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sábado, 12 de março de 2016

Opinião



Reservas superam o Lanterna

Com um minúsculo público, o Gre-Cruz surpreendeu positivamente, pois o Tricolor entrou com a equipe suplente e o antigo clube da Montanha ocupa(va) a última posição na tabela. 

Positivamente, em especial no primeiro tempo, porque realizaram um jogo movimentado e equilibrado.

A vitória pelo clássico placar (3 a 1) ocorreu pela qualidade individual dos jogadores gremistas, sobretudo, Lincoln, que confirma a sua natural condição de futuro camisa 10 gremista.

Com apenas 17 anos, o hoje camisa 27 liderou a equipe e se transformou no melhor jogador da partida, algo que vem se tornando rotina, quando ele fica em campo em tempo integral. 

Os destaques ficam por conta de Bruno Grassi, que teve uma boa atuação com exceção de uma saída em falso. Sofreu um gol de cabeça dentro da pequena área, mantendo a rotina da zaga titular, mas fez grandes defesas em momentos importantes da partida. 

Bressan, o melhor do quarteto defensivo, Kaio e Thyere discretíssimos, Marcelo Hermes falhou no gol; foi envolvido várias vezes, pois o Cruzeiro inteligentemente, povoou o lado direito ofensivo, trazendo problemas ao lateral gremista. Em compensação, ofensivamente, Hermes deixou Pedro Rocha na cara do gol na marcação do empate.

Jailson e Ramiro foram bem, considerando que jamais jogaram juntos no time de cima, Lincoln, o melhor do confronto.

Fernandinho tem contra si o salário; a torcida olha para ele e vê um jogador caro sem resolutividade. Olhando apenas para o jogo; discreto, mais movimentação do que Bobô e Pedro Rocha, porém, esta dupla marcou os dois primeiros tentos tricolores. Isso é um diferencial.

Henrique, Tontini e Yago não tiveram tempo para mostrar algo que merecesse apontamentos.

Para terça-feira, Lincoln no banco é o mínimo que se pode esperar.




sexta-feira, 11 de março de 2016

Opinião



Aprendendo com os Erros (dos outros)

Infelizmente, a Direção e Comissão Técnica gremistas não aprendem. Na atual situação de seca, não dá para aprender com os próprios erros; terá que ser com os dos outros.

Escrevi no início do ano, que a margem de erro teria que ser zero ou próxima disso em 2016 e usando de novo a mesma expressão, "infelizmente", na primeira chance de fazer lambança, elas (Direção e Comissão) não perderam tempo: Optaram por escalar os reservas na primeira rodada do Campeonato da Liga, diante de um arremedo de time, o Avaí.

 Empatou e entregou de bandeja a vaga para uma semifinal, justamente para o principal rival. Isso aconteceu para preservação dos titulares no enfrentamento  diante do Brasil de Pelotas em Caxias na estreia do Gauchão.

O Avaí ganhou apenas 1 ponto. Foi goleado por 3 a 0 nos demais jogos.

Não satisfeitas, as Direção e Comissão Técnica renovam até 2020, isso mesmo, 2020, o vínculo de Marcelo Grohe, que é um bom goleiro, mas insuficiente para as ambições de um clube da grandeza do Grêmio. Resumo da ópera; temos um goleiro com salário de Rogério Ceni e atuações de Fernando Prass.

Por fim; estão encaminhando a renovação de Marcelo Oliveira, isso não seria nenhum absurdo, se ele não recebesse o status de titular absoluto. Outro que vai ganhar grana e tratamento de craque com atuações de segunda divisão.

Fica difícil acreditar em título com essas atitudes.


quinta-feira, 10 de março de 2016

Opinião



Grêmio patina na Arena

Empate justíssimo, infelizmente.

Olhando o time do Grêmio, ele é modestíssimo do goleiro até o volante para quem deseja botar faixa. Para ficar no quase, serve. Há uma única e fantástica exceção: Pedro Geromel.

Imaginem esse time sem o camisa 3. Seria batido no Grenal e hoje. O cara simplesmente corrige as lambanças de seus pares defensivos, tirando bolas em cima da linha fatal.

Escrevi anteriormente, que o Grêmio tem que se preparar para o segundo semestre. A chance mais próxima de título, ele jogou no lixo por completo despreparo de seus dirigentes e/ou comissão técnica. A chance, repito, era a Primeira Liga, que ele entregou a classificação de bandeja para o principal rival.

