Para onde foi o "Pragmatismo" de Roger?
As estatísticas ajudam, mas merecem ser sempre dissecadas; um exemplo era a sequência invicta de 17 jogos do Tricolor, saudada e rotulada como um jeito pragmático de atuar sob a grife Roger Machado. Na verdade, sempre achei um equívoco, os resultados pífios, atuações medrosas diante de adversários frágeis, os discursos absurdos pós-jogos, tudo isso encantava parte da imprensa, bem menos do que a maioria da torcida, sempre taxada como "passional" e ansiosa, verdadeira "alarmista".
Agora, a verdade se desvelou de uma forma rápida e trágica, 1 ponto em 12 disputados, 8% de aproveitamento, o mesmo de Tiago Nunes no início do Brasileirão de 2021 (2 em 24 pontos), idênticos 8%.
A diferença é que atualmente, o Tricolor está classificado, está entre os 4 que sobem. Não arranca do nada. Basta vencer 5 em 11 confrontos, a metade deles na Arena. Ameniza um pouco.
O que precisa, além de uma forte compactação do time (hoje, os três setores estão estanques), é recuperar psicologicamente o "plantel". O problema é: quem fará esse trabalho, essa missão? Roger parece ter perdido a mão do grupo e o vice é um estorvo; mais grave! não tem noção de sua nocividade ao elenco, por consequência, ao clube. Só atrapalha.
Felizmente, o próximo adversário é o Vila Nova, que ocupa uma das posições do rodapé da tabela. Vencendo, o Grêmio terá mais de uma semana para o confronto de 6 pontos contra o Vasco em casa. Vencendo, de novo; apagará o incêndio. Como nada é perfeito, se ocorrer este cenário favorável, a massa torcedora terá que ouvir loas , exaltando o ótimo trabalho de levar o clube de volta para a Série A.
Paciência.