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sábado, 31 de julho de 2021

Opinião



Grêmio joga bem, mas perde mais uma

Uma derrota mais com jeito de empate pelo que se viu hoje à noite.

Não me considero um cara supersticioso, mas quando soube que era Ricardo Marques Ribeiro o juiz da partida do Grêmio, pensei: Fecho por um empate. Até peço que o Alvirubro me informe o histórico nos jogos  com este senhor no apito. Ele dá muito azar para o Tricolor.

Apesar de ter feito um bom enfrentamento, a vitória (até o empate) não veio. Faltou o que falta há muito tempo: ataque. O Bragantino era batível pelo que se viu em campo, mesmo com a boa posição na tabela. Verdade é que Claudinho faz diferença. Sua ausência diminui muito o tamanho do time.

Gostei de algumas atuações como a dos zagueiros Ruan e Geromel, também Lucas Silva, o melhor pelo lado azul. Vanderson, um pouco abaixo deles, errou alguns lances; na média, foi bem. Vejam que são destaques defensivos. Darlan oscilou, parece que vai deslanchar, mas aí dá aquela rodopiada e atrasa o ataque.

Já Jean Pyerre, Ricardinho e Léo Pereira muito mal. Ouço na jornada que Alisson é "jogador da confiança" do técnico. Vou dizer: quando essa frase é dita, eu tenho certeza que a razão de estar no time, não é pela qualidade do jogador. Serve para Alisson, serve para outros. É "bucha", como diz o gaúcho.

O Grêmio está evoluindo, mas convenhamos, depois da implosão que o sucessor de Renato cometeu, não tem como ficar pior, por outro lado, a construção é muito demorada. Não vai cair, mas a torcida vai ter que ter paciência.

O foco da Direção tem que ser suprir o que foi diagnosticado por todos: Comissão Técnica, Imprensa e Torcida: um grande armador e atacantes.

Restou, repito; ter paciência.




sexta-feira, 30 de julho de 2021

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (257) - Ano - 1977-1979

Bravura Indômita 

Fonte:https://observatorioracialfutebol.com.br/ 

Morreu nesta Quarta-feira, 28 de Julho, o André do trio fabuloso do Vitória (Osni, André e Mário Sérgio), o André Demolidor, que antecedeu a Careca e Evair na arte de fazer gols com a 9 no Guarani de Campinas, mas, especialmente, morreu o André Catimba, genial e genioso, centro avante gremista, autor do gol libertador de toda uma geração de jovens gremistas na década de 70. É dele o mais belo tento que o Olímpico Monumental ofereceu à sua torcida.

Catimba, sinônimo de astúcia, de manha, de matreiro. Nisso, André era mestre. Atacante completo que saiu da sua Bahia, onde se formou na missão de atormentar os zagueiros, utilizando técnica, esperteza, malícia e muita, muita coragem. Além de gols, de passes magistrais como no dos 14 segundos de Iúra, sabia jogar capoeira para momentos de sufoco, que não eram poucos dentro da grande área. Ele, um auto-confiante "in natura", que uma noite convocou fotógrafos para se posicionarem atrás da goleira, pois faria um gol de bicicleta: - Ali, naquela goleira- afirmou; esse lance da foto acima ou quando saiu do banco, naquele 15 de Junho, diante do Flamengo na sua estreia, marcando o gol de empate do  Tricolor, mais ainda, no momento que ficou esparramado, rente à grama e, rastejando, cabeceou para as redes, novamente, contrariando o lugar-comum na partida contra o Coritiba pelo Brasileirão; com certeza, naquela cabeçada mortal em mais um clássico vencido, onde aparece cercado por seis jogadores do Inter, entre eles, Caçapava, Falcão e Batista (foto abaixo); vitória no Beira-Rio por 3 a 2.

Pensem num jogador que dá ao torcedor a certeza que seu time não sairá derrotado dentro da sua casa, de seu estádio, ou ainda, que não perderá nunca para o seu principal rival; pensaram em André? Acertaram. Para caracterizar a exceção, perdeu duas partidas em quase três  temporadas no Olímpico (67 confrontos), um único revés em Grenal (disputou 13); justo aquele que ficou na reserva, lesionado e só entrou, porque Telê, também não gostava de perder nunca.