Sobre a partida de hoje à noite: Marcelo Grohe sem culpa no gol, pois quando a bola retornava da trave, bateu em suas costas e entrou. Azar do goleiro.

Wesley é novo, promissor, porém, fez uma partida comprometedora defensivamente. Uma avenida pelo seu lado.

Pedro Geromel. Não sei o que faz no Grêmio. Deveria estar no Bayern ou Barcelona. Fred, até o momento; zagueiro para Goiás ou Portuguesa de Desportos. Desse jeito, Bressan virará alternativa importante. Marcelo Oliveira fez um bom jogo. O seu lado não foi tão problemático, mesmo assim, seu nome encerra uma das piores defesas que o clube montou nos últimos anos.

Edinho dentro de seu estilo, muita luta, garra, entretanto, incapaz de sair com uma bola trabalhada. Maicon, um coadjuvante de luxo, quando deveria ser protagonista.

Seguindo; um  trio decepcionante: Giuliano, Luan e Douglas. Talvez o cansaço dos dois jogos anteriores possa justificar a medíocre partida que os três realizaram. Não tenho outra explicação.

Éverton, um bom primeiro tempo, depois sumiu. É garoto, por isso, vai oscilar.

Dos três que entraram, Bobô, Henrique e Fernandinho; o último foi o menos ruim, mesmo assim, com um joguinho inconsequente.

Desta vez, o cansaço e os erros de Roger determinaram uma certa resignação pelo empate. Não foi de todo ruim.

Acredito que o Tricolor se dará melhor, jogando como visitante contra os argentinos.

A meta é não "morrer" na fase de grupos, depois, ajeitar o time para o segundo semestre.


quarta-feira, 9 de março de 2016

Opinião



A Lógica indica Éverton

É apenas mais um pitaco; Roger está lá, conhece o grupo e também o San Lorenzo, mas eu não incluiria Henrique, Bobô ou outro atacante para o lugar de Miller Bolaños. Tenho apenas um nome; Éverton.

Por que? Porque vem numa ascendente. Era o titular até a entrada do equatoriano, portanto, mais entrosado do que os demais citados acima; além disso, tem quatro gols na temporada.

Mais um acréscimo do cearense; ele preenche melhor a volta, isto é, dá mais consistência na zona do primeiro combate defensivo, a tão citada segunda linha de quatro.

Por fim, Éverton ainda é um desconhecido dos argentinos, mesmo com toda a tecnologia e globalização do futebol, tem menos fama do que Luan e Miller Bolaños.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Opinião



Nunca é demais lembrar

Com a mídia se fardando e saindo em defesa de Anderson Daronco (que está de frente para o lance da covarde agressão de William em Miller Bolaños e não tem hombridade de reconhecer na súmula a sua falta de coragem), nunca é demais lembrar a informação do blog de Milton Neves:

http://terceirotempo.bol.uol.com.br/noticias/descubra-para-quais-times-torcem-os-jornalistas-do-rio-grande-do-sul




Opinião

Práticas Desprezíveis

Baixando a poeira, o calor do clássico e seus desdobramentos, vou elencar três práticas desprezíveis, que são rotineiras em nosso pago (para os não gaúchos, em nossa terra).

A primeira é a tentativa imbecil de condicionamento da arbitragem por parte dos dirigentes, no caso de ontem, de gremistas; o tiro saiu pela culatra. Daronco teve uma atuação comprometedora, que determinou o resultado de empate, tentando provar que estava blindado, isto é, nada de condicionamentos para cima dele.

Ele foi decisivo, tristemente decisivo, mas a raiz de tudo esteve na “espertice” dos dirigentes gremistas.

A segunda prática é a do próprio apitador; isto é, alguém acredita que o elenco de árbitros que atuou no Grenal não tenha visto a agressão criminosa de William em Bolaños, quando apenas e tão somente eles estavam no lance? Eles se comunicam pelo ponto eletrônico até para tratar de abobrinhas. NÃO TINHA COM NÃO VER.

