em campo em 14 (quatorze) clássicos GRENAL. Duas vitórias, sete empates e cinco derrotas.

TÍTULOS PELO GRÊMIO
- Campeão Gaúcho – 1979.
- Campeão Gaúcho – 1980.
- Campeão Brasileiro – 1981.

Por Alvirrubro

FONTES:
- Revista “Placar”.
- Jornal “Correio do Povo”.
- Jornal "Zero Hora".
- Arquivo Pessoal.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Opinião



A balança pende para o lado Tricolor

Nesta segunda-feira, o dia seguinte do empate do Coirmão contra a Chapecoense graças ao Alisson, somado a derrota do Tricolor, me encorajam a decretar uma ligeira vantagem azul no clássico do Dia dos Pais.

Muitas vezes escrevi que em Grenal não há favorito, mas, por ser na Arena e desconfiar que o estado anímico gremista está menos avariado, acho que para este enfrentamento, o Grêmio chega melhor.

Claro! Tem toda a semana; uma lesão, um acontecimento inesperado, uma venda anunciada na hora errada, algum detalhe extra, isto pode alterar o que penso.

A estreia de Bobô, a vontade de Edinho de mostrar que tem chances para brigar por vaga no grupo titular, os retornos de Marcelo Oliveira e Giuliano, talvez Marcelo Grohe, podem encorpar melhor os 11 azuis do que uma possível recuperação de D'Alessandro, Lisandro Lopéz e especialmente, Anderson e Rever.

Mesmo que o Grêmio venha de poucos triunfos nos últimos jogos, vale lembrar que Alisson vem sendo eleito o melhor do Inter nas 4 últimas jornadas: Tigres, cá e lá, Ponte Preta e Chapecoense. Isso é sintomático.

domingo, 2 de agosto de 2015

Opinião



Cadê a intensidade? Cadê a transparência?

Todos sabem que eu não critico por criticar, elogio naturalmente jogadores que considero insuficientes para o Grêmio se na partida em questão, eles forem bem. É justo. Até em jornadas infelizes, mas o time indo bem, eu elogio, vide (Falha tira vitória do Grêmio), então, quando é a hora de descer a lenha, desço sem constrangimentos. Vamos lá.

O que se viu diante da dupla Fla-Flu no Maracanã foi constrangedor. E eu escrevo sem receios de errar, quando afirmo que a postura covarde, sua orientação veio da casamata, veio do vestiário. Ocorreu isso diante do São Paulo, só que naquela ocasião, pareceu que o time ainda tinha resquícios do comando de Luiz Felipe, mas e agora?

Nós, torcedores e a mídia, ficamos surpreendidos com os avanços, a tal intensidade que Roger implementou; mas é uma intensidade seletiva; é para certos jogos. Isto é um questionamento que faço.

E a transparência do título? Bom, se eu tinha dúvidas, ontem, ouvindo o Roger Flores, nosso ex-camisa 10, comentarista do Sportv, que não está "contagiado" pelo clima da nossa querência, por mais de uma vez disse que o goleiro Tiago é jovem, inexperiente e que não domina certos fundamentos, especificamente, a saída do gol; não tenho mais, há algo de podre na escolha de certos jogadores.

Pois bem, Bruno Grassi foi eleito com méritos, o melhor de sua posição no Gauchão, à frente de Luiz Muller, Eduardo Martini e dos consagrados Alisson e Marcelo Grohe. Nenhuma injustiça, nada de bruxismo.

O Grêmio, ciente que seu titular iria para a Copa América, trouxe Grassi, porque achava (e hoje sabemos que estava certo) seus goleiros oriundos da base, inexperientes. Foi para isso que o Grêmio superou concorrentes e trouxe o goleiro do Cruzeiro. Luiz Felipe deve ter trocado ideias com o treinador de goleiros, antes da efetivação de Grassi para o elenco.