 Saindo jogando, "never!", não conheceu derrotas no clássico.

O evento da imortalidade está associado a momentos marcantes na vida do Grêmio: na letra do hino (Lara), na estrela da bandeira (Everaldo), nas imagens de Tóquio (Renato). Nesse seleto grupo, aparece o voo gigantesco interrompido após o gol, no triunfo que se tornou a gênese das décadas vitoriosas do clube (André). A foto que ajuda a ilustrar o blog.  

Poucos segundos antes do "clic" da máquina fotográfica, ele "desafiou a lógica" no seu chute, que deveria ser de pé esquerdo, forte, rasteiro, canto oposto de Benitez. Inovou, batendo de pé direito, reto, embora de três dedos, ângulo superior do arco, como escrevi há quase dez anos, que repostei em 2014, vide Pequenas Histórias 27. Indefensável estocada no coração vermelho, impedindo o enea do Coirmão. Aliás, Enea que virou "Eles Nunca Esquecerão o André". Ninguém esquecerá!!!

A consequência do salto incompleto, sua lesão, possibilitou ser a ponte, o elo entre o Grêmio vitorioso do Hepta campeonato de 68, onde brilhava outro centro avante corajoso e artilheiro: Alcindo, que o substituiu naquela tarde de 25 de Setembro de 1977.

Esse era André, um bravo que poderia ser chamado de André Coragem.

 Obrigado, Catimba!

Fonte:https://futebolgaucho.tumblr.com/

Veja o gol de bicicleta:



Fontes: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro

              Arquivo Histórico de Santa Maria




quinta-feira, 29 de julho de 2021

Opinião




Medo 

Se tem algo que me dá medo na conjuntura gremista, é ver a Direção ir às compras.

André, Marinho, Vizeu, Tardelli, Diogo Barbosa, Luciano, Pinares, Churín, todos, só frustrações. Os motivos são diversos, o resultado idêntico.

Peguem as contratações de 2021, aprovadas ou não pela massa torcedora, Rafinha, Thiago Santos e Douglas Costa, novamente a mesma frase: "por motivos diversos", não estão dando certo. Segunda-feira será Agosto. Sete meses se foram.

Agora, leio que o Tricolor está indo com vontade ao pote das contratações. CEO na Europa, nomes interessantes como Hernani, ex-Furacão, mas quem está próximo é Pedro Rocha. Bah! Aí é para desanimar.

Tirando uma fase boa na Copa do Brasil e parte da Libertadores como recheio entre o início de carreira com inúmeros gols perdidos e a passagem frustrada pela Rússia, Cruzeiro e Flamengo, o que sobra na carreira dele?

Sinceramente, acho que desse "mato, não sai coelho".

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Álbum Tricolor (161)

ANDRÉ CATIMBA
Revista Placar

Nome: Carlos André Avelino de Lima.
Apelido: André Catimba.
Posição: centro-avante.
Data de nascimento: 30 de outubro de 1946, Salvador, BA.
Data de falecimento: 28 de julho de 2021, Salvador, BA.
 
JOGOS PELO TIME PRINCIPAL DO GRÊMIO
135 jogos (87 vitórias; 37 empates; e 11 derrotas). 68 gols.
 
JOGOS COMO TITULAR
125 (81 vitórias; 34 empates; e 10 derrotas).
 
ENTROU NO DECORRER DO JOGO
10 jogos (6 vitórias; 3 empates; e 1 derrota).
 
JOGOS NO ESTÁDIO OLÍMPICO
67 jogos (50 vitórias; 15 empates; e 2 derrotas). 43 gols.
 
JOGOS EM OUTROS ESTÁDIOS
68 jogos (37 vitórias; 22 empates; e 9 derrotas). 25 gols.
 
CERTAMES OFICIAIS PELO GRÊMIO
Caráter Estadual (76 jogos; 54 vitórias; 19 empates; e 3 derrotas).
Caráter Nacional (41 jogos; 20 vitórias; 14 empates; e 7 derrotas).
 
CLÁSSICO GRENAL
13 jogos (6 vitórias; 6 empates; e 1 derrota). 4 gols
 
ESTREIA NO GRÊMIO
15.06.1977 - Grêmio 1x1 Flamengo (RJ) -  Amistoso - Olímpico.
 