Agora vem a falsa malandragem do soprador de apito; faltando dois minutos para o final do jogo, ele expulsa Paulão. Certo! Vai para a história que o Sr. Daronco estava atento à violência do time de Argel (anotem esse nome) e mandou para “o chuveiro" mais cedo, o agressor. Qual a falta mais violenta? O pontapé de Paulão ou o cotovelaço de William? A diferença é que o lance mais grave ocorreu aos três minutos de jogo e aí, bem, aí o juiz se encolheu. Faltou coragem, personalidade. Este procedimento de expulsar atletas nos minutos finais é de uma covardia, um falso escudo contra as críticas. Pior é que funciona. Daronco não vai sofrer nenhuma sanção. Vai até ser elogiado.

Por fim, a terceira prática desprezível; imaginem um lateral do Corinthians Paulista dando aquela cotovelada num jogador do Inter, quebrando em duas partes a mandíbula do atacante. Certamente, uma segunda revolução farroupilha estaria sendo gestada por parte da maioria de nossa imprensa. Ela veria um complô, uma armação para cima do clube da beira do rio.

Hoje, (ela) bradaria por justiça, os tribunais deveriam requisitar imagens do lance. Alguém leu ou ouviu algo parecido? Tudo bem, a Justiça vai atrás, mas a imprensa: Mudez Total.


O “entorno” do futebol, muitas vezes, nos tira do sério.

domingo, 6 de março de 2016

Opinião



O Clássico deficitário

Grenal que só rendeu prejuízos para o Grêmio. Parte do ocorrido é consequência da série de equívocos que a Direção e Comissão Técnica  patrocinaram. Vou explicar:

Tivessem os dirigentes determinado que o confronto diante do Avaí fosse com os titulares e o empate desta tardinha, beneficiaria o Tricolor, pois, ainda que preguiçosamente, a vitória poderia ter vindo no pênalti mal cobrado e no cochilo defensivo do empate. A partida era em terreno gremista; Arena Índio Condá.

 Infelizmente, jogou como se estivesse cumprindo algo parecido com os amistosos das décadas de 60 e 70 em início de temporada, tão comuns nos solos catarinenses. Ali, a primeira burrada.

Vamos a segunda lambança; o que que deu na cabeça dos dirigentes se preocuparem com a arbitragem do Anderson Daronco? O jovem juiz de futebol é da minha terra, figura conhecidíssima, pois seguiu por um tempo apitando no futebol amador, também é filho de um conhecido alfaiate da cidade e posso dizer tranquilamente: ele não é colorado.

Pois bem, não ânsia de provar que não estava condicionado, Daronco não expulsou William que quebrou o maxilar de Bolaños, sonegou uma penalidade máxima no mesmo jogador, portanto, foi condescendente com a violência rubra.

Saindo desta área desagradável da análise; indo para o futebol, o jogo mostrou uma sensível melhora do setor defensivo, sempre pontuado por Pedro Geromel, a melhor figura em campo. 

O meio carece de uma saída mais qualificada, algo que o retorno de Walace ou a efetivação de Kaio (na sua ausência) dará.

Douglas repetiu o bom jogo, assim como Luan, o segundo melhor, Bolaños estava muito bem, dava sinais que desequilibraria o Grenal, até que sofreu a agressão.

Giuliano esteve, porém, gostaria de vê-lo mais próximo do gol adversário. Henrique Almeida, desta vez, entrou mal, mesmo assim, desestabilizou o sistema defensivo colorado, que bateu como o seu treinador batia nos tempos de jogador.

Finalizando, eu tinha certeza absoluta que era impossível o Tricolor emplacar 4 vitórias seguidas, mesmo que jogando em casa. Havia batido Glória e LDU, além disso, o oponente teve uma semana inteira para se preparar.

Agora é Libertadores sem Miller Bolaños, 1 a 0 será goleada contra o San Lorenzo.



sexta-feira, 4 de março de 2016

Opinião



Se eu fosse Roger 

Leio que Fred, Wallace Oliveira e Giuliano tem desconfortos musculares com riscos de agravamento se houver uma carga demasiada nos próximos dias, então o que fazer?

Se eu fosse Roger, pensaria no que é mais relevante, uma vitória "dupla" sobre o Coirmão ou preservação do trio para a outra grande batalha de quarta-feira, diante do San Lorenzo e tomaria a seguinte decisão: Escalaria o trio no Grenal. Iria com a força máxima no clássico.

