Sem alma, sem ânimo, sem futebol
Mais um empate; mais um com sabor amargo, pois a vitória escapou na cobrança mal-sucedida de Jean Pyerre diante de um time limitadíssimo, quase convencido de seu rebaixamento.
O Grêmio sinalizou para todo mundo, aí, incluindo o seu elenco, que o Brasileiro virou estorvo, que se pudesse perder as demais partidas por WO sem punição, seria uma bênção, independente de desrespeitar a sua imensa torcida, que é a razão de sua existência.
Meteu nove reservas, castigou Jean Pyerre e deu mais uma chance para que todos se convencessem de sua "utilidade".
Alguns aproveitaram e se deram bem, caso de Paulo Miranda e David Braz, mas aqui, uma ressalva: isso não tem a ver com a fragilidade do adversário? Fiquei com essa dúvida.
No meio de campo, mesmo com alguns vacilos (prender demais a bola), Darlan demonstrou que está à frente de Thaciano nas alternativas de reposição.
Na frente, Isaque afundou, porém, novamente coloco uma interrogação: é ali o lugar dele? Não sei. Não sei se tem futebol para integrar o elenco gremista. Eu teria iniciado com Luiz Fernando, apesar das características distintas entre eles.
Ferreira começa a demonstrar uma fragilidade física que não é exatamente por cansaço. Os seus duelos individuais me passam a impressão de faltar massa, corpo para a superação nesses enfrentamentos.
Não queria usar esta expressão, no entanto, ela é a que melhor sintetiza esse momento: parece final de festa.
O presidente tem que agir, senão, o clube vai chegar desmontado, dilacerado no ponto mais alto da disputa da Copa do Brasil.