ÚLTIMO JOGO PELO GRÊMIO
16.09.1979 - Grêmio 1x1 Esportivo (RS) – Camp. Gaúcho – Bento Gonçalves (RS).
 
CARREIRA COMO JOGADOR
Guarany-BA (1964 a 1966), Ypiranga-BA (1966 a 1968), Galicia-BA (1968 a 1971), Vitória-BA (1971 a 1975), Guarani-SP (1976 a 1977), Grêmio-RS (1977 a 1979), Bahia-BA (1979 a 1980), Argentinos Juniores-ARG (1980), Pinheiros-PR (1980 a 1981), Nautico-PE (1981), Comercial/RP-SP (1982), Ypiranga-BA (1983 a 1984), Fast Clube-AM (1984 a 1985).
 
TÍTULOS PELO GRÊMIO
Campeonato Gaúcho: 1977.
Campeonato Gaúcho: 1979.
 
Por Alvirrubro.
 
PRINCIPAIS FONTES:
- Jornal Correio do Povo.
- Jornal Zero Hora.
- Revista Placar.
- Arquivo Pessoal.

terça-feira, 27 de julho de 2021

Opinião



Goleada no Barradão 

3 a 0. Vaga garantida para a próxima fase. 

O Grêmio teve o adversário que pediu a Deus neste início de semana. O Vitória de 2021 é o pior de todos esses anos que vi o clube baiano. Ou é muito ruim, ou esteve numa noite assustadora.

O primeiro tempo foi constrangedor para um clube locatário, mesmo que fosse um oponente da Série A o que tinha pela frente. Não passou do meio de campo; pior! isso, não significou saber se defender. O 1 a 0 demorou para sair. Aí, o momento mais atrapalhado da partida: mais de seis minutos para definir se o gol era válido.

Sobre o Tricolor: Alisson, ótimo primeiro tempo, caiu na etapa final, ainda assim, participou no gol de Diogo Barbosa, quando lançou Luiz Fernando que fez excelente jogada e pifou o lateral esquerdo que nesta jornada funcionou como ponta.

Na etapa final, Léo Pereira cresceu de produção, fez o segundo e deve ter sido substituído mais para Luiz Fernando pegar ritmo de jogo.

Destaque também para Ricardinho que marcou o primeiro e deu passe decisivo para o segundo.

De todos, o melhor foi Vanderson, além dele, Rodrigues jogou sério, Gabriel Chapecó apareceu quando foi preciso em dois chutes importantes no segundo tempo. Darlan, igualmente apareceu bem para quem estava arquivado.

Fica a ressalva da fragilidade do clube baiano, mas o placar ficou bem ajustado. Materializou o que se viu em campo.

Foram oito jovens começando a partida. De veteranos, Cortez, Lucas Silva e Alisson, porém, este confronto, recém finalizado, não é matéria para conclusões definitivas.

Que venha a próxima fase, de preferência com um adversário mais fraco. Quem sabe o Criciúma, se confirmar a classificação no Rio?



segunda-feira, 26 de julho de 2021

Opinião



Parâmetros 

À partir do comentário do Carlos na postagem anterior, eu que vinha pensando neste assunto, resolvi escrever este texto.

Li em vários lugares que o elenco do Grêmio é fraco, pelo menos, o desse ano. Depende.

Depende do objetivo, se for comparado com os do Palmeiras, Atlético Mineiro e Flamengo para brigar pelo título, realmente, ele é insuficiente. Se for para escapar do rebaixamento, o plantel gremista sobra contra os seus "eventuais concorrentes" à fuga do Z-4.

Comparei o elenco do Fortaleza com o do Grêmio e a diferença é imensa, então, por que essas posições de ambos na tabela?

Porque há outros fatores que implicam nas performances dos times/clubes. Um deles é justamente o peso da tradição e da camisa, outro, a situação financeira da instituição, atrasos de salários prejudicam muito, mais um: desgaste da relação comissão técnica com o passar dos anos.

  A gestão do "vestiário" também é ponto importante. Esta última questão, há exemplos recentes: Ramirez no Inter, Tiago Nunes no Grêmio, ambos não foram "adotados pelo grupo" e o mais recente, Renato no Flamengo, neste caso, de uma forma positiva. O clube da Gávea virou potencial concorrente para as três competições, Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão, apenas acertando na escolha do treinador. 