Pode ser um erro? E se tiver que encarar o confronto da LA com Cadu ou Bressan + o jovem Wesley? Sim, por que não? Não encaramos a decisão contra a LDU em 2013 com este quarteto defensivo: Pará, Saimon, Bressan e Alex Telles? Mais ainda, três destes cobraram os tiros livres na decisão da vaga (Saimon, Pará e Alex Telles).

Continuando, se eu fosse Roger e optasse por preservar Giuliano, Wallace Oliveira e Fred no Grenal, sem temor colocaria Bressan ou Cadu, o menino Wesley na lateral e Lincoln no meio.

Imaginem o lado ofensivo gremista com Luan, Lincoln e Miller Bolaños? Um problema para a turma do Beira-Rio.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Opinião



Prossegue a "Semana Pedreira"

Havia escrito que o Grêmio iria encarar uma "Semana de mais de Sete dias" pela sequência e complexidade dos enfrentamentos na Arena; Glória, sob desconfianças dos últimos resultados, LDU pela inadiável necessidade de ficar vivo na Libertadores, o clássico decisivo pelo inusitado da dupla competição (na pior hora) e San Lorenzo, um dos últimos campeões do torneio; bom, os dois primeiros confrontos foram superados com uma produção ofensiva, que bateu na média de 4 gols por jogo.

Sinceramente, vencer mais dois jogos com o grau de dificuldade que eles apresentam é o menos provável, mas quem "está na chuva é para se molhar"; então, por que não acreditar?

O Tricolor encontrou a fórmula para bater bem a LDU. A fórmula anímica é receita única; já, as questões táticas e técnicas devem ser mantidas com pequenas variações de acordo com os adversários.

A força do elenco é muito importante, mas o diferencial será a torcida. 


Opinião



Satisfaction

Em noite de Keith Richards e seus pares, o Grêmio exibiu performance de Rolling Stones na Arena.

Quem jogou mal no Tricolor? Ninguém. Antes de mais nada, já revelo quem foi o melhor do time para mim: Douglas. 

Levando em consideração a sua condição física e a bolinha que vinha jogando, dá para dizer que o camisa 10 rebentou. Foi o maestro que a torcida sonha.

O time teve atitude, encaixotou os equatorianos no primeiro tempo, Grohe foi um assistente privilegiado; aliás, como deveria ser em todas as partidas na Arena. Aos 13 minutos, Luan ajeitou para Maicon e o camisa 19 bateu seco na forquilha à direita do gigante Dida Dominguez. 1 a 0.

Luan deu um passe espetacular para Miller Bolaños, que mostrou como se faz naquela região do campo; chutou colocado, rasteiro, melhor maneira de vencer o arqueiro da LDU. 2 a 0.

No início da segunda etapa, Bolaños conseguiu desestabilizar Luis Romero, que foi expulso. Aí o Grêmio estranhamente decaiu, parecia que não tinha interesse ou capacidade para ampliar o placar.

As mexidas de Roger deram novo ânimo e Henrique em jogada individual marcou o 3 a 0. Éverton fechou o placar numa jogada característica dele; avançou rápido e bateu rasteiro. 4 a 0.

Qual a grande diferença apresentada hoje? Simples, o futebol quase sempre tem lógica. Agregou qualidade, isto é, Luan e Giuliano ganharam um parceiro: Miller Bolaños. No primeiro tempo, ele arrematou duas vezes, uma boa defesa de Dominguez e o gol. Fez o que tinha que fazer.

Outra prova disso: Henrique. Ele tem o faro do gol, é do ramo. Para se ter uma ideia, Henrique já tem dois gols, ou seja, o total marcado por Braian Rodriguez na temporada passada.

Com a volta de Walace, Maicon crescerá muito e a mecânica do meio irá se acertar ainda mais.

Os grandes destaques (e são muitos) foram Douglas, Geromel, Luan, Bolaños, Maicon e Giuliano.

Wallace Oliveira, Fred e Marcelo Oliveira realizaram a melhor partida em 2016. Edinho muito importante no desarme e no espírito de luta. É jogador de grupo.

Henrique, Éverton pontificaram com gols os seus ingressos e Marcelo Hermes quebrou o galho, mesmo todo torto no lado direito. Grohe deveria pagar ingresso.

Em noite de espetáculo em Porto Alegre, o Grêmio deu o seu show.

Agora é Grenal. Outra pedreira.