Felipão caiu e como por encanto, sem jogar uma única partida, Bruno Grassi passa  a ser reserva do reserva de Marcelo Grohe, portanto, atrás de um dos inexperientes, que motivaram a sua vinda para o Imortal.

Afirmou-se que Tiago nos treinos estava melhor preparado; pois bem, terminei de ler a biografia de Afonsinho, craque e médico, que subverteu a relação dirigentes/jogadores na questão do passe. Ele jogou com Gerson, Garrincha, Pelé, Zico e admirava Didi, o craque do Botafogo e Seleção, pois, Didi cunhou uma frase atualíssima: "Treino é treino, jogo é jogo"; justo ele que era avesso "a se matar" em treinamentos, mas era o maestro de suas equipes ao longo de sua carreira vitoriosa.

Conheci vários matões de treinos, dois deles: Renato Portaluppi e Romário e vários "leões de treinos", aqueles que rebentavam nos coletivos e afundavam em jogos.

Bruno Grassi não sei se é suficiente para ser titular do arco gremista, ninguém sabe, quem disser que sabe estará faltando com a verdade, será apenas chute; mas é incompreensível que ainda não tenha estreado, quando vemos o titular e primeiro reserva afundarem em bolas comuns. Grohe, apesar da Seleção, a mesma Seleção que convoca Gefferson do Coirmão, teve as críticas amainadas pelas grandes defesas na decisão contra o Criciúma, mas não faz um bom ano.

Desta forma, o Tricolor está conduzido por pessoas, que não estão priorizando o clube. O que justifica a preterição de Raul, Júnior, testar Maxi Rodríguez, testar Bruno Grassi ou pior, contratar Vitinho?

Será que somando o que se paga para Braian, Vitinho e Bobô, não daria para trazer um centro-avante inquestionável? O Flamengo "enlouqueceu", contratando Guerrero, mas já está subindo na tabela, o mesmo ocorre com o Galo de Lucas Pratto e o Palmeiras de 5 grandes centro-avantes.

Encerrando, o Tricolor teve os melhores dias para acertar o passo; o aditivo anímico com a desclassificação do Coirmão na LA, a passagem de fase na Copa do Brasil, dois adversários diretos e "batíveis", um em casa, outro, atrapalhado com a estreia de Ronaldinho e entra Agosto melancolicamente.

Infelizmente, Bolzan Jr e Roger começam a perder o crédito com a massa.




sábado, 1 de agosto de 2015

Opinião



Receita de como perder jogo fácil

Sabem aquele gaúcho que vai ao Rio e começa a chiar, puxar nos "s" para tentar parecer um carioca? Pois, o Grêmio entrou no Maracanã assim; procurando ser mais "acadêmico" do que o Fluminense. Toquinho para um lado, toquinho para o outro, nada de profundidade, chegando à trote nos lances e zero de objetividade. Um arremedo de time.

Olhem para o Galo, pode perder, mas não abdica de jogar da mesma forma. É um padrão, seja com Cuca, seja com Culpi. O Maracanã é neutro, mesmo assim, o Grêmio jogou como time pequeno.

Tirando o Pedro Geromel, o que dizer da zaga que não foi acossada nunca; aqui, um parêntesis: Há dois jogos, um empate e uma derrota, mesmo assim, são dois jogos sem defesas espetaculares, esteve tranquila até o momento em que o adversário fez uma jogada trabalhada, aí vazou e se sai no prejuízo, não reverte.

O Fluminense não jogou nada; quando foi fustigada, sua defesa entregou, só foi salva pelo excelente goleiro e pela incompetência ofensiva, Luan e Pedro Rocha, péssimos.

Individualmente, excetuando Geromel e Edinho (dentro de suas características), os demais ou não jogaram ou não tem bola para vestir a camisa titular do Grêmio.

Aproveito para mandar uma sugestão para o arqueiro Bruno Grassi: Troque de empresário, Bruno, porque depois da atuação irregular, diria assustadora do Tiago, você não ter estreado ainda no Tricolor, é devido a fatores "além treinos". Coisa de bruxismo.