Entendo que mesmo precisando de reforços pontuais, a posição do Grêmio no Brasileiro e a desclassificação na Sul Americana, esses tropeços estão mais relacionados com a perda da identidade do time na forma de jogar, na falta de uma liderança técnica e anímica e na ausência de confiança do grupo como um todo. Novamente recorro ao Flamengo que nas goleadas recentes, os jogadores esbanjaram auto-estima, não tiveram receio de atacar, de arriscar chutes, de improvisarem lances. Isso, só se faz se o peso de errar for um detalhe inconsequente na cabeça do atleta. Os mesmos que atuavam com Torrent e Ceni jogam leves hoje. Certamente, não tinham desaprendido neste hiato entre Jorge Jesus e Renato Portaluppi. 

Então; que venham os reforços, mas é importante trabalhar a mente dos jogadores e a questão tática. Definir um sistema de jogo e depois, só depois, buscar os jogadores com o perfil para a forma de atuar escolhida.

Luiz Felipe tem bagagem para reverter esse quadro.







domingo, 25 de julho de 2021

Opinião



 A Manutenção dos Três Zagueiros

Li que Luiz Felipe pode desistir da formação com três zagueiros, já no próximo compromisso diante do Vitória pela Copa do Brasil. Deve ter as suas razões, porém, mesmo para quem está distante dos acontecimentos, a adoção deste sistema utilizado contra o América Mineiro foi positiva. O gol sofrido ocorreu de forma acidental pelo que vi nos melhores momentos. 

Eu até esperava esta formação na estreia do novo treinador contra o Inter, vide Três Zagueiros, porque entendia que, além de Geromel e Kannemann, nomes incontestáveis, o clube tem uma promessa, quase uma realidade, Ruan, que deveria ser aproveitado.

Geromel e Ruan são jogadores velozes, bons de antecipação e de saída rápida, quando estão com a bola; já Kannemann no período que era atleta do San Lorenzo, nas vezes que entrou, atuou mais como lateral esquerdo do que como zagueiro.

Com a afirmação de Vanderson e novas chances para Guilherme Guedes, o Tricolor, mantendo dois volantes técnicos, fica bem defensivamente e ganha jogadas ofensivas pelas pontas.

A persistência do 3-5-2 é necessária para o melhor aproveitamento dos jovens e solidificação de uma identidade do time, algo que o time perdeu com a saída de Renato.

sábado, 24 de julho de 2021

Opinião




 Grêmio empata e segue na vice-lanterna

Assisti somente os 30 minutos finais, um compromisso em Vale Vêneto me impossibilitou de ver toda a partida.

Nessa meia hora final, eu vi um time atrapalhado, sem criatividade e, principalmente, acelerando o jogo demais. Há também, a afobação (ápice do aceleramento) no lance em que Guilherme Guedes tocou para Ricardinho; ele poderia ajeitar melhor para depois finalizar. Errou batendo de primeira, movimento muito difícil de ser acertado.

Procurando os melhores momentos (coloco no final da postagem), vi que na primeira fase, o Grêmio teve transição rápida da defesa para o ataque, em especial, com os alas Vanderson e Guilherme Guedes, esse, autor do gol gremista, quase na pequena área adversária. Bom sinal. Teve igualmente, duas grandes defesas de Cavichioli e uma bola na trave. 

O gol de empate; uma infelicidade de Ruan, que "espanou" a bola com vigor, mas ela se ofereceu à frente do camisa 10, pegando o resto da defesa no contrapé.

O resultado é péssimo, as possíveis lesões de Vanderson, Diego Souza e Guilherme Guedes, idem.

Como escrevi na postagem anterior, o item mais preocupante neste instante, é a instabilidade emocional do time, a falta de confiança, que aliada a falta de qualidade ofensiva, torna o fardo mais pesado. Isso precisa ser trabalhado pelos dirigentes.

A Direção/Comissão Técnica, esse duo, deve dar apoio aos jovens, mas buscar reforços que sejam superiores ao que se tem no grupo. Amontoar jogadores de média qualidade, esta iniciativa,  ao contrário de ser a solução, aumentará a pressão sobre o elenco.

Luiz Felipe tem conhecimento e experiência para tirar o time do rebaixamento.

Seguem os melhores momentos:



sexta-feira, 23 de julho de 2021

Opinião




Três Posições 

O meu irmão dizia que a confiança era peça fundamental no êxito de uma equipe; lógico, ele considerava qualidade e atitude como elementos primários, nem se discutia isso.

Concordo plenamente; ontem, depois da cobrança de penalidade sem sucesso de Edenílson numa reedição de 1989, mesmo palco, mesmo adversário, o Inter desmanchou, escapou até de perder.

Voltando; Gabriel Chapecó, Vanderson, Fernando Henrique e Victor Bobsin são excelentes valores vindos da base, a zaga é a melhor do Brasil, Douglas Costa, espera-se,  a cereja do bolo, Ferreira, se ficar, um ótimo atacante.

Considerando que o calendário ficou mais folgado para o Tricolor, as lesões e preservações serão menores, com isso, repetir o mesmo time, uma possível realidade; então o clube tem três posições "sensíveis" entre as onze; lateral esquerda, meio de campo armador e um centro avante.

Se a Comissão Técnica e Direção entenderem que os que estão no elenco são insuficientes, a tarefa não será tão difícil assim, afinal, além de grande clube, o Grêmio, segundo se divulga, é uma instituição que paga em dia.

Atletas no mercado tem. Basta dar o tiro certo. Isso, mais o retorno natural da confiança, vai mudar a recente história mal escrita em 2021.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Opinião




Elenco caro e ineficiente 

Folha de 15 milhões de reais por mês ou quase isso (noticia-se assim), eliminação na pré-Libertadores, Sul Americana, integrante da zona de rebaixamento e terceiro treinador na temporada (não incluo os temporários), torcida questionando os atletas da base, isto é uma receita explosiva, que pode detonar ou ser desarmada com muita coragem e competência. Este é o Grêmio do primeiro semestre de 2021, avançando para o segundo.

Com essa folha altíssima e juniores de baixos salários no time principal, basta ver na mais recente partida: Chapecó, Vanderson, Fernando Henrique, Victor Bobsin e Léo Pereira. Meia formação dos onze, é um caso para análise.

Aí, eu lembrei de três situações, a primeira,vide Zico fala, mostrando sua desconfiança quanto às convocações e a movimentação dos empresários na Seleção, isso dito anos atrás; a segunda, o porquê de atletas da base que sempre tiveram o mesmo empresário, na última categoria (a de juniores) mudam para outros mais conhecidos e poderosos, sabidamente mais "influentes". Curioso que esta pauta seria interessante para a Imprensa, mas parece que ela não se interessa. A terceira é aparentemente contraditória; o conhecimento desta prática predatória pelos dirigentes de clubes e aceitação dela, realidade de quase todos os clubes. 

Alguém poderá dizer, se é corrente entre os clubes, então essa não é a causa única dos insucessos. Verdade! porém, cabe ao dirigente de instituição grande escolher como e com quem negociar, não ir para o matadouro se espernear. Saber dizer não! esse, eu não quero.

Até o torcedor mais indiferente, se pergunta: Por que determinado jogador com idade avançada, vindo de lesão grave sem sequência de jogos, salário elevado em seu clube de origem, vai ser uma contratação satisfatória? Por que um atleta que ultrapassou a casa dos 30, tem 1 ou 2 clubes de grandeza em seu currículo de mais de 20 trocas, vindo de um mercado periférico vai tomar o lugar de um júnior de 20, 21 anos, que quando entra mostra qualidades?

Essas manobras costumam cobrar caro. As instituições de maior grandeza no Brasil que caíram para a Série B, tem entre os seus ingredientes, este condimento quase fatal para carregá-las para baixo.

Felizmente para o Grêmio, há todo um returno para ficar pelo menos, em décimo sexto no Brasileiro. Basta dar um "basta".

PS: Algo "auto-explicativo": Quem tem o salário mais alto? Paulo Victor ou Chapecó, Rafinha ou Vanderson, Diogo Barbosa ou Guilherme Guedes, Thiago Santos ou Fernando Henrique, Maicon ou Victor Bobsin,  Alisson ou Ferreira?